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31.10.18

imprevistos de 2018

Pouco antes de começar a doSEMENTE, o meu portátil que tinha quase dois anos morreu subitamente. Uma motherboard que supostamente apanhou água e que não deu para activar a garantia. Guardei-o estes anos todos com um disco que correspondia aos anos de 2010 e 2011.

Em 2012, a doSEMENTE nasceu no velho computador na minha irmã. E a meio desse ano lá comprei o meu portátil. De setembro-2012 a outubro-2018. Sem backups da doSEMENTE (como é possível?). Actualmente já tinha alguns (poucos!) documentos deste ano, no google drive e as fotos no google fotos, desde 2016. Mesmo assim, o sentimento de vazio-fotográfico de 2012 a 2016 ou a ausência de histórico da minha marca é terrível. O disco já passou por duas tentativas de recuperação de informação e nada. Já chorei sobre o assunto, agora é seguir em frente e aprender a lição.

Entretanto fui buscar o disco do outro portátil, o tal que ficou parado em 2011, e é tão estranho. Numa altura que a doSEMENTE nem existia, ainda trabalhava no ikea e a minha vida tinha acabado de dar a primeira (de muitas) reviravoltas.

Em 2011 ouvia em repeat Let England Shake.

15.8.18

agosto 2018

Lisboa a 45ºC e o Fígaro em cima de mim 

Fui à procura dos meus padrões de agosto e acabei por reler os posts de outros agostos.
Sempre foi um mês de pouca actividade por aqui: 2006. 2007. 2008. 2009. 2010. 2011. 2012. 2013. 2014. 2015. 2016. 2017.
Fiquei com um misto de satisfação, por outrora ter registado os meus dias, e de melancolia. O agosto de 2006 já nada tem a ver com o agosto de 2018. Apenas se mantém a ida para o Algarve, que desde 2014 (ano que abri a loja doSEMENTE) acontece apenas na segunda quinzena. De resto, tudo diferente.

Não sou saudosista, 'passado é passado' até é uma frase que digo bastante mas acabei por me sentir meio triste. Ninguém relê diários, pois não? Cheguei à conclusão que diários são para se escrever e não para reler.

Há dias, instalei uma app que é um diário, um registo pessoal do dia a dia, só para mim. Entrei e saí e voltei a entrar. Adiei para o dia seguinte para começar a usa-la. Depois adiei mais um dia. E ainda não fui lá estrear as folhas em branco. Entretanto já a apaguei.

No fundo acho que tenho apenas saudades disto aqui.

9.4.18

não sei viver sem sol

Eu na praia de Puntia Umbria com muito vento (Ago 2017)
Rosana no aniversário da Sara (09 Jul 2017)
O Rui na vindima (Set 2017)

Enquanto estou aqui a preparar os posts doSEMENTE desta semana, dou por mim a ir olhar para as últimas fotografias que digitalizei, do verão passado. Decididamente preciso de mais sol.

7.4.18

pares

pares1
brincar aos pares

Ainda da casa do meu avô, no meio das laranjas, enquanto não tenho as fotografias analógicas do fim de semana passado.

4.4.16

22.2.16

costa do castelo

sim, tem mas não era preciso escrever Aquele momento em que queres aproveitar os últimos raios de sol, custe o que custar.

Mais um passeio pelo Costa do Castelo, até o sol se pôr.

Seguiu-se um lanche no Tartine.
Um jantar veggie biológico.
Uma tentativa de ver um filme.
Uma conversa de quem espera por um autocarro às três da manhã.

30.4.15

voltar ao folhagem vermelha

Não é só enviar encomendas. Também é bom recebê-las. Sou daquelas pessoas que ainda está no balcão dos correios e já está a abrir os envelopes. 📦📩#madeinpaper

Houve uma altura que deixei de escrever tanto no blog. As mudanças na minha vida pessoal fizeram com que quebrasse algumas rotinas (boas) que tinha. E não foi fácil voltar. Fiz algumas tentativas mas rapidamente me esquecia da existência do blog.
No início deste ano reflecti bastante sobre continuar ou não o folhagem vermelha. Umas semanas antes, em feiras, cruzei-me com uma série de pessoas que me disseram que seguiam o meu blog há anos mas que 'infelizmente tem andado tão parado'.

Então decidi que iria publicar, sem a ansiedade de 'tenho que fazer um post xpto com boas fotografias bem editadas' e sem obrigatoriedade. Apenas o que de melhor (nem sempre) me acontece no dia-a-dia. Até fui reler os primeiros anos do blog para relembrar a espontaneidade, apenas o registo só porque sim. E quase sempre, só com (o verdadeiro) significado para mim. Posts rápidos e nem sempre assim tão pensados.
Hoje publico o que foi mais fixe no dia de ontem. Tenho feito assim, o que me obriga a repensar no dia anterior e a resumi-lo a uma fotografia ou frase ou música. Nem sempre dá, porque às vezes não há mesmo tempo para ligar o portátil sequer.
Também tento não resumir os pontos altos do dia ao meu trabalho doSEMENTE. Há dias que é difícil. Por vezes, o ponto alto é mesmo alguém que conheci na loja ou uma encomenda especial que enviei (ou recebi), ou uma surpresa ou uma mensagem ou uma história.

Há dois dias recebi a encomenda da Made in Paper, com as etiquetas e uma weekly planner. Depois de ter passado dois dias só eu, a granola e os emails, soube-me bem este pequenino momento.

28.4.15

ontem à noite

Ontem à noite, para satisfazer a gula fui comer um pastel de nata da Manteigaria no Adamastor. Ontem à noite, para satisfazer a gula fui comer um pastel de nata da Manteigaria no Adamastor. Ontem à noite, para satisfazer a gula fui comer um pastel de nata da Manteigaria no Adamastor.

Tenho tido umas intensas semanas de trabalho doSEMENTE.
Ontem depois de ter passado a tarde em frente ao computador a responder a emails, fazer follow ups, actualizar estados de encomendas e essas coisas todas, saí a correr de loja. Fui a casa deixar as tralhas, comer uma torrada (sim, por vezes não janto mas tomo um pequeno-almoço valente) e segui para o Adamastor. Já não havia sol e estava frio. Fiz-me acompanhar por um pastel de natal da Manteigaria* e uma boa conversa. Fins de dia assim valem ouro.


*Sobre os pastéis de nata de Lisboa recomendo o post da Cláudia.

22.4.15

nem sinto os dias a passarem

😍 #sapatosnarua No chão do metro.

Não gosto de (me) dar a desculpa de 'não tive tempo'.
Mas pior do que isso é quando o dia termina e não consegui fazer o que devia.
Adio respostas a emails. Mensagens de amigos. Telefonemas que não foram retomados. E livros que não são abertos há alguns dias.
Adio frases e flyers e cartões. Mais emails. Respostas a clientes. Publicações e comentários.

Depois repito para mim mesma, em forma de mantra irónico 'bem-vinda a um negócio próprio'.

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Lisboa na última sexta-feira de manhã, entre entregas de amostras de granola e aquilo que eu chamo de active selling.

16.4.15

ao serão a alternar entre a entrevista e o aeroplano



Foi difícil escolher uma das quase-todas-as-músicas que gosto do álbum Na Loucura & Na Lucidez, para colocar aqui.

Fui ver ontem à noite ao Musicbox, vim para casa e adormeci a ouvi Tatá Aeroplano.
É assim melancólico e quase depressivo, com uma história triste por trás. É muito bom!

Para ouvir com atenção à letra.

31.3.15

estou a contar os dias para o sol algarvio

verão 2014 verão 2014

Gosto de praia mas troco facilmente por uma tarde de esplanada ou jardim, ao sol e em boa companhia.

Este tempo assim, tem-me feito lembrar as férias escolares da Páscoa, quando era mais nova e morava em Silves. Íamos quase todos os dias para a praia. Mesmo que não mergulhasse, só o ir já era bom.

Recordei alguns episódios dessas idas à praia fora do tempo balnear, hoje enquanto torrava ao sol na minha hora de almoço. (E continuo a dizer que, foi das melhores coisas que me obriguei a fazer, nos últimos tempos.)

As fotografias são do fim do último verão, em duas praias diferentes, em Carvoeiro.

23.3.15

long walk

Lisboa pelo Rossio Baixa

Fiz quilómetros a pé no sábado e no domingo.
Subi colina, desci colina. Várias vezes.
Nem sempre sozinha. Nem sempre a falar mas a ouvir também.
E com a desculpa de 'tenho que terminar o rolo'.

Comecei a semana com um mood diferente (e com os músculos doridos, é certo).

5.3.15

agora tenho 'hora de almoço'

Almoço no parque

Desde que tenho um espaço de trabalho fora de casa [ainda não sei muito bem como chamar: loja? fábrica? espaço? atelier?], já mudei de rotinas mil e uma vezes. Mas parece-me que agora acertei, ou pelo menos estou perto disso. Nestas últimas semanas, o ritmo de trabalho tem fluído bem, o que faz com que fique com a sensação de dever cumprido diariamente. Tenho ido todos os dias aos correios! Dedico dois dias semanais à produção exaustiva de granola. E fico com os restantes dias para tratar das trezentas-mil-coisas que, isto de estar à frente de um negócio sozinha, implica (um dia hei-de fazer um post sobre isto!).

Passo a maior parte do dia de trabalho sozinha, completamente embrenhada no mundo dos cereais e dentro de uma cozinha com balcão de loja. Até agora, almoçava enquanto fazia coisas básicas, como a actualização do estado das encomendas e a responder a interações rápidas em redes sociais.
Depois da minha última revisão ao meu método de trabalho e (re-re-re)organização de tempo*, cheguei à conclusão que preciso de uma hora definida de almoço. Não tem sido exactamente uma hora. Mas tem sido o tempo suficiente para agarrar na marmita, no copo de chá e ir para o parque, que fica bem perto da loja, logo ao virar da rua. Ainda sobram uns quinze minutos para ler e apanhar sol. É uma pausa (boa) a que me tenho obrigado. Para já está a resultar e quando volto à loja vou com outra energia (o sol faz maravilhas, não faz?). E quando voltar a chuva? Pois não sei, vou ter que arranjar uma alternativa.

* é algo que faço regularmente e de forma muito natural; estou sempre a aperfeiçoar a rotina diária e semanal, rentabilizar o tempo entre tarefas, evitar distrações e perdas de tempo; organização tem sido mesmo a palavra-chave nestes três anos de doSEMENTE.

4.2.15

três dias da semana resumidos num parágrafo

sementes de chia na loja doSEMENTE

Esta está a ser daquelas semanas a valer.
Penso sempre que 'quando chegar a casa ainda faço uma pesquisa, respondo a uns emails, faço o jantar e sei lá mais o quê'. Depois fico na loja até mais tarde e o 'chegar a casa e ligar o computador' passa a ser uma utopia. Nem filmes, nem livros e nem sequer uma música ao serão.
Com sorte, arrasto-me para um chá numa qualquer pastelaria chinesa (!!), para ouvir falar, tentar construir um raciocínio parvo em inglês e desligar-me da corrente.

Entre a gráfica e um curso de gestão alimentar lá apareceram as sementes de chia na loja.
Tenho a certeza que as próximas sementes já não irão dar tanto trabalho.

22.1.15

clichê de início de ano (quase no fim de janeiro)


Um post nada comum por aqui.
Talvez por este ano não ter feito uma lista de resoluções para 2015, tenha guardado esta imagem.

Apenas tirava o 'More Sleep' (cumpro quase sempre com as sete horas) e colocava 'More films'.

More films and cinema.
More music and concerts.
More tea and simple food.
More books.
More sunsets and some sunrises.
More creating and inspiring art.
More long walks.
More laughter.
More hugs.
More dreaming.
More road trips.
More fun.
More photos.
More love.

19.1.15

Gosto de:

Fins-de-semana diferentes.
(Mesmo que isso implique andar de taxi da Baixa até ao Intendente.)