31.1.08
30.1.08
gosto de cá estar por isto também
num destes dias fomos até ao king ver o cristóvão colombo - o enigma, do manoel de oliveira.
e a notícia não nos admirou (se bem que era com o outro).
e ao pesquisar por manoel de oliveira (e até tentei manuel) no clube de vídeo mais próximo constato que não há um único filme em aluguer. quero ver alguns e agora ou compro (que não vai dar com toda a certeza) ou espero até outubro, pela retrospectiva integral comemorativa do centenário (pelo menos há alternativa!).
::
em lista de espera (dos que quase-de-certeza-que-não-chegam-ao-aluguer): daqui p'ra frente; 4 meses, 3 semanas e 2 dias.
e a notícia não nos admirou (se bem que era com o outro).
e ao pesquisar por manoel de oliveira (e até tentei manuel) no clube de vídeo mais próximo constato que não há um único filme em aluguer. quero ver alguns e agora ou compro (que não vai dar com toda a certeza) ou espero até outubro, pela retrospectiva integral comemorativa do centenário (pelo menos há alternativa!).
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em lista de espera (dos que quase-de-certeza-que-não-chegam-ao-aluguer): daqui p'ra frente; 4 meses, 3 semanas e 2 dias.
dilema
ora, dia vinte e sete de abril, portishead. e dia dezassete de março, gilberto gil.
diferentes mas gosto. um trinta e três e outro vinte que somado dá cinquenta e três. pois, não sei se dará para ir aos dois. cá em casa sou a única que ouve e gosta de portishead, logo teria que ir sozinha. gilberto gil, ouvimos os dois. não sei o que hei-de fazer. com emir, decidi que sim à última e já não havia bilhetes. agora tenho que escolher, um ou outro ou os dois (e fazer muitas contas à vida).
diferentes mas gosto. um trinta e três e outro vinte que somado dá cinquenta e três. pois, não sei se dará para ir aos dois. cá em casa sou a única que ouve e gosta de portishead, logo teria que ir sozinha. gilberto gil, ouvimos os dois. não sei o que hei-de fazer. com emir, decidi que sim à última e já não havia bilhetes. agora tenho que escolher, um ou outro ou os dois (e fazer muitas contas à vida).
28.1.08
galerias
para que aqui conste e porque isto de associar nomes está muito no início (para mim, claro), deixo aqui uma lista de onde fui (em dois sábados) ou, simplesmente, o que se pode ver em algumas galerias lisboetas (denominador comum: todas pertencem à apga):
galeria 111 :: paula rego | o vinho (até 1 de março). e recomenda-se!
galeria 111 :: rigo 23 | muzoos 1968-2008 quatro séculos de era comum ( até 1 março)
galeria diferença :: pissarro e rita gamboa | pequenas coisas (até 1 março)
galeria são mamede :: evelina oliveira | imaginary friends (até 19 fevereiro)
galeria galveias :: antónio ferrão | antónio ferrão (até 1 março)
galeria novo século :: maria remédio | io sono (até 9 fevereiro). envelheço e depois quero camisolas com losangos ou ainda vejo-te: amo-te... não resisti, apontei e apoderei-me de alguns títulos.
galeria jorge shirley :: maria josé oliveira | o corpo contentor (até 1 março)
galeria quadrado azul :: isabel carvalho (?) | bittig the hand that feeds you (até 1 março)
-
módulo - centro difusor de arte :: mariana gomes | mariana gomes (até 1 março)
galeria pedro serrenho :: ana tecedeiro, marcela navascués, teresa p. rodrigues | modos de operar (até 1 março) gostei!
galeria presença :: carlos roque | stratocaster (até 1 março)
galeria são bento :: colectiva | capitão nemo (até 19 fevereiro)
galeria arte periférica :: alexandra mesquita | corações com mau feitio (até 1 março). também gostámos!
galeria monumental :: carlota monjardino, isabel botelho, mónica silva, orlanda broom | colectiva (até 10 fevereiro)
-
outras sugestões :: porto lisboa
-
algumas fotografias:

rigo 23 muzoos (outra)

galeria diferença, próximo do rato

evelina pereira

antónio ferrão

maria remédio

galeria pedro serrenho, campo de ourique
(nas outras galerias senti-me intimidada e não tirei nenhuma fotografia... nunca sei se é ou não correcto fotografar... por vezes pergunto e por vezes aborrece-me perguntar)
galeria 111 :: paula rego | o vinho (até 1 de março). e recomenda-se!
galeria 111 :: rigo 23 | muzoos 1968-2008 quatro séculos de era comum ( até 1 março)
galeria diferença :: pissarro e rita gamboa | pequenas coisas (até 1 março)
galeria são mamede :: evelina oliveira | imaginary friends (até 19 fevereiro)
galeria galveias :: antónio ferrão | antónio ferrão (até 1 março)
galeria novo século :: maria remédio | io sono (até 9 fevereiro). envelheço e depois quero camisolas com losangos ou ainda vejo-te: amo-te... não resisti, apontei e apoderei-me de alguns títulos.
galeria jorge shirley :: maria josé oliveira | o corpo contentor (até 1 março)
galeria quadrado azul :: isabel carvalho (?) | bittig the hand that feeds you (até 1 março)
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módulo - centro difusor de arte :: mariana gomes | mariana gomes (até 1 março)
galeria pedro serrenho :: ana tecedeiro, marcela navascués, teresa p. rodrigues | modos de operar (até 1 março) gostei!
galeria presença :: carlos roque | stratocaster (até 1 março)
galeria são bento :: colectiva | capitão nemo (até 19 fevereiro)
galeria arte periférica :: alexandra mesquita | corações com mau feitio (até 1 março). também gostámos!
galeria monumental :: carlota monjardino, isabel botelho, mónica silva, orlanda broom | colectiva (até 10 fevereiro)
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outras sugestões :: porto lisboa
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algumas fotografias:
rigo 23 muzoos (outra)
galeria diferença, próximo do rato
evelina pereira
antónio ferrão
maria remédio
galeria pedro serrenho, campo de ourique
(nas outras galerias senti-me intimidada e não tirei nenhuma fotografia... nunca sei se é ou não correcto fotografar... por vezes pergunto e por vezes aborrece-me perguntar)
compras
depositei. juntei. poupei.
e entretanto comprei porque:
não resisti (e onde estava marcado dezassete euros; faz uma bonita abordagem, essencialmente através da pintura mas também escultura, fotografia..., desde os egípcios até aos nossos dias).
não resisti (e com o desconto acumulado ficou-me em menos de cinco euros).
não resisti (e não chegou a trinta euros).
e entretanto comprei porque:
não resisti (e onde estava marcado dezassete euros; faz uma bonita abordagem, essencialmente através da pintura mas também escultura, fotografia..., desde os egípcios até aos nossos dias).
não resisti (e com o desconto acumulado ficou-me em menos de cinco euros).
não resisti (e não chegou a trinta euros).
27.1.08
24.1.08
morar em lisboa
antes do final do ano, a mara e o tiago foram a paris. ficaram cá em casa até à hora do avião e voltaram já em 2008. a grande dúvida deles era se deviam ou não trazer o carro e deixá-lo parado, quase uma semana, aqui na minha zona.
porque em lisboa a probabilidade é maior, porque há mais assaltos, porque nunca ninguém vê/viu ou ouve/ouviu nada, porque há realmente vandalismo, porque isto e porque aquilo...
na altura, defendi a cidade no geral e a minha zona em particular. de pés juntos afirmei que podiam trazer o carro à vontade, que aqui nunca acontece nada de mais (pelo menos que tivesse visto).
desde que vim para lisboa estudar, cada vez que vou lá a baixo oiço comentários do género: como é que consegues morar lá? tanta gente. tanta confusão. assaltos e roubos. que horror, nem pensar.
e também nessas situações eu defendo esta que considero, já a minha (outra) cidade. e apesar de a família estar a quase trezentos quilómetros de distância, para já não me consigo a imaginar a morar longe daqui.
e estas coisas acontecem, em lisboa, em silves, em faro, em qualquer sítio. há maus intencionados em todo o lado. há que ter precauções... agora nunca mais deixo nada no carro, nem um simples cd (levaram também um cd acabado de comprar do ray charles!).
e como se diz por aí... depois de casa assaltada, trancas à porta!!
porque em lisboa a probabilidade é maior, porque há mais assaltos, porque nunca ninguém vê/viu ou ouve/ouviu nada, porque há realmente vandalismo, porque isto e porque aquilo...
na altura, defendi a cidade no geral e a minha zona em particular. de pés juntos afirmei que podiam trazer o carro à vontade, que aqui nunca acontece nada de mais (pelo menos que tivesse visto).
desde que vim para lisboa estudar, cada vez que vou lá a baixo oiço comentários do género: como é que consegues morar lá? tanta gente. tanta confusão. assaltos e roubos. que horror, nem pensar.
e também nessas situações eu defendo esta que considero, já a minha (outra) cidade. e apesar de a família estar a quase trezentos quilómetros de distância, para já não me consigo a imaginar a morar longe daqui.
e estas coisas acontecem, em lisboa, em silves, em faro, em qualquer sítio. há maus intencionados em todo o lado. há que ter precauções... agora nunca mais deixo nada no carro, nem um simples cd (levaram também um cd acabado de comprar do ray charles!).
e como se diz por aí... depois de casa assaltada, trancas à porta!!
o dia de hoje [que não começou nada bem]
no início do mês, o carro do hélder parou e não quis andar mais. foi de reboque para arranjar e já não voltou. entre umas mudanças e outras, acabou por ficar com o do irmão.
já há algum tempo que tínhamos na lista-de-coisas-a-comprar um gps. usámos um quando fomos a madrid e barcelona e, apesar de não resultado muito, ficámos adeptos. assim, com a mudança de carro aceleramos essa vontade (para servir também de conta quilómetros).
há menos de uma semana decidimo-nos, fomos até à fnac mais próxima e trouxemos um magellan (adaptado às nossas necessidades [€]).
temos trazido o gps quase todas as noite para casa, numa de explorar o brinquedo novo. só que ontem, por volta da meia noite, nem nos lembrámos dele. ficou no porta luvas. e hoje, às nove da manhã, já lá não estava.
vidro do carro partido. sem gps. sem cabos e afins. sem discman. não levaram cds, nem óculos, nem cassetes, nem documentos do carro.
como o helder disse, foi talvez dos piores investimentos que fizemos.
ligámos para a psp. fomos apresentar queixa. confusão geral. o carro em nome do pai dele. mas ele é que conduz. o gps em meu nome. mas ele é que o usa. duas queixas a muito custo, interrompidas mais de mil vezes. é que fomos atendidos por um agente, que pelos vistos é o único na secção de queixas. e que pelos vistos, é também o único na secção de atendimento de telefones (dois telefones fixos e ainda um telemóvel). demorou imenso.
não deixámos lá o carro porque nem vale a pena, segundo o agente. em superfícies rugosas não conseguimos tirar impressões digitais e para além disso, cá em portugal não há base de dados de impressões digitais. que tristeza.
agora à tarde, vamos até à carglass, pagar cerca de noventa euros (quase o que cada um pagou pelo gps) para voltarmos a ter vidro.
e isto tudo, aqui, ao pé de casa. numa zona tranquila e onde nos sentimos seguros. nunca vimos nada de mal. sempre nos pareceu um zona simpática, calma, com muitos velhotes. ser assaltado ou roubado é sempre péssimo, mas ainda o acho pior quando é na nossa zona. aquela que, por mais que queiramos, nunca a vamos evitar (pelo menos nos próximos tempos), nunca vamos dizer: ali nunca mais vou deixar o carro ou por ali nunca mais passo.
::
e ao fim da manhã, fiquei a saber que a mãe de um amigo meu faleceu...
já há algum tempo que tínhamos na lista-de-coisas-a-comprar um gps. usámos um quando fomos a madrid e barcelona e, apesar de não resultado muito, ficámos adeptos. assim, com a mudança de carro aceleramos essa vontade (para servir também de conta quilómetros).
há menos de uma semana decidimo-nos, fomos até à fnac mais próxima e trouxemos um magellan (adaptado às nossas necessidades [€]).
temos trazido o gps quase todas as noite para casa, numa de explorar o brinquedo novo. só que ontem, por volta da meia noite, nem nos lembrámos dele. ficou no porta luvas. e hoje, às nove da manhã, já lá não estava.
vidro do carro partido. sem gps. sem cabos e afins. sem discman. não levaram cds, nem óculos, nem cassetes, nem documentos do carro.
como o helder disse, foi talvez dos piores investimentos que fizemos.
ligámos para a psp. fomos apresentar queixa. confusão geral. o carro em nome do pai dele. mas ele é que conduz. o gps em meu nome. mas ele é que o usa. duas queixas a muito custo, interrompidas mais de mil vezes. é que fomos atendidos por um agente, que pelos vistos é o único na secção de queixas. e que pelos vistos, é também o único na secção de atendimento de telefones (dois telefones fixos e ainda um telemóvel). demorou imenso.
não deixámos lá o carro porque nem vale a pena, segundo o agente. em superfícies rugosas não conseguimos tirar impressões digitais e para além disso, cá em portugal não há base de dados de impressões digitais. que tristeza.
agora à tarde, vamos até à carglass, pagar cerca de noventa euros (quase o que cada um pagou pelo gps) para voltarmos a ter vidro.
e isto tudo, aqui, ao pé de casa. numa zona tranquila e onde nos sentimos seguros. nunca vimos nada de mal. sempre nos pareceu um zona simpática, calma, com muitos velhotes. ser assaltado ou roubado é sempre péssimo, mas ainda o acho pior quando é na nossa zona. aquela que, por mais que queiramos, nunca a vamos evitar (pelo menos nos próximos tempos), nunca vamos dizer: ali nunca mais vou deixar o carro ou por ali nunca mais passo.
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e ao fim da manhã, fiquei a saber que a mãe de um amigo meu faleceu...
22.1.08
goiabada
simples. rápido. eficaz. sem grande esforço. e uma delícia.
ainda andavam por cá umas goiabas quase fora de época, já sem grande sabor e muito maduras. aproveitei-as para fazer doce - goiabada, na padeira.
pesei. descasquei. tirei as sementes. cortei aos cubinhos. pus na cuba. meti metade do peso em açúcar amarelo (arrependi-me de não ter usado o mascavado).
enquanto a padeira trabalhava, esterilizei o frasco de vidro e, com uma rápida pesquisa, descobri que podia ter aproveitado as cascas e as sementes para fazer geleia de goiaba (à semelhança dos marmelos).
uma hora e vinte minutos depois, surgiu um óptimo doce (não tão bom como o da prima antónia, que esse é divinal), que ambientou toda a casa e que acompanhámos com as últimas bolachas maria.
::
e a rita (não a de cá de casa) criou um blog, para troca de paladares e conversas ao lume, e convidou-me. obrigada rita!
::
bom apetite
fraquezas
ainda ando de roda do dentista. resolveu-se a dor. desvitalizou-se um. arranjou-se e recompôs-se outro. falta ainda arrancar um coitadinho. há uma semana marquei esta quase-última etapa para hoje.
hoje liguei para lá a desmarcar.
não consigo e tenho medo. sei que não vai doer, que me vão dar uma anestesia dose-de-cavalo (e isso não me custa quase nada), sei disso tudo. o que me faz realmente confusão é o gesto de arrancar, o puxar com o alicate, o descolar do dente da gengiva. até me arrepio e não sei se serei capaz. para já adiei e senti-me tão parola por isso. mas tenho medo. assusta-me o gesto. e já me disseram que se ouve o dente a sair ou a descolar, que se sente o puxar e a gengiva a ceder mas que não doi nada de nada.
ontem à noite demorei a adormecer. hoje acordei com dor de barriga e com vómitos. desmarquei e fiquei tão bem, que fui a correr fazer uma compota.
quando era pequena já me fazia uma certa impressão quando, na creche, arrancavam os dentes de leite. os meus nunca arrancaram que eu nunca deixei. iam lá com uma linha, enrolavam à volta do dente e apertavam... puf... dente na mão.
não. nunca deixei e agora também não quero deixar (mas vai ter mesmo de ser, eu sei disso).
[obrigada ricardo pelos conselhos]
hoje liguei para lá a desmarcar.
não consigo e tenho medo. sei que não vai doer, que me vão dar uma anestesia dose-de-cavalo (e isso não me custa quase nada), sei disso tudo. o que me faz realmente confusão é o gesto de arrancar, o puxar com o alicate, o descolar do dente da gengiva. até me arrepio e não sei se serei capaz. para já adiei e senti-me tão parola por isso. mas tenho medo. assusta-me o gesto. e já me disseram que se ouve o dente a sair ou a descolar, que se sente o puxar e a gengiva a ceder mas que não doi nada de nada.
ontem à noite demorei a adormecer. hoje acordei com dor de barriga e com vómitos. desmarquei e fiquei tão bem, que fui a correr fazer uma compota.
quando era pequena já me fazia uma certa impressão quando, na creche, arrancavam os dentes de leite. os meus nunca arrancaram que eu nunca deixei. iam lá com uma linha, enrolavam à volta do dente e apertavam... puf... dente na mão.
não. nunca deixei e agora também não quero deixar (mas vai ter mesmo de ser, eu sei disso).
[obrigada ricardo pelos conselhos]
20.1.08
my sweet home
moro numa casa pequena (até demasiado pequena, como estou sempre a dizer).
quando vim para cá, precisei das plantas do apartamento para um trabalho de construções, na faculdade. passei a planta para o autocad, escalei-a e decidi saber a área em metros quadrados. não chegam, se quer, a sessenta.
moramos cá três e um gato. temos dois quartos, uma sala, uma casa-de-banho, uma cozinha e uma marquise. e em tão pouco espaço há tanta tralha, tantos papéis acumulados e empilhados por todo o lado. nas paredes vão ficando fotografias aleatoriamente coladas ou críticas de exposições e filmes, a ver dentro de pouco tempo. na sala, duas caixas amontoadas servem de mesa. na cozinha, que nunca está arrumada, não há espaço para mais nenhum gadget. estamos, frequentemente, a inventar novas prateleiras, a mudar entre vidro e madeira. as paredes são de gesso e de cada vez que queremos fazer um pequeno furo, aparece um buraco. e são cor de rosa ou salmão ou num daqueles tons pastel. há coisas que ainda faltam fazer e que vamos adiando constantemente.
ontem a ana disse que até era acolhedora. mas é tão pequena, respondi.
mas é a esta que eu chamo my sweet home.
quando vim para cá, precisei das plantas do apartamento para um trabalho de construções, na faculdade. passei a planta para o autocad, escalei-a e decidi saber a área em metros quadrados. não chegam, se quer, a sessenta.
moramos cá três e um gato. temos dois quartos, uma sala, uma casa-de-banho, uma cozinha e uma marquise. e em tão pouco espaço há tanta tralha, tantos papéis acumulados e empilhados por todo o lado. nas paredes vão ficando fotografias aleatoriamente coladas ou críticas de exposições e filmes, a ver dentro de pouco tempo. na sala, duas caixas amontoadas servem de mesa. na cozinha, que nunca está arrumada, não há espaço para mais nenhum gadget. estamos, frequentemente, a inventar novas prateleiras, a mudar entre vidro e madeira. as paredes são de gesso e de cada vez que queremos fazer um pequeno furo, aparece um buraco. e são cor de rosa ou salmão ou num daqueles tons pastel. há coisas que ainda faltam fazer e que vamos adiando constantemente.
ontem a ana disse que até era acolhedora. mas é tão pequena, respondi.
mas é a esta que eu chamo my sweet home.
19.1.08
com sono ou tontices*
estou cheia de sono e ainda estou por aqui. é uma e vinte e seis. e estou a fazer tempo. à espera que o telefone toque.
amanhã vou fazer um jantar especial. vem cá uma amiga minha. já decidi por alto o que fazer e queria fazer uma listinha do que me falta comprar. só que aborreceu. e tenho os livros ao meu lado, estou metida na cama e com a luz-de-cima ligada. não há pior! vou ter de me levantar para ir até ao interruptor...
[que sorte! desligou-se ;)]
e porque não tenho a agenda aqui ao pé de mim:
manhã... lista+bios
depois do almoço (que já está feito)... circuito
à tardinha... preparativos
e por aí...
hoje não consegui jantar. a minha casa de banho anda em obras (malditas infiltrações) e entre um se-precisar-de-alguma-coisa-é-só-dizer e um então-depois-abro-a-porta fiz um mega copo de leite com café fortíssimo. fiquei enjoada até agora. que só para não ficar em jejum comi meia bolacha e a outra meia foi para o fígaro. acho que este foi o motivo da não lista. e dei comigo a ler sobre comidinhas enquanto tiritava de frio.
o helder foi hoje para o caramulo. e eu fui buscar o fígaro aqui para a cama.
é uma e trinta e seis.
[*em dez minutos escrevi, nem vou reler e amanhã se não gostar apago]
amanhã vou fazer um jantar especial. vem cá uma amiga minha. já decidi por alto o que fazer e queria fazer uma listinha do que me falta comprar. só que aborreceu. e tenho os livros ao meu lado, estou metida na cama e com a luz-de-cima ligada. não há pior! vou ter de me levantar para ir até ao interruptor...
[que sorte! desligou-se ;)]
e porque não tenho a agenda aqui ao pé de mim:
manhã... lista+bios
depois do almoço (que já está feito)... circuito
à tardinha... preparativos
e por aí...
hoje não consegui jantar. a minha casa de banho anda em obras (malditas infiltrações) e entre um se-precisar-de-alguma-coisa-é-só-dizer e um então-depois-abro-a-porta fiz um mega copo de leite com café fortíssimo. fiquei enjoada até agora. que só para não ficar em jejum comi meia bolacha e a outra meia foi para o fígaro. acho que este foi o motivo da não lista. e dei comigo a ler sobre comidinhas enquanto tiritava de frio.
o helder foi hoje para o caramulo. e eu fui buscar o fígaro aqui para a cama.
é uma e trinta e seis.
[*em dez minutos escrevi, nem vou reler e amanhã se não gostar apago]
16.1.08
15.1.08
hoje de manhã
entre a mesa e a bancada, registei:
:: no próximo sábado dois circuitos. quero ir mas vou estar sozinha [alguém?].
:: relato de uma viagem ao tempo da guerra como ela é. no líbano.
:: seasprayblue + shop
na sexta...
... fui até à galeria 111 e apanhei o último dia do antónio ole.
depois, até ao instituto camões, com tudo menos as palavras? (dos alunos da escola maumaus). e da janela, a rotunda.
passei ainda pelo chiado, parei na galeria diferença (para pedir informações) e dei com a trama. não resisti e trouxe um livro. gostei do atendimento (também do chocolate quente) e vou lá voltar (talvez já na quinta).
11.1.08
em jeito de diário
na quarta fomos até à cinemateca para rever a curta metragem do buñuel, un chien andalou. com the big swallow (de james williamson) e l'âge d'or (também do buñuel). estava esgotado. aliás, até fiquei com a sensação que o último bilhete tinha acabado de ser vendido, ali ao pé de mim. paciência. fomos passear até à avenida e voltámos. e vimos o match point, que andava aqui no móvel, a contar os dias para a entrega. agora andamos numa fase de woody allen. temos visto alguns filmes, que nos escaparam nas salas. temos outros cá por casa. e eu tenho quase a certeza que tinha por aqui o manhattan, já o procurei e nada. vou ver, este fim de semana, se está lá por baixo. sou mesmo assim. quando gosto, quero mais e mais. o mesmo acontece com os livros. quando gosto de um autor quero ler tudo. o que, muitas vezes, me leva ao enjoo.
e por falar em livros, ontem prometi a mim mesma que não ia comprar mais nenhum até acabar de ler os que estão na minha mesa de cabeceira. a pilha vai grande mas estou a lê-los (um por um, que ficou lá para trás quando tinha disponibilidade para ler mais que um ao mesmo tempo). e para além disso, para a semana tenho de libertar os que andam por cá e que já foram lidos (um ou outro na diagonal... não tinha grande interesse para mim).
e esta manhã ainda pensei em ir por aí, aproveitar os últimos dias de algumas exposições ou o início de outras. mas a chuva fez-me pensar duas vezes. não gosto de apanhar chuva, não gosto de guarda-chuvas (ou preferencialmente sombrinhas). no ano passado, até comprei uma capa para evitar as pingas. no meio da rotina imposta, veio o sol. faço uns apontamentos por aqui, umas linhas na cordoaria (e que atrasada que vai), uns registos importantes, o almoço (talvez feijoada, que nestes dias é o que me apetece) e à tarde, entre um vai e não-vai, pode ser que vá mesmo. alguém me acompanha?
este fim de semana vamos para silves. queria ir até tavira. queria ir escolher uns óculos. queria ir ao cinema. queria estar com os amigos (que são cada vez menos). sei que nunca tenho tempo para tudo, fico-me pelo: queria muito...
e ainda sobre os filmes que íamos ver e não vimos:
a big swallow (o primeiro da compilação) + un chien andalou + l'âge d'or :: tudo na net, como disse, não é a mesma coisa mas já é bom.
bom fim de semana.
e por falar em livros, ontem prometi a mim mesma que não ia comprar mais nenhum até acabar de ler os que estão na minha mesa de cabeceira. a pilha vai grande mas estou a lê-los (um por um, que ficou lá para trás quando tinha disponibilidade para ler mais que um ao mesmo tempo). e para além disso, para a semana tenho de libertar os que andam por cá e que já foram lidos (um ou outro na diagonal... não tinha grande interesse para mim).
e esta manhã ainda pensei em ir por aí, aproveitar os últimos dias de algumas exposições ou o início de outras. mas a chuva fez-me pensar duas vezes. não gosto de apanhar chuva, não gosto de guarda-chuvas (ou preferencialmente sombrinhas). no ano passado, até comprei uma capa para evitar as pingas. no meio da rotina imposta, veio o sol. faço uns apontamentos por aqui, umas linhas na cordoaria (e que atrasada que vai), uns registos importantes, o almoço (talvez feijoada, que nestes dias é o que me apetece) e à tarde, entre um vai e não-vai, pode ser que vá mesmo. alguém me acompanha?
este fim de semana vamos para silves. queria ir até tavira. queria ir escolher uns óculos. queria ir ao cinema. queria estar com os amigos (que são cada vez menos). sei que nunca tenho tempo para tudo, fico-me pelo: queria muito...
e ainda sobre os filmes que íamos ver e não vimos:
a big swallow (o primeiro da compilação) + un chien andalou + l'âge d'or :: tudo na net, como disse, não é a mesma coisa mas já é bom.
bom fim de semana.
10.1.08
heart of darkness
a luz destes dias proporcionou-se a silhuetas.
a última está no museu da cidade.
não é silhueta é crude de pedro valdez cardoso. e está no pavilhão branco, onde o preto ainda não chegou ao primeiro piso e no segundo já escorre. o crude vai-se mantendo até dia treze deste mês.
9.1.08
work - war
a caminho do museu nacional de arte contemporânea, no chiado. a tempo de ver o centre pompidou novos media 1965-2003. a propósito. e um link, já nos favoritos e onde já me perdi. (obrigada morpheu).
8.1.08
queijos
tenho o frigorífico com queijos. muitos e de diversas qualidades e feitios.
há umas semanas fizemos pizza de muitos queijos.
gratinados de legumes com queijo.
sandes de queijo com orégãos e tomate.
agora vai um pão de queijo e maçã.
daqui a uns dias pode ser um de queijo e tomate.
e ontem experimentei massa de chocolate (com queijo parmesão, claro!).
...
há umas semanas fizemos pizza de muitos queijos.
gratinados de legumes com queijo.
sandes de queijo com orégãos e tomate.
agora vai um pão de queijo e maçã.
daqui a uns dias pode ser um de queijo e tomate.
e ontem experimentei massa de chocolate (com queijo parmesão, claro!).
...
ainda do dia seis [que isto anda um pouco atrasado]
gosto de frutos cristalizados e nem por isso dos secos.
mas depois da deliciosa exposição das abóboras corremos para o bolo rei.
foi, muito provavelmente, o primeiro e o último desta época.
e talvez o melhor que já provei. veio da pastelaria califa.
acompanhámos com chá.
7.1.08
ficou lá mas é mostrado cá (ii)
fomos para nazaré.
esqueci-me das passas. só as comi hoje num molho com natas.
aproveitei poucas das fotografias que tirei. coloquei-as no flickr e as outras vou apagá-las.
não sei se foi melhor se pior, foi diferente, com muita gente pelo menos. fui-me desabituando de ter menos de dez centímetros ao meu redor, para me movimentar.
passei muito frio, alguma fome e só consegui dormir na minha cama.
para ver: slideshow
ficou lá mas é mostrado cá (i)
num destes dias, ainda rodava o antigo ano, fomos até vila franca de xira. ao museu do neo-realismo.
admirámos o novo museu do arquitecto alcino soutinho.
vimos com atenção:
:: os dois vídeos do joão tabarra, presentes no ciclo the return of the real.
:: sonhando para os outros - exposição biobibliográfica de arquimedes da silva santos (até 16 de março).
:: uma arte do povo, pelo povo e para o povo - neo-realismo e artes plásticas (que terminou ontem).
:: batalha pelo conteúdo - movimento neo-realismo português. a exposição permanente (ou temporária de longa duração).
já procurei no site, pela programação mais detalhada e não a encontrei. sei que já a li algures e não me lembro onde. queria apontar alguns eventos na minha ainda-não-existente-agenda para não me esquecer.
queria ter sugerido uma visita a este museu, à mara, quando esteve (muito rapidamente) por cá, mas esqueci-me. [passa por lá, quando puderes. vale a pena e vais gostar.]
constatação do dia de reis:
:: ainda não tenho agenda de dois mil e oito... como é possível?
agenda precisa-se (ou uma alternativa ao título).
:: pisei caca de pavão... terei realmente mais dinheiro este ano?
dinheiro também se precisa (ou uma outra alternativa ao título).
agenda precisa-se (ou uma alternativa ao título).
:: pisei caca de pavão... terei realmente mais dinheiro este ano?
dinheiro também se precisa (ou uma outra alternativa ao título).
5.1.08
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