31.3.09
bem-me-quer mal-me-quer
no domingo fui passar todo o dia na herdade da gâmbia. foi a primeira aula no exterior do curso de fotografia. tinha uma espécie de guião e tinha que tirar as fotografias tendo em conta os vários requisitos, a composição, a técnica e tudo mais. foi complicadíssimo. às tantas perdi-me completamente e guardei o exercício no bolso. e agora, na hora de fazer a triagem e selecção das fotografias (a propósito, excelentes dicas!) constato que não fiz todos os exercícios e outros ficaram a meio. paciência. para a próxima tento concentrar-me mais.





27.3.09
do coberto vegetal, à tecelagem e aos artefactos
no domingo passado fui passear até mealha e cachopo, no interior do concelho de tavira. já tinha ido a cachopo guiada pelas placas invulgares mas desconhecia tudo o que vi. o passeio foi muito bem organizado pelo palácio da galeria/ câmara de tavira (já referido aqui).
o tema deste primeiro passeio foi o coberto vegetal, a tecelagem e os artefactos, no qual foi possível interpretar o território através dos ciclos de apanha, tratamento e transformação sugeridos pelo ciclo anual da paisagem humanizada serrana*.


a visita começou pela mealha. percorremos grande parte da aldeia, olhámos as construções e algumas das suas particularidades, os fornos, o interior das habitações já não habitadas, a paisagem e a vegetação. falámos com os aldeões, vimos e entrámos nos palheiros.


o passeio seguiu para o atelier da d. beatriz que nos mostrou o seu tear. ensinou ainda a urdir, a encher a canela, que depois encaixa na lançadeira e é esta que vai ser passada pelos fios da urdidura [nota: os fios da urdidura são os fios ao longo do tear e os fios da trama são os conduzidos pela lançadeira] e a tecer, pelo abaixamento e levantamento alternado de cada série de fios*.

seguimos para a loja-atelier da d.conceição que também faz meias com cinco agulhas e que nos mostrou o seu trabalho e outros teares.


voltámos para cachopo para almoçar e para ver o museu vivo com visita guiada. a d.otília explicou e exemplificou quando possível as voltas que o linho dá até ao produto final.
a linhaça é semeada e colhida. depois o colmo e a espiga amarelecem e são sacudidos ou mastovados. a linhaça é depois curtida ou alagada e demolhada durante uma semana. depois secada e pisada a malho. depois é tasquinhada com paleta de madeira, separando as fibras mais longas dando origem ao fio de linho e as mais curtas à estopa. as fibras são fiadas com fuso e roda de fiar* ou como se fazia antigamente quando havia tempo com a roca.
mas pelos vistos todo este processo ainda se mantêm [ou vão-se mantendo!].
a d.otília mantém para além do museu vivo, o quiosque o moinho que promove os produtos e costumes da zona de cachopo [e dá formação em tecelagem manual?]. para além disso, disse-nos que teve formação no tratamento e processamento do linho e em tinturaria natural e que por isso ainda cultiva algumas plantas para esse fim.
o passeio terminou com uma visita ao núcleo museológico de cachopo, onde estão retratadas as actividades (com alguns dos respectivos utensílios) e os costumes serranos que ainda se mantêm [a muito custo?].
:: todas as fotografias do passeio aqui.
[agradeço à marta santos que tão bem nos orientou durante o passeio e que disponibilizou alguma informação acerca das três artesãs.]
* retirado e/ou adaptado do panfleto informativo do passeio.
o tema deste primeiro passeio foi o coberto vegetal, a tecelagem e os artefactos, no qual foi possível interpretar o território através dos ciclos de apanha, tratamento e transformação sugeridos pelo ciclo anual da paisagem humanizada serrana*.
a visita começou pela mealha. percorremos grande parte da aldeia, olhámos as construções e algumas das suas particularidades, os fornos, o interior das habitações já não habitadas, a paisagem e a vegetação. falámos com os aldeões, vimos e entrámos nos palheiros.
o passeio seguiu para o atelier da d. beatriz que nos mostrou o seu tear. ensinou ainda a urdir, a encher a canela, que depois encaixa na lançadeira e é esta que vai ser passada pelos fios da urdidura [nota: os fios da urdidura são os fios ao longo do tear e os fios da trama são os conduzidos pela lançadeira] e a tecer, pelo abaixamento e levantamento alternado de cada série de fios*.
seguimos para a loja-atelier da d.conceição que também faz meias com cinco agulhas e que nos mostrou o seu trabalho e outros teares.
voltámos para cachopo para almoçar e para ver o museu vivo com visita guiada. a d.otília explicou e exemplificou quando possível as voltas que o linho dá até ao produto final.
a linhaça é semeada e colhida. depois o colmo e a espiga amarelecem e são sacudidos ou mastovados. a linhaça é depois curtida ou alagada e demolhada durante uma semana. depois secada e pisada a malho. depois é tasquinhada com paleta de madeira, separando as fibras mais longas dando origem ao fio de linho e as mais curtas à estopa. as fibras são fiadas com fuso e roda de fiar* ou como se fazia antigamente quando havia tempo com a roca.
mas pelos vistos todo este processo ainda se mantêm [ou vão-se mantendo!].
a d.otília mantém para além do museu vivo, o quiosque o moinho que promove os produtos e costumes da zona de cachopo [e dá formação em tecelagem manual?]. para além disso, disse-nos que teve formação no tratamento e processamento do linho e em tinturaria natural e que por isso ainda cultiva algumas plantas para esse fim.
o passeio terminou com uma visita ao núcleo museológico de cachopo, onde estão retratadas as actividades (com alguns dos respectivos utensílios) e os costumes serranos que ainda se mantêm [a muito custo?].
:: todas as fotografias do passeio aqui.
[agradeço à marta santos que tão bem nos orientou durante o passeio e que disponibilizou alguma informação acerca das três artesãs.]
* retirado e/ou adaptado do panfleto informativo do passeio.
26.3.09
compota de morango
já fiz algumas compotas desde que decidi começar a fazê-las em casa, há quase um ano. umas bem sucedidas outras nem por isso. uma doces demais e outras quase sem sabor. comprei alguns livros, uns óptimos, outros não tão bons e outros só pelas fotografias. mas li (e continuo a ler) bastante sobre o assunto. e até estudei, sublinhei e tirei apontamentos para o meu livrinho de receitas (que só tem praticamente dicas e truques). até sinto que se me derem trela consigo falar sobre compotas e as diversas designações, frutos ideais, pectina e acidez, diferentes açúcares, diversas técnicas, esterilização, o frasco perfeito etc etc durante uma tarde inteira (!!). mas ainda me desafio para tentar manter a cor mais viva (sem corantes) e o sabor mais natural (sem aditivos). e como em tudo, por vezes acho que consigo e noutras nem por isso. a minha busca continua...
ontem fiz compota de morango.
alguns morangos nesta altura ainda não estão bem maduros e por vezes nem doces. estes tinham boa cara, algum doce mas estavam um pouco rijos. o que é óptimo para fazer compota (quanto mais verde está o fruto mais pectina natural tem). usei um método diferente do que estava habituada mas resultou bem. usei menos açúcar, não demorou tanto tempo, manteve a cor e a textura dos morangos. e está uma delícia.
para a próxima tenho é de aprimorar a minha técnica de tirar a espuma que se forma durante a cozedura.
como este ano tenciono fazer compotas para consumir no inverno, aproveitando ao máximo os frutos do verão, decidi etiquetar os frascos. usei a forma mais rápida e eficaz que tinha à mão, a dymo (e já só me restam essas duas fitas). de um lado do frasco a indicação de que compota é e do outro a data. não há como enganar.
24.3.09
praia
panning
não gosto de ver nem sei apreciar carros (é que não percebo rigorosamente nada do assunto), aliás mesmo conduzir só o faço por obrigação e quase nunca por gosto. e é por isso que passo semanas sem tocar no carro e a dar o devido uso ao passe.
isto porque hoje* quis pôr em prática alguma teoria que estou a aprender nas aulas de fotografia. o objectivo era praticar o panning. na minha rua (em lisboa) é impossível fazê-lo sem no mínimo intimidar alguns automobilistas. então fomos procurar as condições ideais por albufeira. qual não foi a nossa sorte quando nos deparamos com um desfile de carros clássicos. depois foi acertar a velocidade e a abertura, acompanhar o objecto e disparar, sem conseguir pensar muito na composição da fotografia (ficou como calhou). nem sempre o resultado foi o esperado mas aqui ficam as que considero melhorzinhas. e mais duas aqui.
uma curiosidade: nesta última fotografia está o carro mais antigo de portugal ainda em circulação. e confirmo que andava mais rápido que alguns dos outros.
*este 'hoje' foi no sábado. como entretanto fiquei sem ligação à internet não foi possível publicar o post.
23.3.09
notas
ainda a tentar colocar as ideias no lugar e as coisas todas no portátil.
parece que este ano a primavera chegou em grande.
amanhã recomeço que para já só preciso de voltar a pôr o sono em dia.
parece que este ano a primavera chegou em grande.
amanhã recomeço que para já só preciso de voltar a pôr o sono em dia.
20.3.09
17.3.09
16.3.09
mais pão
parece que a minha padeira morreu de vez. o motor já não trabalha.
assim hoje voltei a pôr as mãos na massa depois de uma breve pesquisa por receitas de pão. há uns tempos já tinha andado a experimentar fazer pão sem a máquina e, na altura, apontei algumas receitas. agora foi descobri-las e tentar lembrar-me dos pequenos pormenores a alterar. para hoje (re)fiz um pão branco. e mesmo antes de ir ao forno consegui estragar a parte de cima do pão, o que o fez ficar com uma crosta um pouco estranha.
do estrago ficou a sobrar um pouco de massa que moldei em forma de coração.
(outra e outra fotografia)
15.3.09
lisboa & chocolate
com tudo a compor-se (obrigada pelos comentários aqui, no twitter e por e-mail) aproveitei e ontem fui passear e conversar para algumas bonitas esplanadas de lisboa.
este ano acabei por decidir não ir à feira do chocolate em óbidos. mas a minha irmã foi e trouxe-me um pastel de nata de chocolate e uma cerveja de chocolate. o pastel (que nem sequer é de nata) é delicioso, já a cerveja tem um sabor amargo demasiado forte e o chocolate não deixa sentir o sabor da cevada. é muito estranha.
12.3.09
...
hoje é daqueles dias que sinto falta de amigas aqui ao meu lado. para me ouvirem e ampararem uma ou outra lágrima. e para me distraírem.
ando com uma dor de cabeça que não me larga.
ando com uma dor de cabeça que não me larga.
11.3.09
mantas alentejanas
no outro dia vi estas bonitas mantas e lembrei-me que devia mesmo comprar uma ou outra.
fábrica alentejana de lanifícios, que (re)encontrei depois de ter ouvido a catarina portas a falar (de forma bastante inspiradora) sobre produtos tradicionais.
9.3.09
[private post]
para a ana, mara e lena, a esperada mensagem encriptada (que resume muita coisa):
ai ai ai
ai ai ai
ai ai ai
ai ai ai
ai ai ai
ai ai ai
6.3.09
do meu algarve
:: feira do pão quente e queijo fresco, em vaqueiros - alcoutim, este domingo.
:: feira dos enchidos tradicionais, na serra de monchique, durante este fim-de-semana.
:: passeios patrimónios do mar, no âmbito da exposição tavira: patrimónios do mar.
:: passeios patrimónios da terra, também pelo concelho de tavira. cada passeio é sobre um tema específico (ver no site a calendarização e a descrição dos temas). já me inscrevi para o primeiro: do coberto vegetal, à tecelagem e aos artefactos e espero mesmo conseguir conciliar a minha agenda (leia-se, idas a casa) com os outros passeios.
bom fim-de-semana e até segunda (para mim, o início de uma nova etapa).
:: feira dos enchidos tradicionais, na serra de monchique, durante este fim-de-semana.
:: passeios patrimónios do mar, no âmbito da exposição tavira: patrimónios do mar.
:: passeios patrimónios da terra, também pelo concelho de tavira. cada passeio é sobre um tema específico (ver no site a calendarização e a descrição dos temas). já me inscrevi para o primeiro: do coberto vegetal, à tecelagem e aos artefactos e espero mesmo conseguir conciliar a minha agenda (leia-se, idas a casa) com os outros passeios.
bom fim-de-semana e até segunda (para mim, o início de uma nova etapa).
5.3.09
3.3.09
pãezinhos quase integrais
hoje inventei estes pãezinhos, a partir de uma receita que adaptei o suficiente para agora a considerar minha. ainda não a vou publicar porque carece de mais experiências e um ou outro retoque.
ficaram óptimos, estaladiços e muito saborosos.
para barrar com manteiga (creme vegetal) ou com o mais recente doce caseiro. geleia de limão. que fiz na semana passada para dar um fim digno à quantidade de limões que trouxe da horta dos pais do h. a geleia tem um sabor bastante diferente. sente-se logo o sabor azedo do limão que depois passa a levemente adocicado. é agradável e tem uma cor fantástica (quase fluorescente).
link :: o meu copo é melhor do que o teu
1.3.09
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