entre um almoço lá fora e um estudo cá dentro, aproveito e registo o que não falta cá na rua. gosto delas em vasos, cheirosas, bonitas, vivas e bem verdadeiras.
Só! - Ao eremita sozinho na montanha Visita-o Deus e dá-lhe confiança: No mar, o nauta, que o tufão balança, Espera um sopro amigo que o céu tenha...
Só! - Mas quem se assentou em riba estranha, Longe dos seus, lá tem inda a lembrança; E Deus deixa-lhe ao menos a esperança Ao que à noite soluça em erma penha...
Só! - Não o é quem na dor, quem nos cansaços, Tem um laço que o prenda a este fadário, Uma crença, um desejo... e inda um cuidado...
Mas cruzar, com desdém, inertes braços, Mas passar, entre turbas, solitário, Isto é ser só, é ser abandonado!
antero de quental (sonetos completos, colecção clássicos)
e quase que ilustra o que vou fazer nos próximos dias... olhá-la. com os dias quase elaborados: para que não sobre tempo a mais. para que o pensamento não levante voo. e acima de tudo, para desfazer, voltar a fazer e recomeçar ideias perdidas. entre a leitura e a leitura, arrumei o cesto das lãs e vi que me falta realmente uma bolsa para as guardar todas as agulhas (protegendo-as dos dentes caninos do felino). vou ali ao lado buscar um tecido qualquer e improvisar...
ainda vi o filme brodeuses. sobre uma jovem rapariga bordadeira e grávida que decide entregar o bebé para adopção. consegue encontrar trabalho, a bordar e... termina, quando fica a saber que vai ter uma menina. não é um filme espectacular mas ainda consegui retirar-lhe algumas passagens/ cenas interessantes. e este último bordado, o vestido, que minucioso.
troquei o acelerador pelo travão e toquei na esquerda quando era a direita que pedia. mais as voltas habituais e as horas voaram. por isso e por muito mais encontrei outro restaurante vegetariano cá nas redondezas. é o meia lua café (olá senhor fernando!), com bom atendimento, óptima comida, preço muito em conta e espaço agradável. irei mais vezes, decerto.
a feira da ladra e também a alternativa (das dez horas às dezanove) a feira do jardim da estrela (no domingo das nove e meia às dezanove horas) [via rita] o encontro alternativo em sintra não espero ir a todo o lado mas, a juntar à rotina, mais uma feira fica bem. e o indio nacional amanhã e depois, la rabbia, no grande auditório. - senti-me plagiada mesmo sem ter inventado nada. eu talvez tenha plagiado. sinto que plagiaram o meu plágio. - quando a obra é reconhecida, o artista deve sentir-se lisonjeado. a fotografia não tem direitos, mas tem autora. por enquanto só reconhecida no silencio do instante, no barulho do click... beijos *joão
aproxima-se o final de semana acompanhado do final aulas e tudo com muito projecto para ser feito e pensado. é sempre assim. - o fim de semana era para ser diferente mas vai ser igual. - há quase um ano descobri o conceito de permacultura (o conceito, um vídeo, um workshop) e hoje alguém a explicou e no fim-de-semana vai dar um workshop em sintra. - exotic asia market às portas de lisboa. tenho de lá ir.
sonhei que lia uma receita. lombo de tofu no forno. e na preparação dizia para se colocar um naco de tofu dentro de uma enorme cavaca. e para levar ao forno. mas este não tinha cheiro nem sabor.
continuo a ler contra o fanatismo e recomenda-se. leitura fácil. pontos de vista que alteram a realidade que assumimos como certa. deste livro destaco muitas frases mas isso fica para quando o terminar. e por este, o seguinte deverá ser a fé em guerra, que aguarda desde agosto uma leitura mais intensa e politicamente esclarecedora acerca do mundo muçulmano. - de hoje mais nada (até surgirem mais fotografias). para amanhã, trabalho. de ontem, gatos, o meu e os da rua nas paredes:
estes dias tenho visto alguns sites, que me inspiram e me motivam. quando tiver outra tarde como esta (passada a caminhar, a ler e a fotografar) logo os ponho por aqui, para não esquece-los nem para desaparecerem. - estou a programar um regresso ao muito anunciado colete. desta tem mesmo de ser. vou repensar no modelo e nas cores. quero usá-lo ainda este verão. - desert dream? se o estado do meu mundo me ajudar, lá estarei. - os blogs são autoritários, incentivam a passividade, pouco selectivos e irregulares. podemos dizer tudo a um diário, mas dificilmente diremos tudo a um blog. penso tantas vezes nisto, fará algum sentido? seremos voyeurs? meros observadores e curiosos da vida alheia. com ou sem sentido, gosto disto!
o que têm em comum robert indiana (em cima) e joel-peter witkin (em baixo)? ambos nasceram a treze de setembro, o primeiro em 1928 e o segundo em 1939. e eu nasci no mesmo dia mas em 1984.
esta semana não começou da melhor forma: manhã perdida, pão que não cresceu (vá-se lá saber o porquê), era só uma colher de shoyo e foram quatro ou cinco (puro acidente), outra manhã a dormir e mais outra, lasanha esquecida no forno e dedo queimado, pouca leitura e os dias que passam sem nada feito. resta-me fazer com que termine melhor. (que indisciplina)
ando tonta. - sonhei com sabor e cheiro e era tão real que podia jurar, quando acordei, que tinha uma travessa cheia de batatas a murro (da minha mãe) ao lado da cama. só voltei a recordar o sonho quando me apercebi que podia acompanhar o almoço com batatas. mas não o fiz.
na sexta-feira fiz uma pequena maratona para terminar de ler o meu país inventado de isabel allende. no verão passado li, da mesma autora, paula. muito comovente mas agradou-me, com o relato paralelo do caso dramático da filha e da história do chile/ infância da escritora. quando gosto de um livro (pelas mais diversas razões) encarrego-me de pesquisar e comprar outros livros desse mesmo autor. fico com vontade de conhecer a obra literária e de saber se (quase) todos os outros livros são-me tão aprazíveis. foi por isso que comprei o meu país inventado e a cidade dos deuses selvagens. este que li, muito sinceramente, não gostei. começa num tom lamechas, um apontar o dedo aos chilenos (serão os portugueses muito diferentes do descrito? seremos todos iguais?). em todo o livro não houve um momento culminante que me prendesse à estória/ história. isabel allende, neste livro, descreve a sua vida e a sua história do chile (segundo o seu olhar). os últimos quatro capítulos, que relatam a história do chile entre o salvador allende e o augusto pinochet, conseguiram-me (quase que) prender e terminar o livro. não considero a história espectacular, estimulante e particularmente interessante. nada que já não me tivesse sido mostrado em paula. a única parte que é, realmente nova é a descrição do povo chileno. mas mesmo assim, de uma forma repetitiva e pouco persuasiva. a cidade dos deuses selvagens passa directamente para último lugar na minha pilha de livros na mesa de cabeceira. agora leio contra o fanatismo de amos oz, oferta do público. para já, vou nas primeiras páginas, parece-me muito interessante e consegue pôr-nos a reflectir sobre alguns conceitos: fanatismo, traidor...
estou de volta. após um fim de semana muito curto que, mais uma vez, não deu para estar com todos nem para fazer tudo o que estava planeado. as alergias ainda me assolam. valem-me os antiestamínicos que me põem a dormir mais do que o devido.
vou mesmo trocar tudo o que tinha para fazer por não fazer nada. ou quase nada. ou melhor, vou ler até dormir. o que não deve demorar muito. falta-me apetite mas tenho muita dor de cabeça. prefiro estar deitada a estar sentada. quero o silêncio em vez do ruído do computador. as alergias de primavera chegaram...
[site inspirador a explorar] http://www.aforest-design.com [a não perder] maio lindo maio [lindos desenhos e painel] dela e atelier infantil - ligo a televisão para ver: o retrato social (que já terminou), conta-me como foi (série portuguesa que retrata a sociedade na década de sessenta) e os gato. liguei-a hoje para ver o telejornal e achei tudo demasiado dramático. desliguei. voltei a ligar, apanhei o malato. desliguei. liguei e só passavam novelas. desliguei. passei para o rádio ao som de smooth jazz. ontem ouvi, por acaso, uma peça (novela?) radiofónica. gostei e hoje ainda tentei descobri-la. acho que foi na antena2 à noite.
é inevitável... o trabalho começa a ocupar-me a cabeça e aqui surgem as receitas. como já o disse várias vezes, é o meu momento zen, despreocupado, a altura em que não penso em mais nada para além da elaboração do prato. esta receita fui buscá-la ao centrovegetariano.org. segui-a à risca (o que é raro) e não aldrabei nada. quando voltar a fazê-la vou deixar cozer sem tampa e colocar menos água. é ensopado mas mesmo assim prefiro-o com menos líquido. quanto ao resto é muito boa e tem um óptimo sabor a oregãos. acompanhei com um pouco de arroz (o que me pareceu hidratos de carbono a mais), brócolos cozidos e uma salada de alface e couve roxa. foi uma boa maneira de usar as favas biológicas da feira. há mais de um ano que frequento a feira (acompanhada de uma caminhada pela baixa) com a certeza e confiança de uns saborosos jantares ao longo da semana.
esta não devia ser eu a escrever. é uma adaptação da deliciosa moamba de galinha da mãe do hélder. moamba é um dos mais conhecidos e apreciados pratos tradicionais de angola e, a receita original, é feita com galinha.
ingredientes: 2 beringelas 2 curgetes 2 tomates grandes 2 cebolas pequenas óleo de palma abóbora 300 gr de seitan farinha de milho quiabos jindungo (estes dois últimos não usámos porque não tínhamos e fez grande diferença)
procedimento: - cortar o seitan aos cubos e temperar com sal, alho e jindungo - descascar as beringelas e as curgetes, cortá-las aos cubos e colocar na panela - juntar o tomate, a cebola e os quiabos cortados e acrescentar cerca de quatro/ cinco colheres de sopa de óleo de palma - entretanto, à parte cozer a abóbora. quando cozida, desfazê-la com um garfo e guardar a água - tapar a panela e quando os legumes estiverem cozidos, acrescentar a abóbora e o seitan - se não tiver muito líquido acrescentar, ainda, a água da cozedura da abóbora - tapar, baixar o lume e deixar cerca de uma hora ou até os legumes se desfazerem
para o pirão: - colocar água, numa panela pequena, com sal e um fio de azeite - quando a água estiver a ferver, acrescentar a farinha de milho e mexer sempre até ganhar uma consistência pegajosa - desligar, passar para um prato e está pronto a servir
se não me engano, estas quantidades devem dar para seis pessoas. esta receita demora algum tempo (cerca de uma hora e meia) até ficar pronta mas vale o esforço, fica mesmo deliciosa. em vez do pirão pode-se, simplesmente, fazer arroz branco. bom apetite!
estava nos provadores, de uma daquelas lojas de shopping só que no chiado, com a minha irmã, descontraídas a experimentar calças. até que num acto de loucura ou insensatez, a rapariga-que-está-à-porta-dos-provadores abre a cortina, desata aos gritos enquanto pragueja que não podemos ter tanta roupa, que temos de ter a chapa com número de peças (e tínhamos!) e que mais isto e mais aquilo (nem percebemos ao certo). e eu a tentar tapar-me com o que ia alcançando e ela a tirar-me a roupa e eu não muito vestida e a escolher outra peça qualquer para me tapar e a cortina totalmente aberta e ela a voltar a tirar a peça de roupa das minhas mãos. não percebemos o motivo da rapariga. talvez não se lembrasse que nos tinha dado a chapa, só que nada justifica aquela atitude. de uma grande má educação e desrespeito. na altura fiquei parva a vê-la tirar-me a roupa, não reagi. no fim amontei-a e despedi-me com um que má educação. arrependo-me: devia ter pedido o livro de reclamações. não o fiz por que o meu estado de surpresa era mais que muito. ainda tentei fazer uma reclamação via internet, mas para que e-mail? não sou nada simpatizante destas lojas (quase todas com roupa made in países duvidosos), onde não há humanização entre o cliente e quem nos atende. elas estão lá só para ganhar o delas, muitas das vezes mal encaradas e com pouca vontade. só lá estão porque querem, nós (clientes) não temos nada a ver com isso nem temos de arcar com a incompetência alheia. arrependo-me vivamente de não ter usado, pela primeira vez, o livro de reclamações, ele existe e é mesmo para resolver anomalias funcionais. a loja em questão é a pull and bear. nunca fui cliente assídua (nem nada que se pareça) mas agora irei pensar muito antes de entrar noutra.
e hoje teve de ser. com os dois pés em lisboa. com um trabalho feito e pronto a imprimir. cansada da viagem... - fotografia: de um portão em setúbal, aquando da visita à nova área de estudo.
espero que não mas não fiz a distância que devia. - desta vez fica-me a vontade de conhecer brasília, de perceber como funciona todo o traçado com os enormes espaços públicos, de admirar a moderna catedral e de vislumbrar os vitrais. o plano, projectado à escala vinte e cinco mil para um concurso, é do lúcio costa, os edifícios do niemeyer e os painéis de athos bulcão.