8.10.18

3.10.18

Guarda e o Dom Sancho

Fui à Guarda, no fim de semana passado

Fui à Guarda, no fim de semana passado

No fim de semana passado, fui à Guarda. Fui no sábado e voltei no domingo. Muito rápido mas deu para passear pelo centro histórico e comer um Dom Sancho.
Este é um bolo 'típico' da Guarda, criado em 2015. Tem massa folhada de centeio, o que deixa o bolo ligeiramente mais seco e escuro do que a de trigo mas igualmente estaladiça e apetitosa (era a minha grande curiosidade: será que a farinha de centeio fica bem folhada?), creme de ovos, açúcar e queijo da serra, pois claro. Não senti logo o sabor do queijo, só um pouco depois e muito ao de leve.
Não fotografei nenhum mas está aqui uma foto.

Hei-de voltar à beira interior dos próximos tempos.

Fui à Guarda, no fim de semana passado

Fui à Guarda, no fim de semana passado

Fui à Guarda, no fim de semana passado

no domingo foi o dia internacional do podcast

música e podcasts, caderno de apontamentos (uma espécie de diário) e um dos livros que estou a ler de momento

E por isso decidi partilhar os podcasts que sigo com mais atenção neste momento, em português. Oiço muitos podcasts, enquanto me despacho de manhã, ao almoço (tenho a sorte de conseguir ir almoçar a casa, se quiser), a cozinhar e a arrumar a casa. Não ligo a televisão e apenas pontualmente o youtube. Sempre fui uma rapariga mais de som e ainda hoje oiço rádio (actualmente apenas os programas de rádio que têm podcast). Alguns já sigo há muitos anos. Outros são mais recentes. Outros que deixam de fazer sentido e depois voltam a fazer.

Então os meus podcasts preferidos em português neste momento são:
  • Musas: entrevistas a mulheres.
  • Assim Assado: entrevistas e histórias sobre comida e gastronomia.
  • Meninas da firma: quatro mulheres empreendedoras brasileiras, que discutem temas do mundo dos negócios, desenvolvimento pessoal, organização, gestão do tempo e todos esses assuntos que me deparo todo-o-santo-dia (e nem sempre é fácil superar sozinha).
  • Officina: vai desde o minimalismo, estilo de vida saudável, alimentação consciente, desenvolvimento pessoal, meio ambiente. Aborda vários tempos, de uma perspectiva mais leve.
  • Fumaça: política, assuntos sociais, causas e temas do momento, como imigração, defesa dos direitos humanos, eleições, gentrificação, transportes.
  • Falar Criativo: dos que oiço há mais tempo, sempre com o mesmo entusiasmo. São entrevistas a pessoas que trabalham de forma mais ou menos directa com a criatividade (tudo pode ter criatividade, certo?).
Por vezes sinto que também gostaria de ter um podcast.
Digam-me o que andam a ouvir, partilhem links e opiniões.
Também já vos passou pela cabeça ter um podcast? Partilhar coisas com palavras-faladas em vez de palavras-escritas?

26.9.18

blog.dosemente.com

Eu bem que disse que ia separar. Então está separado.
A doSEMENTE e as minhas histórias de comida continuam por aqui --> blog.dosemente.com

15.8.18

agosto 2018

Lisboa a 45ºC e o Fígaro em cima de mim 

Fui à procura dos meus padrões de agosto e acabei por reler os posts de outros agostos.
Sempre foi um mês de pouca actividade por aqui: 2006. 2007. 2008. 2009. 2010. 2011. 2012. 2013. 2014. 2015. 2016. 2017.
Fiquei com um misto de satisfação, por outrora ter registado os meus dias, e de melancolia. O agosto de 2006 já nada tem a ver com o agosto de 2018. Apenas se mantém a ida para o Algarve, que desde 2014 (ano que abri a loja doSEMENTE) acontece apenas na segunda quinzena. De resto, tudo diferente.

Não sou saudosista, 'passado é passado' até é uma frase que digo bastante mas acabei por me sentir meio triste. Ninguém relê diários, pois não? Cheguei à conclusão que diários são para se escrever e não para reler.

Há dias, instalei uma app que é um diário, um registo pessoal do dia a dia, só para mim. Entrei e saí e voltei a entrar. Adiei para o dia seguinte para começar a usa-la. Depois adiei mais um dia. E ainda não fui lá estrear as folhas em branco. Entretanto já a apaguei.

No fundo acho que tenho apenas saudades disto aqui.

31.7.18

Em mudanças


no caminho para a fruta feia (que agora foi de férias)

Há poucos dias ouvia alguém dizer:

"se o teu passatempo se tornou no teu trabalho, então trata de arranjar outros passatempos"

Estou a mudar este blog e a separa-lo da doSEMENTE.

9.7.18

feijão catarino (fresco) com beldroegas

feijão catarino (fresco) com beldroegas

Com a chegada do verão chegam uma série de legumes e frutos apetitosos e refrescantes. Costumo ter o cuidado de respeitar a altura certa para comer alguns alimentos. Para além de ser mais fácil encontrá-los nos mercados, têm um melhor sabor e não é preciso pagar uma exorbitância por eles.

Em julho temos por aí: ervilha, feijão, feijão verde, beldroegas, batatas, tomate, entre muitos outros. Como todas as semanas vou levantar a cesta da fruta feia, consigo perceber facilmente este ciclo. Depois é só inventar e procurar receitas para dar vazão aos legumes. A parte mais divertida!

Durante praticamente todo o ano, sempre que queremos comer leguminosas, utilizamos as secas, que têm que ser demolhadas e cozidas. Ou então em frascos, que é muito mais rápido e prático. Então porque não, aproveitar bem o verão para comprar e comê-las frescas? É o momento certo e ideal para as favas, feijão catarino e feijão verde fresco. As vantagens: cozem muito mais rápido, são maiores e são mais saborosas. Então assim foi: feijão catarino fresco com beldroegas.

feijão catarino (fresco) com beldroegas

Ingredientes

250g feijão catarino (usámos o fresco)
1 cebola picada
2 mãos cheias de beldroegas 
50g amêndoas picadas (ou laminadas) 
Azeite q.b.
Sal q.b.
Paprika em pó q.b.

Acompanhamento

Batata doce
Limão q.b.
Noz moscada
Sal q.b.

Procedimento:

1- Lava muito bem as batatas doces, as beldroegas e os feijões. Sem descascar as batatas, corta-as ao meio. Reserva as beldroegas. 

2- Coze o feijão numa panela apenas com água (o sal fica para depois da cozedura, senão corres o risco do feijão encruar). Coze as batatas doces. Aqui foram cozidas a vapor, aproveitando a cozedura do feijão, com um acessório de cozer a vapor, que encaixa na perfeição na panela.
Atenção que se o feijão for fresco, coze em menos de nada, apenas 15min., o suficiente para ficar cozido sem se partir.

3- Numa frigideira, coloca um pouco de azeite e refoga a cebola. Adiciona o feijão e as beldroegas. Tempera com sal e paprika. Quando tudo já estiver refogado e bem misturado, adiciona as amêndoas, deixa mais 5min e desliga.


4- Tempera as batatas doces com umas pedrinhas de sal, noz moscada e sumo de meio limão.

feijão catarino (fresco) com beldroegas   feijão catarino (fresco) com beldroegas
Feijão catarino

feijão catarino (fresco) com beldroegas   feijão catarino (fresco) com beldroegas
Lavar bem a batata doce, não retirar a pele e cozer a vapor

feijão catarino (fresco) com beldroegas   feijão catarino fresco com beldroegas
Refogar cebola, juntar o feijão, beldroegas e amêndoa

feijão catarino (fresco) com beldroegas
Temperar com sal, azeite, limão e noz moscada

14.6.18

Bebida de noz

bebida de noz

Estava há algum tempo para fazer bebida vegetal [naturalmente, digo leite vegetal mas blá blá blá chama-se bebida!]. Há cerca de dez anos descobri a minha intolerância à lactose e tive que eliminar o leite da alimentação (adeus galão!). Na altura, começavam a aparecer as opções sem lactose mas a preços completamente loucos. De bebidas vegetais só havia praticamente a de soja, a qual também nunca gostei e até fiz inúmeras tentativas. Desisti e alterei alguns hábitos (olá abatanado!). Depois começaram a aparecer as bebidas de arroz, amêndoa, coco e outras que tais. Sempre achei o preço demasiado elevado e, a não ser para fazer uma receita específica na doSEMENTE, nunca comprei nem bebi. Até que agora que a doSEMENTE também vende frutos secos (neste caso, amêndoas, avelãs e nozes), decidi experimentar fazer uma destas bebidas.

Como gosto muito de noz e até é o produto em destaque deste mês, pus mãos à obra:

Ingredientes

100g de nozes ou 1 copo cheio (300ml)
4 copos de água

Procedimento

- Demolha as nozes durante a noite, pelo menos 8h.
- Descarta a água e lava as nozes em água corrente.
- Coloca as nozes na liquidificadora e adiciona os 4 copos de água.
- Tritura tudo e coa com um passador de rede fina.
- Guarda num frasco hermético, no frigorífico, até 3 dias.


Notas:

  • Se preferires um sabor mais intenso, adiciona apenas 3 copos de água. Para mim, está óptimo assim. Dá para um pouco mais de 1 litro.
  • Com o resíduo das nozes ainda dá para aproveitar para fazer bolos, crumble e até granola. Eu usei para um crumble de morangos.
  • De facto, não fica uma bebida muito barata, apenas dá para consumir esporadicamente. Neste caso, fica a menos de €2,30 por litro. Mesmo assim, ligeiramente mais em conta do que o que se encontra no mercado (aproximadamente €2,70 por litro). 

bebida de noz
As nozes após terem ficado 12h demolhadas em água.

bebida de noz
Na liquidificadora, adiciona a água e as nozes.

bebida de noz   bebida de noz
Tritura tudo.

bebida de noz
Coa, usando um passador de rede fina. 

bebida de noz
Mexe e espreme bem o resíduo da noz. No fim, podes guarda no frigorífico para usar noutras receitas.

bebida de noz
Coloca a bebida num frasco hermético.

31.5.18

os Brownies do Hugo

doSEMENTE granola artesanal


Esta semana foi uma daquelas raras semanas totalmente doces.
Estive a testar uma receita base de bolo vegan. Bom, na realidade, o meu jeito para pastelaria é pouco mas tenho a sorte de ter ao meu lado o Hugo, que é um excelente pasteleiro (não só mas também vegan).
Há uns dias uma amiga perguntou-me se lhe podia fazer um bolo de aniversário sem lactose (visto o aniversariante ser intolerante), disse que sim. E assim, surgiu o primeiro bolinho feito na fábrica doSEMENTE. Depois desse já vieram mais dois. Base de bolo de laranja com cobertura de chocolate. Laranja e chocolate. Aquela combinação que NUNCA desilude.

Quando ligo o forno, tento sempre aproveitar os restantes tabuleiros para tostar ou assar outras coisas. Geralmente asso batatas doce ou abóbora, torro frutos secos ou sementes de abóbora, que guardo sempre no frigorífico. Como usei as últimas sementes de abóbora para plantar, fiquei sem nenhuma agora para torrar.

Assim incentivei o Hugo a fazer um doce para apresentarmos esta semana, mesmo a tempo do Dia da Criança. Algo que fosse suficientemente simples, com ingredientes conhecidos, daqueles que costumamos ter em casa ou que facilmente encontramos em qualquer supermercado e que desse para ser feito em famíliaSaboroso e guloso. Assim, do forno saíram uns deliciosos brownies vegan!

Vegan, pois este é quase um pré-requisito de tudo o que é feito na fábrica doSEMENTE, excepção apenas e só para o mel.

Confesso, já que até nem sou grande fã de brownies, em parte devido à textura mais húmida. Eu sou do clube dos bolos secos. Gostei destes, talvez por isso mesmo, não são demasiado moles e húmidos. Acabei por levar alguns comigo para comer a meio da formação de marketing e tudo.

Aqui fica a receita dos Brownies do Hugo:

Ingredientes:

150g de chocolate amargo
1 chávena de farinha de trigo integral
1 colher de chá de fermento
3 colheres de sopa de cacau em pó
1 chávena de açúcar amarelo
1 chávena de água
5 colheres de sopa de óleo de girassol (ou outro)
pitada de sal


1- Antes de mais, pré aquecer o forno a 200 ºC. No caso do meu forno como é ventilado, coloquei a 175 ºC.

2- Untar uma forma com um fio de óleo e forrar o fundo com papel vegetal. Este é o melhor truque para os bolos não agarrarem à forma.

3- Derreter em banho maria, 150g de chocolate e reservar.

4- Misturar a farinha com o fermento, o cacau em pó, o açúcar e o sal.

5- De seguida, adicionar a água, o óleo e o chocolate derretido. Misturar muito bem e levar ao forno durante 20min.


doSEMENTE - granola artesanal

doSEMENTE - granola artesanal

doSEMENTE - granola artesanal

doSEMENTE - granola artesanaldoSEMENTE - granola artesanal

16.5.18

manteiga de sementes de girassol




Finalmente experimentei fazer manteiga de sementes de girassol.
Já me tinham dado essa sugestão pelo facebook e instagram e foi desta.

Procurei algumas receitas e em todas dizia que o truque, para ficar com melhor sabor, era tostar as sementes antes de as triturar. Como já tinha desligado o forno, foram à frigideira.

Depois, já se sabe, como nas outras manteigas vegetais, pôr no robot de cozinha e triturar tudo até começar a ficar mais cremoso. Como o meu robot não é nada de especial, demorou um pouco mais.
Há que ter atenção para raspar as laterais e empurrar as sementes para baixo, para ficarem bem trituradas.

Acrescentei duas colheres de um bom azeite e uma pitada de canela e sal marinho.
No fim, coloquei num frasco e aguenta muito tempo no frigorífico (cerca de um mês)
Simples e barato, ficou a menos de €2,00. É uma boa alternativa aos cremes vegetais, para barrar no pão.


Ingredientes


400g de sementes de girassol
2 c. sopa de azeite
extras a gosto: mel, canela, agave, sal

1. Tostar as sementes no forno ou na frigideira, até ficarem douradas, com cuidado para não queimarem.
2. Deixar arrefecer e colocar as sementes num processador de alimentos (robot, bimby, liquidificador) e, com muita calma, triturar. Empurrar as sementes que ficam nas laterais da máquina com uma colher e voltar a triturar.
3. Quando começar a ficar com uma consistência meio pastosa, adicionar as 2 c. sopa de azeite e voltar a triturar.
4. Assim que começar a ficar com a consistência típica das manteigas vegetais, adicionar os extras a gosto. Neste caso, adicionei uma pitada de sal e canela.
5. Guardar num frasco de vidro, bem limpo, no frigorífico.

Barrar no pão ou usar como molho, adicionando para tal um pouco mais de azeite.