continuo. continuo. continuo. por aqui. e sem nada para contar, que valha o momento, para depois recordar. por vezes divirto-me a ver o que escrevi há um ano atrás e cada vez mais acredito no subtítulo: a minha vida faz-se ao contá-la e a minha memória fixa-se com a escrita; o que não ponho em palavras (ou em fotografia, acrescento) no papel, o tempo apaga-o (apesar de estar de costas voltadas à escritora). a partir de amanhã volto a ficar sozinha, só que desta vez, de uma forma mais tranquila e com a prometida ida a salamanca.-fotografia: mosteiro dos jerónimos com papel celofane amarelo (roubado à mara :) a fazer de filtro e com uns pequenos ajustes de contraste em tóshop. depois dos flocos de neve fiquei com vontade de experimentar outras cores. gostei do resultado.

ontem pass(e)ei calmamente pelo jardim da gulbenkian e pude fotografar a estrutura de ensombramento, feita a partir de tecidos africanos pela arquitecta teresa nunes da ponte.fomos (fui com o pedro) ver a exposição 50 anos de arte portuguesa comemorativa dos 50 anos da fundação calouste gulbenkian (mais e mais). estão presentes muitos nomes mas só apontei os que, pelas mais diversas razões, me despertaram interesse (e como não fotografei a obra correspondente agora já não me recordo). pedro cabrita reis (aqui), josé espiga pinto, fátima vaz e helena lapas (via ervilha), isabel magos, nuno cera, um vídeo de joão onofre inspirado no kraftwerk (we are robots) do álbum men machine, entre muitos outros.
ando com os dias trocados e não que os queira, mas têm acontecido assim. hoje com a casa cheia e amanhã nem tanto mas com tanto ou mais por fazer. pelo menos o almoço está decidido, pensado e repensado e não vou estar sozinha. e ainda houve tempo para ir ver os cinquenta artistas dos cinquenta anos da gulbenkian. fotografias há, só que não tive com disposição nem vontade de as descarregar e muito menos de as ver. fica para amanhã. em vez disso, li on-line. não arrumei roupa e afins, não seleccionei o que devia, não li mais do que queria, não fiz o que devia...
na sexta fomos até tavira, andámos pela cidade, vimos uma exposição e fizemos um trilho pedestre até à praia do barril (cerca de quatro quilómetros, ir e vir).sábado e domingo foi passado na praia a aproveitar o magnífico sol. desta vez não vi nenhuma marcha mas deu para conversar.na segunda retomei a rotina à mistura com o limpa e lava.e hoje éramos para ter ido à trienal (blog) mas, em vez disso, esclareci algumas dúvidas e curiosidades e fiquei ainda com mais vontade de aprender.-nestes dias lembrei-me da nokina que uma amiga me deu (parabéns tânia!). limpei-a, comprei rolos e pilhas e usámo-la. agora é o scanner que não quer funcionar e ainda só digitalizei um negativo. entretanto, em busca pela marca (que tanto me faz lembrar a nikon) encontrei um grupo no flickr dedicado às ugly cams (totalmente em plástico) e às fake cams (que imitam as grandes marcas mas valem pouco: nokina para nikon, canomatic para canon, olympia para olympus). a minha máquina (parecida com esta) não tem visor directo e apresenta um pequeno monitor (conceito-quase-lcd) que inverte a imagem e não a centraliza na realidade. o ideal foi mesmo nem olhar para nada e disparar. a focagem também não existe (mas dá para controlar o diafragma) e algumas fotografias ficaram em todos azuis, outras em vermelhos e quase sempre com uma mancha luminosa.-depois do convite da rita, tenho-me intrigado sobre sete factos about me. não é fácil, porque à partida não me parece que haja nada de muito relevante. mesmo assim, já-me descobri alguns e hei-de escreve-los brevemente.

feliz solstício de verão. o nosso vai ser comemorado amanhã, porque hoje levámos o dia em viagem. -fotografia: à estátua representativa do verão no jardim do palácio do cristal (aquando da rápida visita ao porto)
já nem devia estar por aqui. mas vou-me mantendo acordada (galão?).entretida a ver fotografias de outros, um blog que entrou recentemente nas minhas feeds, a jogar boomshine [via] e a ajudar no ajuste de conteúdos palavrísticos de índices, cabeçalhos, rodapés, secções, quebras e outros afins.-porque nem só de paisagens feias vivem as cidades, o post dedicado mostra o que consta ser um dos mais bonitos pôr-do-sol. a pastelaria ramos fica para uma próxima oportunidade. amanhã de manhã lisboa, à tarde silves. para no domingo parar de vez no meio das três.
perdi-me por vários links. alguns maravilhosos, outros detestáveis ou inimagináveis.mas todos inspiradores.não deixo aqui nenhum por ainda não ter visto todos.e com isto, devia actualizar os meus links (aqui de lado). os pessoais. os que não passo um dia sem os ver. os dos (blog)amigos. os que vejo de vez em quando.