12.4.16

só porque andei a procurar imagens




Sylvia.

E em jeito de terminar o assunto.
Até porque esta semana devolvo o livro.

1. 2. Sylvia Plath in love: a mesmerising portrait of the tragic poet as a young, sexually uninhibited sun-loving party girl - told by the lovers she discarded for Ted Hughes
3. 20 quotes from Sylvia Plath
4. fotografia conceptual, cena do suicídio de Sylvia Plath
What you don't know about Sylvia Plath

bondade


A bondade plana perto da minha casa.
A Dona Bondade, ela é tão simpática!
As jóias azuis e vermelhas dos seus anéis de fumo
Nas janelas, os espelhos
Enchem-se de sorrisos.

Que há mais real do que o gemido de uma criança?
O gemido de um coelho pode ser mais selvagem
Mas não têm alma.
O açúcar tudo cura, é o que diz a Bondade.
O açúcar é um fluido necessário,

De cristais que sai como um pequeno penso.
Ó bondade, bondade
A apanhar delicadamente os grânulos!
As minhas sedas japonesas, borboletas desesperadas,
Para fixar a qualquer momento, anestesiadas.

E lá vens tu, com uma chávena de chá
Numa auréola de vapor.
O jacto de sangue é poesia,
Nada o pode estancar.
Tu trazes-me dois filhos, duas rosas.

(Poema de Sylvia Plath, no livro Ariel)

Já tinha destacado uma parte mas como gostei e fiquei a pensar nos versos (a fazer a minha interpretação), decidi copiar todo o poema para aqui. Na realidade, ia copia-lo para o meu caderno, como não o encontrei, escrevi em rascunho para não me esquecer a passa-lo depois. E agora, reli e decidi publica-lo.

Quando se lê livros da biblioteca é difícil dizer o pronto, acabou, vou entrega-lo. E quando se trata de poesia, fica ainda mais difícil. Desta vez, pedi mais quinze dias só porque sim. Para tê-lo ali, em cima da mesa, caso me apeteça o tulipas ou papoila ou o 39º ou o daddy ou o invernar. Talvez até vá copiar mais um poema para o caderno.

Para mim, não é nada fácil ler poesia. Não consigo ler onde normalmente leio, nos transportes e quase sempre com barulho à volta. A meio de um poema, volto atrás para reler outro, para depois continuar. Acabo por estar sempre a tentar ler nas entrelinhas, a tirar conclusões, a tentar perceber o que quererá isto dizer. Torna-se cansativo, por vezes. No fundo, nunca me libertei daqueles exercícios de interpretação dos poemas, que nos pediam para fazermos na escola.

Com a Sylvia Plath, primeiro li A Campânula de Vidro, em prosa e em jeito de autobiografia. É um romance, uma descrição de uma parte da vida dela. Gostei muito e li em menos de nada. Houve até alguns episódios que me perturbaram mas que foram essenciais para, a seguir, entender o tom dos poemas do Ariel e conseguir fazer as ligações (óbvias) à sua vida.

Encalhei na Sylvia Plath, quando vi o filme Annie Hall. O comentário jocoso do Woody Allen chamou-me a atenção.

11.4.16

domingo à tarde

Domingo à tarde Alek Rein

Para terminar o fim-de-semana da melhor forma, depois de três dias em casa a devorar filmes e torradas, um concerto intimista. Alek Rein na MagaSessions.



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Bandcamp do Alek Rein
Página MagaSessions
As fotografias da Vera Marmelo

8.4.16

parecidas, não?

pj harvey + marisa monte pj harvey + marisa monte pj harvey + marisa monte pj harvey + marisa monte pj harvey + marisa monte pj harvey + marisa monte

Musicalmente nem por isso.

PJ Harvey à esquerda. Marisa Monte à direita.

e por falar em marisa monte



A primeira canção que me lembro de ouvir da Marisa Monte foi o Xote das Meninas, pela mão dos Onda Choc. Não com o nome original mas como Ela só quer, só pensa em namorar. Logo a seguir, descobri o primeiro disco dela MM, que ainda sei de trás para a frente [choooocolátxi, chocolatxi, eu só quero chocolate]. Depois perdi-lhe o rasto até aos Tribalistas. E tirando uma ou outra canção mais conhecida, nunca mais a ouvi atentamente, num disco do início ao fim.

Há qualquer coisa na imagem de Marisa Monte que me faz lembrar a PJ Harvey, não há?

simon & garfunkel é poesia






Estou a ficar viciada em tirar screenshots dos filmes que vejo em casa. Em parte a culpa é do tumblr que reanimei: a gente não quer só comida (sim, é a música da Marisa Monte, comida).

Ontem à noite, enquanto rebolava de febre e dor de cabeça, vi o Almost famous finalmente. Logo depois do filme estrear, ouvi a banda sonora e nem sei bem porquê nunca tinha visto o filme. São poucos os filmes em que aconteceu isso, conheço bem a banda sonora mas nunca vi o filme. Assim de repente, outro que está na mesma situação é o Les Triplettes de Belleville.

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É incrível a facilidade de actualizar o tumblr no telemóvel, em oposição à dificuldade de actualizar o blogger/ blogspot. Chego a ter que ligar o portátil APENAS para fazer um post no blogger. Incrível. Diria que o blogger anda meio desligado da realidade e completamente desactualizado, não? Alternativas, para além do tumblr, wordpress?

7.4.16

#fazoquegostas

(pelo nuno gervásio)

Há umas semanas combinei com o Nuno de estivemos à conversa no Jardim da Gulbenkian (pois, claro!). Hoje saiu o resultado dessa conversa, o que transcrevo para aqui:

Patrícia Simões, 31 anos. Vegetariana Empreendedora.
Tenho uma marca de cereais de pequeno-almoço. Estudei arquitectura e urbanismo mas senti logo: "isto não é para mim". Sou vegetariana e já comia granola, então comecei a fazer em casa em busca da receita perfeita, dos ingredientes perfeitos e menos nocivos e assim nasceu o meu projeto. Estou numa fase importante, concorri a um programa da Embaixada Americana para pequenas empresas lideradas por mulheres e fui escolhida! Como a empresa sou só eu, tenho 7 mentores, o que tem sido uma experiência mesmo enriquecedora. Abrangem todas as áreas de negócio e ensinam-me a fazer a minha pequena “sementinha” crescer. Portanto, ando a mil. Mas não trocava toda esta correria por nada porque estou a sentir-me realizada. E não preciso de muito para carregar baterias. Bastam-me uns minutos ao sol a ler um livro e parar uns instantes para fotografar um prédio bonito. Ou até um pato. Faz o meu dia.
‪#‎closeUP‬ ‪#‎fazoquegostas‬