6.2.18

expliquem-me lá isto:

do fim de semana passado

Já é raro ver bananas da Madeira nos mini e supermercados de cá.
Pior ainda é quando vêm numa embalagem de plástico, quatro vezes maior do que o próprio cacho.
A casca da banana não é por si só uma boa embalagem?
Mesmo que fosse uma fruta assim muito sensível, de certo, não seria este plástico que a iria proteger.
Aceitam-se explicações.


Nem tudo é mau e no mesmo estabelecimento os Citrinos do Algarve e estes mesmo de Silves.

do fim de semana passado

5.2.18

caramelo de sementes

No início do ano, decidi que iria dedicar cada mês de 2018 a uma 'causas conscientes' (como gosto de lhe chamar e há anos que lhe dedico uma categoria no blog, onde entram assuntos desde ecologia, desperdício, alimentação, consumo, etc etc). No fundo, são pequenos desafios pessoais para me tornar numa pessoa mais consciente.
Assim foi, terminei o mês de janeiro-sem-açúcar, que serviu, acima de tudo, para ter consciência da quantidade de açúcar refinado e doces que como. Para que fique aqui registado, durante este mês comi: uma fatia de bolo rei (dia de reis, tinha de ser), uma sobremesa indiana (foi a única vez que me esqueci completamente do desafio) e, de forma totalmente consciente, o croissant com chocolate. Como pouco açúcar (realmente a grande excepção é durante o natal) e por isso não me custou nada, não tive ataques de fome (nunca tenho), nem ansiedades ou 'ressacas' de açúcar.
Há umas semanas, vi na RTP2 o último episódio da série DOP sobre o açúcar (os outros são sobre sal, queijo e azeite). Referiram que antigamente o açúcar estava destinado apenas e só aos dias de festa. Era uma iguaria e não havia em abundância, como hoje em dia. Actualmente, nas prateleiras dos supermercados quase tudo tem açúcar. Experimentem olhar para os rótulos.
Como defendo acima de tudo o equilíbrio, ainda mais no que diz respeito à (minha) alimentação e porque hoje foi dia de comemoração na doSEMENTE, decidi juntamente com o Hugo fazer um caramelo de sementes (este).

Caramelo de sementes

Ingredientes

1/2 cup amêndoas laminadas
3 c. sopa sementes de sésamo pretas
2 c. sopa sementes de sésamo brancas
1 c. sopa sementes papoila

Para o caramelo:
1/4 cup água
3/4 cup açúcar
Raspas de limão a gosto

1- Torrar as sementes de sésamo pretas e brancas numa frigideira.

2- Num tabuleiro, colocar uma folha de papel vegetal e fazer uma camada de amêndoas, sementes de sésamo e sementes de papoila.

3- Fazer o caramelo num tacho, misturar os três ingredientes e esperar que chegue ao ponto de caramelo.

4- Derramar por cima das sementes e polvilhar com a mais sementes, a gosto.

Caramelo com sementes
Caramelo com sementes
Caramelo com sementes
Caramelo com sementes
Caramelo com sementes

30.1.18

penha de frança - misericórdia - penha de frança

do fim de semana passado
do fim de semana passado
do fim de semana passado
do fim de semana passado
do fim de semana passado
do fim de semana passado

three billboards outside ebbing, missouri

Ontem fui ver o filme.
Hoje passei a tarde a ouvir a banda sonora.


no domingo fui conhecer o the mill

do fim de semana passado
do fim de semana passado

Têm aberto tantos cafés novos em Lisboa que actualmente já os confundo todos. Uns com ar mais nórdico, outros australiano, uns vegan, outros bio, uns com bowls e outros só com smoothies. Há para todos os gostos e vontades.
A um domingo à tarde não há assim tantos sítios abertos e apetecia-me um café quentinho, então parei no The Mill. O atendimento foi simpático mas a cozinha já tinha fechado (fecha após os brunch). Fiquei-me pelo croissant de chocolate (não foi de todo a melhor opção, com isso lá se foi também o mês-sem-açúcar do happiness project) e um género de shot de café com leite de amêndoas.

The Mill
Rua do Poço dos Negros, 1, Lisboa

26.1.18

que comida dás ao teu animal?

Há uns dias vi o documentário Pet Fooled.

É sobre a indústria alimentar para animais de companhia (animais de companhia ou de estimação?) e a falta de regulamentação, nos EUA. 

Se evitamos comer alimentos processados, porque enchemos os nossos animais de rações cheias de soja, amidos, açúcares e consequentemente altamente calóricas? Já para não falar da qualidade (e por vezes da quantidade) de proteína animal que contêm. Neste caso, o documentário referia-se à comida de cães e gatos, a realidade que melhor conheço também. Já se sabe que são animais carnívoros. E está fora de questão torná-los vegetarianos (parece absurdo, eu sei, mas o que não falta por aí são dicas de como fazer essa transição). Mas também começa a não fazer muito sentido não lhes dar comida mais ajustada às necessidades deles, enquanto animais carnívoros. No documentário falavam ainda em comida crua embalada e biologicamente apropriada, um conceito que desconhecia.

Então no outro dia lá fui ler os rótulos das rações (parece mentira que só o tenha feito agora quando tenho animais há quase quinze anos!). Pergunto-me se os rótulos da comida para animais estarão também assim tão bem regulamentados em Portugal como estão os de comida humana. Obviamente aquelas bolinhas castanhas que duram meses na embalagem têm conservantes que não estavam listados em algumas marcas. Depois a soja, muita soja e trigo e a pouca percentagem de carne, em alguns casos, batia certo com o documentário. E o que é ‘carne e subproduto animal’ ao certo? Como podemos saber a qualidade dos mesmos? (Ler aqui sobre o subprodutos.) E as bolinhas coloridas com corantes, mesmo que sejam naturais. Para quê? Este site aborda muitas destas questões também.

Fiquei a pensar nisto e nas hipóteses que existem: Dar comida crua? Com ou sem ossos? Cozinhar para os gatos? Alimentação natural? Continuar na ração mas optar por comida mais natural? Mudar para comida húmida? Ou ração grain-free?

Na pesquisa que tenho feito até já li que ‘alimentar animais a ração é como alimentar pessoas a fast food’. O que me deixou ainda mais apreensiva. Mas também não tenho disponibilidade para fazer comida húmida do tipo gourmet para os três. Cozer peixe ou carne é opção? (Não toco em carne crua há catorze anos, não seria uma opção nada fácil.) Mas depois há que tomar atenção às gorduras, complementos e suplementos de cálcio e taurina. Será prático? Mil questões… 

Por agora, vou continuar a pesquisar e analisar marcas e listas de ingredientes.

Alguma sugestão?

24.1.18

salada verde com molho de sésamo preto

Nem sempre consigo trazer almoço e raramente vou almoçar fora (até porque a doSEMENTE não fecha para almoço). Então de há uns tempos para cá, sempre que me dá a preguiça de cozinhar quando chego a casa, preparo uma grande salada. Ou vou às compras às mercearias aqui perto ou passo no mercado antes de vir para a loja.

Assim foi no outro dia, passei pelo mercado de Arroios e trouxe um molho de espinafres e outro de agrião. No caminho vinha a pensar num molho para temperar a salada. Fiz uma pesquisa rápida pelos ingredientes que tinha comprado e queria ainda experimentar algo que incluísse o produto que tem estado em destaque este mês.

Com as devidas alterações à receita original, lá surgiu uma grande salada verde com molho de sésamo preto para o meu almoço.

salada verde com molho de sésamo preto

Ingredientes

Espinafres e agrião suficientes para quatro pessoas
1 cup amêndoas laminadas
1 cup arandos
2 c. sopa sementes de sésamo preto ou branco
1/4 cup vinagre de sidra
1/2 cup azeite
3 c. sopa mel

- Torrar as amêndoas durante 10 minutos a 160ºC (aproveitei que ia ligar o forno para torrar as avelãs e juntei as amêndoas. Caso contrário, não as teria torrado mas garanto que faz toda a diferença).
- Lavar as folhas verdes.
- Preparar o molho: adicionar o vinagre, o mel e o azeite num frasco com tampa e agitar muito bem. Juntar as sementes de sésamo pretas e voltar a agitar.
- Numa tigela, picar as folhas verdes (estas eram enormes), juntar os arandos desidratados e a amêndoa laminada por cima. Temperar com o molho preparado.

Não senti necessidade de colocar mais nada, nem sal nem pimenta. Para mim está óptimo assim.

vinagre + mel
azeite + agitar bem
sementes de sésamo preto + agitar bem
lavar + cortar a salada + arandos + amêndoa torrada

9.1.18

batatas (não) fritas com molho tahini preto

08/Jan | chips de batata doce com tahini negro

Já se sabe que as redes sociais aproximam marcas e pessoas. E há tempos, fui contactada pela Batata Doce de Odemira. A loja doSEMENTE não vende este género de coisas (pelo menos para já) mas fui, na mesma, conhecer melhor este projecto numa agradável conversa em Campo de Ourique. No fim, trouxe para provar as três variedades de batata doce: amarela clara, laranja e roxa.

Como queria experimentar o sabor das três e compará-las, decidi fazer um género de batatas fritas saudáveis. No forno, simples, sem gordura. Na realidade é um género de desidratação rápida.

08/Jan | chips de batata doce com tahini negro

Lavei muito bem as batatas.
Cortei as três no processador, com casca e tudo.
Coloquei no tabuleiro e foi ao forno durante 15min a 150ºC.

08/Jan | chips de batata doce com tahini negro


Enquanto isso, preparei um molho de sementes de sésamo pretas (que agora também vendo na loja). Também é rápido de fazer. E se tivesse um bimby ainda seria mais fácil.



Tostar 150g de sementes de sésamo preto, na frigideira em lume branco, sempre a mexer para não queimar.
Colocar no processador e triturar tudo. Mexer. Voltar a triturar. Mexer. Triturar...
Como queria uma textura mais líquida e não propriamente uma pasta espessa, adicionei uma colher de sopa de azeite.
Voltei a triturar até misturar tudo e ficar com a consistência que pretendia.

No fim, serve de acompanhamento a um prato principal e é só mergulhar as batatas no tahini.

08/Jan | chips de batata doce com tahini negro

5.1.18

vencedor do sorteio de natal 2017

03/Jan | Voltámos e voltámos já em grande. As primeiras fornadas do ano já saíram e tudo. Venham visitar-nos, das 11h às 19h, para darmos as boas vindas ao 2018 de forma muito doSEMENTE 😋

Após uns dias férias entre o Natal e passagem de ano, a loja doSEMENTE está novamente de portas abertas, de segunda a sexta, das 11h às 19h.

E para terminar os assuntos de 2017, hoje à tarde revelei, no instagram, quem foi o vencedor do sorteio de Natal que aconteceu durante a feira na Retrosaria. A todos os que nos visitaram e em especial a quem participou, um muito obrigada. Quem vai receber uma embalagem da nova granola de laranja e alfarroba é a Cristina Sobrinho. Parabéns :)


Para recordar o primeiro Natal doSEMENTE de 2012, aqui fica o registo. Foi a primeira e única vez que levei bolachas, desapareceram num instante (metade vendidas e a outra metade comemos nós, durante os primeiros dois dias de feira). Foi o Natal que conheci a Zélia Évora. E com o dinheiro que fiz nesses meses (mais um pouco do meu subsídio de férias, que na altura trabalhava no ikea) comprei o forno que ainda é usado para fazer a granola.