30.6.07

de belém

banco vazio

continuo. continuo. continuo. por aqui. e sem nada para contar, que valha o momento, para depois recordar. por vezes divirto-me a ver o que escrevi há um ano atrás e cada vez mais acredito no subtítulo: a minha vida faz-se ao contá-la e a minha memória fixa-se com a escrita; o que não ponho em palavras (ou em fotografia, acrescento) no papel, o tempo apaga-o (apesar de estar de costas voltadas à escritora). a partir de amanhã volto a ficar sozinha, só que desta vez, de uma forma mais tranquila e com a prometida ida a salamanca.
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fotografia: mosteiro dos jerónimos com papel celofane amarelo (roubado à mara :) a fazer de filtro e com uns pequenos ajustes de contraste em tóshop. depois dos flocos de neve fiquei com vontade de experimentar outras cores. gostei do resultado.

ontem à tarde na gulbenkian

tecidos do mundo 3

isabel laginhas

ontem pass(e)ei calmamente pelo jardim da gulbenkian e pude fotografar a estrutura de ensombramento, feita a partir de tecidos africanos pela arquitecta teresa nunes da ponte.
fomos (fui com o pedro) ver a exposição 50 anos de arte portuguesa comemorativa dos 50 anos da fundação calouste gulbenkian (mais e mais).
estão presentes muitos nomes mas só apontei os que, pelas mais diversas razões, me despertaram interesse (e como não fotografei a obra correspondente agora já não me recordo). pedro cabrita reis (aqui), josé espiga pinto, fátima vaz e helena lapas (via ervilha), isabel magos, nuno cera, um vídeo de joão onofre inspirado no kraftwerk (we are robots) do álbum men machine, entre muitos outros.

28.6.07

de pernas para o ar

ando com os dias trocados e não que os queira, mas têm acontecido assim. hoje com a casa cheia e amanhã nem tanto mas com tanto ou mais por fazer. pelo menos o almoço está decidido, pensado e repensado e não vou estar sozinha. e ainda houve tempo para ir ver os cinquenta artistas dos cinquenta anos da gulbenkian. fotografias há, só que não tive com disposição nem vontade de as descarregar e muito menos de as ver. fica para amanhã. em vez disso, li on-line. não arrumei roupa e afins, não seleccionei o que devia, não li mais do que queria, não fiz o que devia...

27.6.07

transfert

transfert - tavira | gostei
transfert - tavira | azul
palácio da galeria

da outra vez nem sabíamos o que íamos encontrar. agora, apesar de visitantes, fomos ao posto de turismo e trouxemos mais um mapa para guardar nas costas do banco. queríamos ir ao castelo mas ficámo-nos pelo palácio da galeria. encontrámos uma exposição que já conhecia, percorremos todos os recantos do palácio e admirámos a vista sobre a cidade e o rio gilão
transfert é um programa de itinerância de obras do acervo da colecção de arte do centro de arte moderna josé de azeredo perdigão.
está patente até dia oito de setembro no palácio da galeria em tavira.

de regresso de um fim-de-semana muito caloroso

na sexta fomos até tavira, andámos pela cidade, vimos uma exposição e fizemos um trilho pedestre até à praia do barril (cerca de quatro quilómetros, ir e vir).
sábado e domingo foi passado na praia a aproveitar o magnífico sol. desta vez não vi nenhuma marcha mas deu para conversar.
na segunda retomei a rotina à mistura com o limpa e lava.
e hoje éramos para ter ido à trienal (blog) mas, em vez disso, esclareci algumas dúvidas e curiosidades e fiquei ainda com mais vontade de aprender.
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nestes dias lembrei-me da nokina que uma amiga me deu (parabéns tânia!). limpei-a, comprei rolos e pilhas e usámo-la. agora é o scanner que não quer funcionar e ainda só digitalizei um negativo. entretanto, em busca pela marca (que tanto me faz lembrar a nikon) encontrei um grupo no flickr dedicado às ugly cams (totalmente em plástico) e às fake cams (que imitam as grandes marcas mas valem pouco: nokina para nikon, canomatic para canon, olympia para olympus). a minha máquina (parecida com esta) não tem visor directo e apresenta um pequeno monitor (conceito-quase-lcd) que inverte a imagem e não a centraliza na realidade. o ideal foi mesmo nem olhar para nada e disparar. a focagem também não existe (mas dá para controlar o diafragma) e algumas fotografias ficaram em todos azuis, outras em vermelhos e quase sempre com uma mancha luminosa.
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depois do convite da rita, tenho-me intrigado sobre sete factos about me. não é fácil, porque à partida não me parece que haja nada de muito relevante. mesmo assim, já-me descobri alguns e hei-de escreve-los brevemente.

22.6.07

feliz litha

é verão
verão

feliz solstício de verão. o nosso vai ser comemorado amanhã, porque hoje levámos o dia em viagem.
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fotografia: à estátua representativa do verão no jardim do palácio do cristal (aquando da rápida visita ao porto)

21.6.07

mantendo-me acordada

já nem devia estar por aqui. mas vou-me mantendo acordada (galão?).
entretida a ver fotografias de outros, um blog que entrou recentemente nas minhas feeds, a jogar boomshine [via] e a ajudar no ajuste de conteúdos palavrísticos de índices, cabeçalhos, rodapés, secções, quebras e outros afins.
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porque nem só de paisagens feias vivem as cidades, o post dedicado mostra o que consta ser um dos mais bonitos pôr-do-sol. a pastelaria ramos fica para uma próxima oportunidade. amanhã de manhã lisboa, à tarde silves. para no domingo parar de vez no meio das três.

19.6.07

e assim vai aveiro?

o estado da ria
lama
sejam bem-vindos ao supermercado, é favor entrar

gosto da cidade e como qualquer uma, tem os seus males (uns piores outros melhores).
_a ria perto da universidade, emana um cheiro nauseabundo.
_obras que com chuva, inevitavelmente tornam a zona de passagem provisória em algo intransponível.
_e uma entrada para o supermercado que não consegui entrar.

mesmo assim entretenho-me a passear e para quem gosta da fotografar, até há concurso.
e por fotografia, encontrei hoje o trabalho do luís rocha, nos pontos de vista. gosto dos contrastes agressivos nos relatos falsos num apontamento de falso diário intruso e intimista.

18.6.07

dos links | sem links

perdi-me por vários links. alguns maravilhosos, outros detestáveis ou inimagináveis.
mas todos inspiradores.
não deixo aqui nenhum por ainda não ter visto todos.
e com isto, devia actualizar os meus links (aqui de lado). os pessoais. os que não passo um dia sem os ver. os dos (blog)amigos. os que vejo de vez em quando.

17.6.07

claves dénia

um achado (do chão para casa)

em três dias vi três filmes, todos com o brad pitt. não que tenha alguma espécie de fanatismo mas simplesmente calhou. revi o se7en, que continua a ser um dos meus filmes de eleição e talvez por isso, o próximo filme que vá ver ao cinema seja o zodiac, também do david fincher. vi o ocean's 13, não tão bom como o primeiro, o segundo ainda me surpreendeu este nem isso. e ontem alugámos o snatch (porcos e diamantes), um filme entre comédia e crime, com alguns momentos que me fizeram rir.
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numa destas manhãs de chuva aqui por aveiro, fomos ao mercado e no regresso encontrei um aparelho metálico, que me pareceu uma parte integrante (mas separada) de um relógio ou algo do género. trouxe para casa. limpei-o. e continuei intrigada sobre a utilidade do achado. por iniciativa do zé, fomos procurar no google pela referência que vinha na etiqueta. clave dénia. assim descobri que encontrei um cabide (na fotografia). ainda não sei ao certo o quão útil poderá ser este objecto (entre muitos outros, avaliando pelo catálogo on-line).
se alguém o tiver perdido é só reclamar...

16.6.07

prato completo

prato completo

apesar da chuva e da hora avançada, acabámos mesmo por fazer um delicioso almoço.
tofu cortado, salteado com a cebola, temperado com muita pimenta preta moída na hora, meio sumo de limão e uma colher de sopa de molho de soja. reservar.
na mesma frigideira, três ou quatro ou cinco (conforme a vontade) tomates cortados aos cubos. não temos por hábito tirar a casca e as sementes, vai tudo. uma pitada de sal outra de açúcar, a raspa do meio limão (anteriormente espremido), umas gotas de tabasco, orégãos e quando começar a engrossar, desligar.
arroz simples branco, daquele que refoga primeiro.
salada com alface, couve roxa, tomate cherry, rebentos de soja e um molho, que nem sei se terá nome, azeite, sal, alhos, vinagre, muitos orégãos e tudo muito bem mexido.
esta receita pede pão e nem nisso descurámos.

14.6.07

e escreve também

de hoje nada. o normal.
acorda - come - trabalha - lê - fotografa - come - lê - vê

(ainda sobre o) fim-de-semana ii

mtc
algures perto do rio águeda

ainda no sábado, depois da ida ao porto, fomos até à figueira da foz, para uma actuação da magna tuna cartola. no domingo e aproveitando o único dia da semana sem chuva (até agora!) fomos pelas margens do rio águeda, bem perto daqui.
e a semana começa e continua com os mesmo afazeres diários.

13.6.07

sem título

irritei-me mas o que tem de ser feito tem mesmo.
já está!
hei-de dizer e reclamar e defender-me.
no final até gostei, apesar do sono, e consigo sempre associar a modos de vida e a vontade sociais.
acabei por não ir para alfama e nem sequer para lisboa. assim amanhã vou ao mercado e comprar um bloco.
estou a ver as marchas e as suas desafinações porque tenho os sonos trocados (e o meu bairro nem aparece por lá).
... e realmente a definição de corpo é cada vez mais complexa.

(isto dos blogs por vezes farta)

12.6.07

no fim-de-semana i

a da praxe
katharina grosse
jorge queiróz
maria nordman
sol lewitt

sempre fomos até ao porto mas nem vimos muito.
fomos conhecer o palácio de cristal (mais fotografias) mas não estivemos na feira do livro (abria tão tarde).
fomos ver a fundação serralves mas não conhecemos o parque e a casa.
ainda nos perdemos e para a próxima andaremos mais pelo centro histórico e de preferência durante a semana.
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fotografias: museu serralves - katharina grosse - jorge queiróz - maria nordman (com a minha mini crítica no comentário) - sol lewitt

9.6.07

só por ser tarde

ex-graffiti
ex-bicicleta

estas são de ontem no skate park da gafanha da nazaré (?), próximo de ílhavo. e ainda tenho as do vouga para tentar aproveitar alguma coisa.
e se o tempo deixar, amanhã vamos aos livros e às exposições, seguindo alguns conselhos de elogio.

8.6.07

today

éramos para ter ido para a universidade logo de manhã. acordar tarde, gerir a aldeia e fazer lasanha de espinacas e queijo creme, demorou mais do que o previsto. depois e por ser feriado optámos por passear. por que não ir até ao porto? ou em alternativa, a reserva natural das dunas de são jacinto? pusemos tudo de parte e fomos conhecer o rio vouga. e se não viesse em má altura, até alinhavamos na descida. e o final da tarde, na gafanha (numa delas). devia ou queria passar a ferro mas entretive-me na leitura, cada vez menos diária, das minhas feeds. e até o jornal de hoje ainda nem o li. amanhã cedo, no aquário do departamento dele, envolvida no meu projecto, com mil e uma pausas alheias. para depois retomar a lisboa.
há cinco anos que venho com alguma regularidade a aveiro e só fui uma única vez ao porto (numa viagem bastante atribulada que resultou numa ida à farmácia mais próxima e num regresso quase urgente). ainda queria aproveitar esta curta distância e passar por lá mais vezes para contemplar a cidade das pontes
.

7.6.07

museu do traje (ou do trajo) do algarve

museu do traje do algarve
museu do traje do algarve
museu do traje do algarve
museu do traje do algarve

mesmo em cima da hora de fecho, conseguimos percorrer o museu quase a correr. fica em são brás de alportel, num lindo edifício do séc xix. vimos
a quadrilha à contradança e o algarve no tempo das invasões francesas e a exposição permanente. ainda consegui fotografar mas faltou ler a informação adjacente e, assim fica prometido um regresso, dentro do (curto) horário.

ao pesquisar, encontrei o site do museu (com um aspecto nada user-friendly, que me fez lembrar os primeiros sites que vi, há mais de dez anos) e dos amigos. é de admirar as tentativas de dinamização e divulgação do espaço, com projecções de filmes, concertos, debates e uma variedade de actividades regulares. parece-me que este grupo de amigos do museu é uma associação não-portuguesa ou multi-nacional (mas de se louvar), o que me levou a reflectir que, uma vez mais nós não conseguimos ou não queremos ou não temos iniciativa para valorizar aquilo que de melhor se faz (ou se fez) por cá.

6.6.07

antes de ir dormir

lisboa à noite
mesmo antes de desligar, sem vontade de descarregar outras, fica uma da semana passada aquando de um trabalho.

4.6.07

de volta

depois de um fim-de-semana, bem passado e com muito calor, entre silves e pêra.
visitámos o museu e voltámos à ria e conversámos e vimos quem não víamos há muito.
cansados da viagem (e com momentos definidos para tudo), amanhã logo aparecem as fotografias.