29.5.08

para mim:

:: to do tattoo - the perfect solution for your shoddy short-term memory. ou para quem tem a mania de apontar tudo.
[via swissmiss]

[sem assunto]

de hoje... nada. (ahh rotininha. ahh vidinha. ahh projectinho.)

levo as manhãs a netpassear. a ler as notícias, os sítios do costume. a decidir almoços (e jantares) e a fazê-lo. a tentar economizar tempo. a programar-me. antes do almoço, lá se vai firefox e afins para voltar a abri-lo depois do jantar. até o yoga já reduzi para o recomendado para quem-tem-muito-que-fazer.
passo as tardes de auscultadores nos ouvidos e entretida (ou entediada).
as músicas escolho-as dedo-a-dedo. ou quase. escolho uma palavra e vou correspondendo cada letra a uma pasta de música. hoje foi o dia de l-i-s-b-o-a. ou l-y-s-b-o-a. que quando chegou ao i não arranjei nada que me apetecesse ouvir. então salvou-me um y (ípsilon) de yeasayer. depois stan getz. depois buena vista. depois ost-belleville (que conta como ó). depois a naifa. é ridículo, eu sei! e leva-me a alinhamentos ainda mais ridículos.
e se continuar assim, amanhã terei de arranjar uma palavra começada por .

ando tão distraída que só hoje reparei que amanhã começa o rockinrio. e hoje, enquanto passava os olhos na programação do fmm, pensava 'ohh já começou [a 17 de julho] e já está quase a terminar [a 26 de julho]'.

28.5.08

qualquer dia

_jv_crochet

agarro na agulha e em fio de algodão branco e faço o mesmo. e deixo de ter um quebra-diálogos* feio e partido para passar a ter uma visão** branca.

* ou caixote. ou um quase cubo de quarenta por sessenta por cinquenta. ou tele-visão.
** este ano também vi o euro-visão. há anos que não o via. acho que fui mesmo influenciada pela entusiasmo da família lopes.

(ponto de vista obras da colecção da fundação plmj, esteve no pavilhão branco do museu da cidade)

27.5.08

revolução cinética

_rc2
My creation







no museu do chiado até 15 de junho. (ainda sem site actualizado, por isso fica o do guia do lazer)
mais fotografias e vídeos.
tag :: revoluçãocinética

design cork

_cortiça3
_cortiça9

design cork for future, innovation and sustainability. esteve no museu colecção berardo até ao passado dia 25 de maio. tudo em cortiça. mas ficou a faltar a permissão para tocar nos protótipos dos novos produtos. porque, em algumas peças, não se conseguia perceber até que ponto a cortiça seria o material mais acertado. ou se suportariam o nosso peso (no caso dos poufs). de qualquer forma, achei quase todas as peças bastante interessantes.

a cortiça é a matéria-prima portuguesa com maior índice de produção e exportação. é um recurso natural, renovável e com qualidades ambientais excepcionais que integra em si um elevado potencial de inovação tecnológica e projectual, sendo também um dos símbolos mais representativos da cultura material portuguesa. (...) explorou o potencial de utilização dos materiais e tecnologias da cortiça no design. (...) desafiados a desenvolver novas soluções que combinem design e as tecnologias da cortiça, incorporando os conceitos de sustentabilidade.
(in folheto de apresentação da exposição)
mais fotografias de outros produtos.

26.5.08

...

ohh yeahh!

[graças à minha irmã, que madrugou para estar em sete rios antes do sol nascer. e onde já se encontravam meia dezena centena de pessoas, das quais umas acampadas desde das duas da manhã!]

22.5.08

um tributo às obras (até num feriado)

tributo

ou simplesmente, um exemplo de arte povera (pobre coitada). de gilberto zorio, no museu colecção berardo.

shambala

a minha irmã hoje foi almoçar com os amigos. daqueles almoços em que cada um leva qualquer coisa. onde há sempre churrascada e muita variedade de comida. então, ela que é mais virada para a doçaria, decidiu fazer algo simples. e claro, acabou por sobrar para mim também. ficámos, ontem à noite, até às três da manhã na cozinha. e hoje quando acordei ela já lá estava. eu fiz um pão/ pizza de alho. ela fez uma mousse de chocolate caseira e uma sobremesa com gelatinas. e como os amigos dela provaram os biscoitos deliciosos do outro dia, exigiram uma boa quantidade para o lanche. e assim foi.

sendo assim, hoje à hora do almoço já não pudia ver a cozinha à minha frente. decidi e fui almoçar com o helder (que hoje trabalhou) ao novo centro comercial alegro.
decidi-me pelo shambala, um restaurante vegetariano. têm vários pratos e vários acompanhamentos, ao estilo de buffet. o preço é certo e podemos encher o prato até mais não. não sou muito de pôr uma horta inteira no prato então escolhi três pequenas saladas (tomate, couve roxa e pepino), um acompanhamento (arroz integral) e um prato principal (seitan com ameixas). mas puseram tudo com doses tão, mas tão minis que tive de pedir três vezes a quantidade normal de seitan. e foi mesmo aí que comecei a olhar à minha volta... como é possível as pessoas escolherem: feijão + grão + arroz integral + bulgur + seitan + vegetais gratinados + batatas + milho frito (fora as saladas)?!?! sem dúvida que os olhos comem muito mais que a barriga. já para não falar das misturas de alimentos (ou será a vontade de experimentar TUDO?).
ao longe, perguntei se o que estava num dos tabuleiros era cenoura, ao que ele respondeu: é abóbora com nozes. e eu: assim não, que eu não gosto de nozes. mal me aproximei vi que era abóbora com castanhas (nozes = castanhas?). a senhora que estava ao meu lado, pediu milho frito e a rapariga deu-lhe legumes verdes salteados (milho = legumes verdes?).

respirei fundo. segui em frente com o meu grande prato quase vazio (ou seja, pura ilusão) e com uma sopa de abóbora. no fim, não fiquei com fome (para grande espanto do rapaz que me atendeu).

[nota: eu NÃO como pouco. e gostei da comida.]

20.5.08

massa fresca de beterraba

lasanha | perto e longe
(clicar para ver maior)

a receita é a mesma de sempre. a massa é fresca, ou seja, feita por nós.
a proporção mantida, um ovo para cem gramas de farinha. desta vez 500g de farinha e em vez dos cinco ovos, substitui dois deles por uma beterraba pequena.

como sobrou um pouco de massa fresca. no dia seguinte, voltei a esticá-la e fiz talharim com cogumelos.
outra. outra. e uma pequena explicação nos comentários.

talharim com cogumelos

algumas contas

não tenho por hábito ver o que é mais barato num sítio e mais caro noutro e a partir daí, fazer as minhas opções. preciso, compro e consumo, sem olhar muito a preços.
antes, como era só para mim, nem sentia muito o preço acrescido dos produtos biológicos. agora, com mais duas pessoas, a história já não é a mesma.
há mais de dois anos que vou à feira biológica no príncipe real e este sábado fiquei um pouco alarmada. sinceramente, acho que os preços aumentaram bastante. gastei mais de dez euros e trouxe muito pouca coisa.

preços que fiz questão de apontar para comparar:

:: na feira, o tomate biológico e espanhol estava a cerca de 4,70€/kg, pelo menos num stand. achei exageradamente caro e, ainda por cima, espanhol. não trouxe. nesta altura já existe bom tomate português (apesar de não ser biológico, prefiro sempre os produtos nacionais). fui até ao miosótis e lá, o tomate também biológico mas português, estava a cerca de 2,80€/kg. continuando com a comparação, no continente, português e não-biológico, estava a 1,48€/kg (mais baixo que o normal). [optei pela solução tomate-português-biológico]
:: antes, comprava leite biológico agros meio gordo (há pouco tempo surgiu também o magro) a cerca de 1,44€ o pacote no continente (1,50€ no miosótis). agora é impraticável. então, optámos pelo leite agros "normal" (cerca de 0,68€).
:: cá em casa consomem-se doces, compotas, geleias, marmeladas e afins. na hora de comprar, optamos sempre pelo mais natural, o menos processado-industrialmente possível, sem E's, sem corantes nem conservantes, sem aditivos desnecessários e com a menor quantidade possível de açúcar. há uma boa oferta de doces no mercado, mesmo com estes pré-requisitos todos. no entanto, o preço é elevado. 2,30€ por 240g (o último que comprámos, de morango, que já acabou e que até nem foi dos mais caros). para além de termos uma colecção avantajada de potes, boiões, frascos e frasquinhos de vidro. assim, decidimos que a partir de agora vamos mesmo fazê-los em casa. preço do morango: 3€ e tal no miosótis e 2€ e tal no continente, por quilo + açúcar + tempo de cozedura = melhor doce, caseiro e alguns eurozitos poupados.

[nota: ninguém cá em casa é forreta, nem levamos a vida a reclamar de dinheiro! mas gostamos de comer bem sem levar o resto do mês a fazer ginástica.]