2.11.17

aos domingos

domingos de outubro domingos de outubro

Ao domingo, abro as páginas do meu álbum de fotografias, que está cheio de registos de famosos, e acrescento mais uma. Não tarda tenho um ano, cinquenta e duas fotografias, quase sempre tiradas do contexto verdadeiro mas relacionadas, de alguma forma, com o meu.
Tem sido giro, retratar o fim de semana assim: uma imagem e uma frase.

De outubro: A um, o dia das eleições autárquicas. A oito, sessão de cinema do 'The Room'. A quinze, um calor terrível e um jantar em Alfama. E a vinte e dois, o DocLisboa com o filme muito mau da Grace Jones [como é possível?].

a natureza morta com comida de Clara Peeters


Passei os primeiros dias da semana a receber catálogos, preços e amostras (porque o dia-a-dia da doSEMENTE não é só fazer granola). Na terça fiquei até mais tarde, a preencher uma tabela simples e prática, para que pudesse passar o feriado mais tranquila e sem pesos na consciência.
Nos meus planos para hoje estava a complicada tarefa de não sair de casa e não trabalhar.
Depois de ter passado o dia a ver vídeos atrás de vídeos no youtube, assim que agarrei no computador, dei de caras com estas pinturas de comida.
A partir de uma exposição que está Gulbenkian e que nada tem a ver, fui dar à Josefa de Óbidos e logo de seguida à Clara Peeters. Link em link fui descobrindo bonitas pinturas de naturezas mortas com comida e em cenários cheios de pormenores, um autêntico food styling do séc. xvii.
Mesmo em lazer, o universo da alimentação está por cá.

Há um ano, o Museu do Prado dedicou-lhe uma exposição, El Arte de Clara Peeters e agora fico muito curiosa para ver o catálogo.


22.2.17

aqui nas redondezas

churraria do mal. sete rios
cabine de fotos. metro praça de espanha
verde-pandã. jardim zoológico
tarteletes de morango. A Luz Ideal

Tenho passado tanto tempo na loja doSEMENTE como fora dela.
Umas entregas aqui. Visitar novos clientes acolá.
Caminhar de um ponto para o outro, quase sempre muito carregada.
Entrar no metro e sair do autocarro.
Chegar de dia e fechar à noite.

Na última fotografia, a magnífica tartelete de morango, nA Luz Ideal.

21.2.17

movies no mubi



Durante um mês estou a usar o mubi gratuitamente. Para quem não conhece, é uma plataforma onde todos os dias entra um filme e sai outro. Cada novo filme fica activo durante um mês, pode ser visto e revisto as vezes que quisermos, no computador, no telemóvel ou no tablet. Por causa disso, tenho visto muitos filmes ultimamente, o que se nota pelo tumblr que voltou a ter conteúdo novo.

Por estes dias, o mubi está com uma sessão especial do realizador ucraniano, que não conhecia, Sergei Loznitsa. O documentário que vi ontem passa-se numa aldeia rural na Rússia onde se vê de perto o dia-a-dia dos seus habitantes, todos eles com distúrbios mentais, The Settlement. Está no youtube também, tal como uma série de outros documentários e filmes do mesmo realizador.

O screenshot que inicia este post, é do filme Ok, Good. Confesso que o escolhi pelo cartaz. Achei um pouco entediante e ao mesmo tempo perturbador. Retrata também distúrbios mentais, obsessões e terapias de grupo igualmente perturbadoras.

O último screenshot (do fim do post) é uma bonita curta do pianista espanhol Carles Santos, Visca el piano!, que toca ao mesmo tempo que desliza uma bola sobre as teclas do piano. (Não consegui encontrar este vídeo online mas há muita coisa dele no youtube).

Possivelmente, irei além do período experimental no mubi. Começo a habituar-me a jantar enquanto vejo um filme ou, quando estou mais cansada, a ver uma curta antes de me deitar (é que nem sempre tenho vontade de ler umas páginas ao final do dia).



29.1.17

ainda de sexta mas sobre domingo


Domingo, vestir o melhor polar-da-decathlon e ficar por casa ao serão. 

Sexta, não tirei uma única fotografia mas o que não faltam por aí são registos. 
B Fachada + Bonga na ZdB, pela Vera Marmelo.

(LP Marika, Bonga, 1984)

31.8.16

discreet music


O lado A em loop durante a manhã.
A fotografia de cima está no mubi, acompanhada de, pelo menos, dois filmes.

Receita para o fim da tarde:
pegar num gato, carregar no play, fazer cafunés e passar a meia hora seguinte, de forma discreta, embalada também pelo ronrom.