4.3.15

cais do sodré a 75mm

cais do sodré cais do sodré cais do sodré cais do sodré cais do sodré cais do sodré

Aproveitei que fui imprimir uns cartões de visita doSEMENTE à Digiset, levei a diana f+ e terminei o rolo pelo Cais do Sodré.

Há qualquer coisa nesta máquina que faz a mais banal das composições parecer fantástica. As cores ajudam. As duplas exposições, as transparências e sobreposições, por não ter avançado o frame completo (foi mesmo sem querer), também. Há algo de lúdico e muito divertido nisto. É gostar daquilo que os olhos vêem e disparar de seguida, sem pensar muito no assunto. Diria até, que ajuda-me a libertar daquela pressão de ter 36 fotografias e ter que tirar obrigatoriamente boas fotografias, bem pensadas, bem expostas, bem enquadradas, bem focadas... Para mim, não dá para fotografar sempre assim mas de vez em quando, parece-me muito bem.

Comprei uma Canon analógica muito básica e simples. Não é uma daquelas mais antigas. Mas até que fiquei com vontade de ter uma a-1, depois de ter estado à conversa sobre máquina mecânicas vs. máquinas electrónicas. Nesta consigo usar as objectivas que já tenho. E amanhã já lhe devo colocar um rolo.

Já agora, partilho aqui um link sobre dez máquinas analógicas Canon, que me fez numa destas noites, ficar acordada até às duas da manhã a pesquisar e a ler sobre algumas delas.

2.3.15

'foda-se'

"Foda-se" de António Caramelo na Zaratan "Foda-se" de António Caramelo na Zaratan "Foda-se" de António Caramelo na Zaratan

Do António Caramelo (que tem uns álbuns de fotografia onde apetece parar e ficar durante horas a fio).

Até esta quinta-feira, 5 de Março na Zaratan.

... as imagens e as não-imagens habitam o tempo suspenso do seu movimento por entre os suportes físicos que as acolhem. Pode-se definir esse tempo como um intervalo, uma suspensão do movimento do tempo a desenrolar-se no seu fluxo contínuo, sem que, contudo, o olhar o alcance ou consiga captar. As imagens pertencem ao seu próprio lugar e esse lugar está sempre em hesitação constante entre a existência e o seu aniquilamento...

E ainda quero ir [não me posso esquecer, não me posso esquecer!] ao encerramento da exposição que coincide com o fim do primeiro ciclo de doze artistas. Nesse evento será apresentada uma performance sonora erudita que se inscreve dentro da linha de colecção de objectos de luxo de desobediência civil para a burguesia. Makearevolution.



27.2.15

jardim do torel

jardim do torel jardim do torel jardim do torel jardim do torel jardim do torel jardim do torel

No sábado passado, depois da visita ao cantinho, fui comprar uma pizza e apanhar sol para o Torel.
Fiquei lá até o sol quase desaparecer, a conversar e a dar uso à diana. Desta vez até pinhole experimentei (não ficou nada de jeito).

É engraçado como o Jardim do Torel parece mesmo uma enorme varanda sobre Lisboa.

(Se o meu scanner fosse um scanner fixe e não teimasse em separar os frames a sequência teria sido esta.)

26.2.15

rolos

Há anos e anos que não mandava revelar rolos.
Ontem deixei dois na Fnac (onde se revelam rolos em Lisboa sem ser na Fnac?) e vou buscá-los daqui a pouco.
Um é da máquina descartável que comprei para as férias de verão.
O outro, metade não faço ideia e a outra metade foi do passeio a Peniche e do fim-de-semana.
Há muito tempo que não sentia esta curiosidade. É quase ridículo mas não dá para explicar.

Um link e uma vontade que me têm assaltado o pensamento: às quartas aulas abertas para revelação, no Técnico.

23.2.15

cheguei ao algarve

Caia-se tudo. Caia-se o lar e os degraus. Caia-se sempre. É um delírio de branco.

Sentadas nas esteiras sobre os calcanhares, nas casas forradas de junco ou de palma, fabricam as alcofas, a golpelha em que se transporta a alfarroba e o figo, e as alcofinhas mais pequenas, chamadas alcoviteiras. Ainda há pouco tempo todas usavam cloques e bioco*. O capote, muito amplo e atirado com elegância sobre a cabeça, tornava-as impenetráveis.

(Raul Brandão, Os Pescadores, 1923)


*a ler mais tarde porque agora não consigo largar as últimas páginas do livro:
Proibido usar burka no Algarve no A bem da nação;
Côca, Biuco e Capelo no Trajes de Portugal;
Biôco: a burka à algarvia que acabou por decreto no Observador.

...

Durante quantas horas se consegue ouvir a mesma música sem enjoar?

22.2.15

cantinho do vintage

cantinho do vintage cantinho do vintage cantinho do vintage cantinho do vintage cantinho do vintage cantinho do vintage cantinho do vintage

Que me lembre já fui a duas vendas de garagem (a primeira ainda num espaço bem pequeno no Bairro da Encarnação), visitei o armazém às segundas à noite umas quantas vezes e fui com amigos comprar aparadores e candeeiros, ainda nos Olivais. Há uns meses mudaram-se para um espaço maior, no Poço do Bispo, e agora também estão abertos ao sábado durante o dia.
Cada visita ao Cantinho do Vintage é sempre uma descoberta, mesmo que não haja nenhum objectivo concreto de compra, mesmo que seja só ver.

No site continuam a colocar as novas peças aos domingos à noite e têm organizado mais vendas de garagem (a próxima é já dia 7 de Março). Para não perderem nenhuma novidade, o melhor mesmo é inscreverem-se na newsletter.

E ainda têm uma loja aberta durante a semana, o Mercadinho do Vintage no Saldanha.

para ouvir



E voltar a ouvir e repetir.

19.2.15

varinas de Lisboa

Varinas de Lisboa Varinas de Lisboa Varinas de Lisboa Varinas de Lisboa Varinas de Lisboa Varinas de Lisboa

Nem de propósito, uma exposição sobre as varinas de Lisboa, até 24 de Maio no Museu de Lisboa (antigo Museu da cidade).
Tapeçaria, azulejos, cerâmica, pintura, escultura, postais, fotografias e até uma caderneta de cromos (raças humanas?). Há também um excerto de um documentário, que depois irá passar no São Jorge.

Vão ver que vale bem a pena e a entrada é gratuita.

Ó freguesa, venha cá ver as varinas de Lisboa!