12.3.15

'os objectos procuram aqueles que os amam'

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Fui à Gulbenkian para ver a exposição Modernidades: fotografia brasileira (1940-1964).
Acabei por passar o dia todo a alternar entre o jardim e as restantes exposições.

Uma biblioteca humanista. Os objectos procuram aqueles que os amam.
[Não é tão bom pensar que sim? Gostei muito de saber como cresceu a biblioteca e conhecer a história por trás da aquisição de alguns livros.]

Arshile Gorky e a colecção.

11.3.15

o homem e o trabalho


Devido a uma pesquisa que ando a fazer, encontrei esta colecção da RTP: O Homem e o Trabalho.
Ainda só vi o Fotógrafo Profissional e tem passagens geniais, já para não falar dos conselhos finais aos jovens fotógrafos. Mas só de ler os títulos dos outros episódios dá vontade de os ver todos, de uma ponta à outra (são só quinze também):

Vendedores ambulantes: alternativa de consumo, 1975
As bordadeiras da Madeira, 1978
Operários da noite: a Praça da Ribeira, 1995
Operários da noite: os cacilheiros, 1995
Operários da noite: cantoneiros de Lisboa, 1995
O tanoeiro, 1986
Profissão: portuário..., 1974
Construtor de instrumentos, 1986
O oleiro, 1986
O moleiro, 1986
Fotógrafo profissional, 1987
O campino, 1968
Lisboa: imagens de compra e venda, 1973
Às vezes custa, 1975
Maria do Céu Ferreira - a força da tenacidade, 1976

Já agora, as restantes colecções do arquivo da RTP estão aqui.

10.3.15

#pararparaler

Estar a ler com os pés quase a tocarem no Tejo. #pararparaler Estar a ler com esta luz reflectida no Tejo (até deixar de conseguir focar as letras).

Passei o fim-de-semana como dantes era comum.

Desde que vim para Lisboa que adiava a inscrição nas bibliotecas. É incrível aquilo que adiamos durante tanto tempo, sem qualquer razão (por preguiça? procrastinação?). E é ainda mais incrível, dizer que quero ler um determinado livro e que não me dá jeito compra-lo, quando nas bibliotecas existem três e quatro exemplares, em vários pontos de Lisboa. Enfim!

No fim do ano passado, lá fui eu à biblioteca que fica bem perto da loja. O catálogo online, as reservas e os emails funcionam lindamente. Procuro o livro que quero, envio o email para a minha biblioteca e dois ou três dias depois, recebo a resposta para ir levantar o livro. O que andei a perder!

No sábado, fiquei na doca de Belém até o sol se pôr e deixar de conseguir focar as letras.

Parar para ler

9.3.15

Londres vs. Lisboa

Londres vs. Lisboa Londres vs. Lisboa Londres vs. Lisboa Londres vs. Lisboa Londres vs. Lisboa Londres vs. Lisboa Londres vs. Lisboa Londres vs. Lisboa

Foi um challenge accepted entre Londres e Lisboa, por um acaso.
As fotografias da esquerda são de Londres, pelo Tadeu.
As fotografias de direita são minhas, cá por Lisboa.
Todas elas foram tiradas de quinta a domingo.
Umas em jeito de resposta a outras.

Ficam aqui as que mais gostei mas estão todas num álbum.

6.3.15

calor

bons sons 2014 bons sons 2014 bons sons 2014 bons sons 2014 bons sons 2014

Primeiro (pequeno) escaldão do ano. Hoje!
Ia tão distraída no metro que continuei pela linha azul.
Sem trocar para a verde.
Saí no Terreiro do Paço e fui a pé, a apanhar o sol de frente até ao Cais do Sodré.

Achei que este foi um excelente mote para publicar finalmente as fotografias do verão.
Duas semanas apenas. Uns dias em Lisboa. Outros na aldeia de Cem Soldos, em Tomar, no Bons Sons e na praia fluvial da Aldeia do Mato.
Mais um paragem por Lisboa, só para acertar os sonos.
E mais uns dias no Algarve.

Aqui ficam as do festival, tiradas com uma máquina descartável.

Mais Verão 2014.

5.3.15

agora tenho 'hora de almoço'

Almoço no parque

Desde que tenho um espaço de trabalho fora de casa [ainda não sei muito bem como chamar: loja? fábrica? espaço? atelier?], já mudei de rotinas mil e uma vezes. Mas parece-me que agora acertei, ou pelo menos estou perto disso. Nestas últimas semanas, o ritmo de trabalho tem fluído bem, o que faz com que fique com a sensação de dever cumprido diariamente. Tenho ido todos os dias aos correios! Dedico dois dias semanais à produção exaustiva de granola. E fico com os restantes dias para tratar das trezentas-mil-coisas que, isto de estar à frente de um negócio sozinha, implica (um dia hei-de fazer um post sobre isto!).

Passo a maior parte do dia de trabalho sozinha, completamente embrenhada no mundo dos cereais e dentro de uma cozinha com balcão de loja. Até agora, almoçava enquanto fazia coisas básicas, como a actualização do estado das encomendas e a responder a interações rápidas em redes sociais.
Depois da minha última revisão ao meu método de trabalho e (re-re-re)organização de tempo*, cheguei à conclusão que preciso de uma hora definida de almoço. Não tem sido exactamente uma hora. Mas tem sido o tempo suficiente para agarrar na marmita, no copo de chá e ir para o parque, que fica bem perto da loja, logo ao virar da rua. Ainda sobram uns quinze minutos para ler e apanhar sol. É uma pausa (boa) a que me tenho obrigado. Para já está a resultar e quando volto à loja vou com outra energia (o sol faz maravilhas, não faz?). E quando voltar a chuva? Pois não sei, vou ter que arranjar uma alternativa.

é algo que faço regularmente e de forma muito natural; estou sempre a aperfeiçoar a rotina diária e semanal, rentabilizar o tempo entre tarefas, evitar distrações e perdas de tempo; organização tem sido mesmo a palavra-chave nestes três anos de doSEMENTE.

4.3.15

cais do sodré a 75mm

cais do sodré cais do sodré cais do sodré cais do sodré cais do sodré cais do sodré

Aproveitei que fui imprimir uns cartões de visita doSEMENTE à Digiset, levei a diana f+ e terminei o rolo pelo Cais do Sodré.

Há qualquer coisa nesta máquina que faz a mais banal das composições parecer fantástica. As cores ajudam. As duplas exposições, as transparências e sobreposições, por não ter avançado o frame completo (foi mesmo sem querer), também. Há algo de lúdico e muito divertido nisto. É gostar daquilo que os olhos vêem e disparar de seguida, sem pensar muito no assunto. Diria até, que ajuda-me a libertar daquela pressão de ter 36 fotografias e ter que tirar obrigatoriamente boas fotografias, bem pensadas, bem expostas, bem enquadradas, bem focadas... Para mim, não dá para fotografar sempre assim mas de vez em quando, parece-me muito bem.

Comprei uma Canon analógica muito básica e simples. Não é uma daquelas mais antigas. Mas até que fiquei com vontade de ter uma a-1, depois de ter estado à conversa sobre máquina mecânicas vs. máquinas electrónicas. Nesta consigo usar as objectivas que já tenho. E amanhã já lhe devo colocar um rolo.

Já agora, partilho aqui um link sobre dez máquinas analógicas Canon, que me fez numa destas noites, ficar acordada até às duas da manhã a pesquisar e a ler sobre algumas delas.

2.3.15

'foda-se'

"Foda-se" de António Caramelo na Zaratan "Foda-se" de António Caramelo na Zaratan "Foda-se" de António Caramelo na Zaratan

Do António Caramelo (que tem uns álbuns de fotografia onde apetece parar e ficar durante horas a fio).

Até esta quinta-feira, 5 de Março na Zaratan.

... as imagens e as não-imagens habitam o tempo suspenso do seu movimento por entre os suportes físicos que as acolhem. Pode-se definir esse tempo como um intervalo, uma suspensão do movimento do tempo a desenrolar-se no seu fluxo contínuo, sem que, contudo, o olhar o alcance ou consiga captar. As imagens pertencem ao seu próprio lugar e esse lugar está sempre em hesitação constante entre a existência e o seu aniquilamento...

E ainda quero ir [não me posso esquecer, não me posso esquecer!] ao encerramento da exposição que coincide com o fim do primeiro ciclo de doze artistas. Nesse evento será apresentada uma performance sonora erudita que se inscreve dentro da linha de colecção de objectos de luxo de desobediência civil para a burguesia. Makearevolution.



27.2.15

jardim do torel

jardim do torel jardim do torel jardim do torel jardim do torel jardim do torel jardim do torel

No sábado passado, depois da visita ao cantinho, fui comprar uma pizza e apanhar sol para o Torel.
Fiquei lá até o sol quase desaparecer, a conversar e a dar uso à diana. Desta vez até pinhole experimentei (não ficou nada de jeito).

É engraçado como o Jardim do Torel parece mesmo uma enorme varanda sobre Lisboa.

(Se o meu scanner fosse um scanner fixe e não teimasse em separar os frames a sequência teria sido esta.)