Deixei de estar a ferver para passar a estar pensativa/reflectiva.Após o reencontro com uma amiga, que já não via há muito tempo, algumas questões passaram a ter outro peso, e que me deixaram grande parte do dia a olhar para o nada. É incrível como a vida dá voltas e voltas, inesperadas por vezes, e por cada volta eu consigo-me sempre espantar. Como há tão poucos anos, tudo era diferente... agora tudo mudou. Mas o importante é seguir em frente (e ser feliz!).Agora que, grande parte do meu círculo de amigos começa a terminar os cursos, assombram questões como: e agora o que fazer? enviar currículos. e se não der em nada? pois... é ir tentando. mas tem de haver dinheiro? então buscam-se outros trabalhos/empregos que nada têm a ver com o curso tirado. e se mesmo assim, não se arranjar nada? porque já são licenciados e é um desperdício... oh menina, procure nos classificados do expresso que arranja qualquer coisa na sua área!! É uma dura realidade mas que acontece muitas vezes. Não sei como será daqui a uns meses.
Chove que se farta e eu aqui, a passar-me por completo. Ontem fiquei sem anti-vírus e nem reparei. Fui ver os e-mails e foi o suficiente para me entrarem logo três vírus. E nem sequer abri o internet explorer ou o firefox, só o outlook. Daí a actualizar e a correr o anti-vírus, foi algo de extraordinário. Agora tudo me dá erro. Preciso do word para analisar o património arquitectónico e cultural. E por aqui ando, em tentativas, frustadíssimas, para manter todos os programas que necessito abertos ao mesmo tempo. Já para não falar das vezes que reiniciei o portátil. Prevejo, para este fim-de-semana, uma formatação urgente (pelo menos se isto continuar assim).E continua a chover que se farta. Ainda por cima, lá se foi o silicone exterior, da varanda, é o que dá apanhar sol o dia inteiro. Ou seja, chove que se farta e entra água pela varanda que se farta. Mais uma outra tarefa a realizar, como tantas outras, mas esta só quando tiver muito bom tempo.E lá fora ainda não parou de chover. E eu com dores no pescoço. Ao quinto ano, sempre na mesma posição, em frente ao computador, começo a sentir mazelas. Safam-me os exercícios.Queria mesmo ir ao DocLisboa.E chove, chove, chove, chove...
Tanta chuva faz-me não ter vontade para nada. Mesmo assim, deu para rever O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Antes de ver o filme, pela primeira vez, já há muito que ouvia a fabulosa banda sonora, da autoria de Yann Tiersen. Não sei se foi por gostar muito da música, mas gostei muito do filme. Todos aqueles pormenores transloucados fascinam-me. Gosto da forma como Jean-Pierre Jeunet apresenta cada momento, já para não mencionar os cenários. Lindos, lindos.Mais um livro a ler e a comprar (whislist): As Flores do Mal, de Charles Baudelaire.A não perder, durante esta semana, na 2: Imagináfrica. Terminou agora e foi sobre a histórias da música popular angolana. Segue-se Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Princípe e Moçambique.
Porque as questões do coração são mais fortes, aqui estou eu (mais uma vez).
Há dias assim.
Estou chateada, com a ignorância e com o desprezo.
A bossa alegra-me. E por tudo isto, vou sair.
(ahh, força Benfica!)
Não sei porquê, mas não estou a conseguir publicar nenhum post, com fotografia a partir do Flickr. Aiii o blogspot!
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Afinal, consigo publicar. Só não consigo é ver os posts que publico.
O sr. H. (o meu vizinho) faleceu na terça-feira. Não sabia.:(