Retrato dum amigo enquanto falo.
O título de um livro da Eduarda Dionísio.
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10.9.16
12.4.16
só porque andei a procurar imagens

E em jeito de terminar o assunto.
Até porque esta semana devolvo o livro.
1. 2. Sylvia Plath in love: a mesmerising portrait of the tragic poet as a young, sexually uninhibited sun-loving party girl - told by the lovers she discarded for Ted Hughes
3. 20 quotes from Sylvia Plath
4. fotografia conceptual, cena do suicídio de Sylvia Plath
What you don't know about Sylvia Plath
bondade
A bondade plana perto da minha casa.
A Dona Bondade, ela é tão simpática!
As jóias azuis e vermelhas dos seus anéis de fumo
Nas janelas, os espelhos
Enchem-se de sorrisos.
Que há mais real do que o gemido de uma criança?
O gemido de um coelho pode ser mais selvagem
Mas não têm alma.
O açúcar tudo cura, é o que diz a Bondade.
O açúcar é um fluido necessário,
De cristais que sai como um pequeno penso.
Ó bondade, bondade
A apanhar delicadamente os grânulos!
As minhas sedas japonesas, borboletas desesperadas,
Para fixar a qualquer momento, anestesiadas.
E lá vens tu, com uma chávena de chá
Numa auréola de vapor.
O jacto de sangue é poesia,
Nada o pode estancar.
Tu trazes-me dois filhos, duas rosas.
(Poema de Sylvia Plath, no livro Ariel)
Já tinha destacado uma parte mas como gostei e fiquei a pensar nos versos (a fazer a minha interpretação), decidi copiar todo o poema para aqui. Na realidade, ia copia-lo para o meu caderno, como não o encontrei, escrevi em rascunho para não me esquecer a passa-lo depois. E agora, reli e decidi publica-lo.
Quando se lê livros da biblioteca é difícil dizer o pronto, acabou, vou entrega-lo. E quando se trata de poesia, fica ainda mais difícil. Desta vez, pedi mais quinze dias só porque sim. Para tê-lo ali, em cima da mesa, caso me apeteça o tulipas ou papoila ou o 39º ou o daddy ou o invernar. Talvez até vá copiar mais um poema para o caderno.
Para mim, não é nada fácil ler poesia. Não consigo ler onde normalmente leio, nos transportes e quase sempre com barulho à volta. A meio de um poema, volto atrás para reler outro, para depois continuar. Acabo por estar sempre a tentar ler nas entrelinhas, a tirar conclusões, a tentar perceber o que quererá isto dizer. Torna-se cansativo, por vezes. No fundo, nunca me libertei daqueles exercícios de interpretação dos poemas, que nos pediam para fazermos na escola.
Com a Sylvia Plath, primeiro li A Campânula de Vidro, em prosa e em jeito de autobiografia. É um romance, uma descrição de uma parte da vida dela. Gostei muito e li em menos de nada. Houve até alguns episódios que me perturbaram mas que foram essenciais para, a seguir, entender o tom dos poemas do Ariel e conseguir fazer as ligações (óbvias) à sua vida.
Encalhei na Sylvia Plath, quando vi o filme Annie Hall. O comentário jocoso do Woody Allen chamou-me a atenção.
28.2.16
faz pouco mais de uma semana
que o Umberto Eco morreu.
Vi il nome della Rosa e até que gostava de ler il pendolo di Foucault.
Só que entretanto comecei l'étranger e já pedi the bell jar.
Vi il nome della Rosa e até que gostava de ler il pendolo di Foucault.
Só que entretanto comecei l'étranger e já pedi the bell jar.
o mestre e a margarita, mikhaíl bulgákov
Hoje terminei o livro O Mestre e a Margarita.
Estas ilustrações são da mesma cena, no Teatro de Variedades durante o espectáculo de magia negra.
A história é tão visual que dei por mim a pesquisar por imagens e ilustrações do livro.
26.3.15
[estar no quadrante ii]
Dou por mim a comprar a maior parte dos livros que tenho requisitado na biblioteca.
Compro geralmente em segunda mão, quando os encontro nos alfarrabistas ou online.
Hoje fui entregar um livro que não terminei de ler e ainda não o encontrei.
Logo agora que tinha decidido fazer os exercícios sugeridos e tudo.
Não gosto de deixar as coisas assim a meio.
Compro geralmente em segunda mão, quando os encontro nos alfarrabistas ou online.
Hoje fui entregar um livro que não terminei de ler e ainda não o encontrei.
Logo agora que tinha decidido fazer os exercícios sugeridos e tudo.
Não gosto de deixar as coisas assim a meio.
21.3.15
10.3.15
#pararparaler
Passei o fim-de-semana como dantes era comum.
Desde que vim para Lisboa que adiava a inscrição nas bibliotecas. É incrível aquilo que adiamos durante tanto tempo, sem qualquer razão (por preguiça? procrastinação?). E é ainda mais incrível, dizer que quero ler um determinado livro e que não me dá jeito compra-lo, quando nas bibliotecas existem três e quatro exemplares, em vários pontos de Lisboa. Enfim!
No fim do ano passado, lá fui eu à biblioteca que fica bem perto da loja. O catálogo online, as reservas e os emails funcionam lindamente. Procuro o livro que quero, envio o email para a minha biblioteca e dois ou três dias depois, recebo a resposta para ir levantar o livro. O que andei a perder!
No sábado, fiquei na doca de Belém até o sol se pôr e deixar de conseguir focar as letras.
Parar para ler
5.3.15
agora tenho 'hora de almoço'
Desde que tenho um espaço de trabalho fora de casa [ainda não sei muito bem como chamar: loja? fábrica? espaço? atelier?], já mudei de rotinas mil e uma vezes. Mas parece-me que agora acertei, ou pelo menos estou perto disso. Nestas últimas semanas, o ritmo de trabalho tem fluído bem, o que faz com que fique com a sensação de dever cumprido diariamente. Tenho ido todos os dias aos correios! Dedico dois dias semanais à produção exaustiva de granola. E fico com os restantes dias para tratar das trezentas-mil-coisas que, isto de estar à frente de um negócio sozinha, implica (um dia hei-de fazer um post sobre isto!).
Passo a maior parte do dia de trabalho sozinha, completamente embrenhada no mundo dos cereais e dentro de uma cozinha com balcão de loja. Até agora, almoçava enquanto fazia coisas básicas, como a actualização do estado das encomendas e a responder a interações rápidas em redes sociais.
Depois da minha última revisão ao meu método de trabalho e (re-re-re)organização de tempo*, cheguei à conclusão que preciso de uma hora definida de almoço. Não tem sido exactamente uma hora. Mas tem sido o tempo suficiente para agarrar na marmita, no copo de chá e ir para o parque, que fica bem perto da loja, logo ao virar da rua. Ainda sobram uns quinze minutos para ler e apanhar sol. É uma pausa (boa) a que me tenho obrigado. Para já está a resultar e quando volto à loja vou com outra energia (o sol faz maravilhas, não faz?). E quando voltar a chuva? Pois não sei, vou ter que arranjar uma alternativa.
* é algo que faço regularmente e de forma muito natural; estou sempre a aperfeiçoar a rotina diária e semanal, rentabilizar o tempo entre tarefas, evitar distrações e perdas de tempo; organização tem sido mesmo a palavra-chave nestes três anos de doSEMENTE.
* é algo que faço regularmente e de forma muito natural; estou sempre a aperfeiçoar a rotina diária e semanal, rentabilizar o tempo entre tarefas, evitar distrações e perdas de tempo; organização tem sido mesmo a palavra-chave nestes três anos de doSEMENTE.
28.2.15
23.2.15
cheguei ao algarve
Caia-se tudo. Caia-se o lar e os degraus. Caia-se sempre. É um delírio de branco.
Sentadas nas esteiras sobre os calcanhares, nas casas forradas de junco ou de palma, fabricam as alcofas, a golpelha em que se transporta a alfarroba e o figo, e as alcofinhas mais pequenas, chamadas alcoviteiras. Ainda há pouco tempo todas usavam cloques e bioco*. O capote, muito amplo e atirado com elegância sobre a cabeça, tornava-as impenetráveis.
(Raul Brandão, Os Pescadores, 1923)
*a ler mais tarde porque agora não consigo largar as últimas páginas do livro:
Proibido usar burka no Algarve no A bem da nação;
Côca, Biuco e Capelo no Trajes de Portugal;
Biôco: a burka à algarvia que acabou por decreto no Observador.
Sentadas nas esteiras sobre os calcanhares, nas casas forradas de junco ou de palma, fabricam as alcofas, a golpelha em que se transporta a alfarroba e o figo, e as alcofinhas mais pequenas, chamadas alcoviteiras. Ainda há pouco tempo todas usavam cloques e bioco*. O capote, muito amplo e atirado com elegância sobre a cabeça, tornava-as impenetráveis.
(Raul Brandão, Os Pescadores, 1923)
*a ler mais tarde porque agora não consigo largar as últimas páginas do livro:
Proibido usar burka no Algarve no A bem da nação;
Côca, Biuco e Capelo no Trajes de Portugal;
Biôco: a burka à algarvia que acabou por decreto no Observador.
12.2.15
remendar redes

Felpham, UK, 1910s


Penmarch, França, 1929

Canopus, Egipto, 1940











Na Foz são os pescadores que fazem as redes, sentados no areal, com a primeira malha metida no dedo grande do pé, na mão direita a agulha com o fio e na mão esquerda o muro. As melhores redes eram as de ticum, e o melhor ticum o que se vendia em Lordelo.
As redes são muito variadas. (...) A rede quando vem do mar é lavada, seca e encascada. Depois remenda-se e mete-se nos cestos. Há também diferentes linhas e espinéis...
Raul Brandão, Os Pescadores, 1923.
10.2.15
ensaio sobre lisboa

No sábado de manhã aproveitei que tinha de ir comprar uns frascos grandes para a loja, saí mais cedo, fiz o que tinha a fazer num instante e fui deitar-me ao sol. Estava um daqueles dias de inverno de céu muito claro, sol e um frio de rachar. Fiquei horas no miradouro do Adamastor até começar a ferver e tirar casacos. Terminei o último livro: Ensaios sobre o amor.
quando um livro influencia inconscientemente as escolhas
Estou desde ontem a pensar num destino para umas hipotéticas mini férias (dois dias nem deviam ser considerados férias sequer) de Carnaval e dei por mim a escolher zonas litorais e de pesca, à procura das mesmas descrições de cores, paisagens e pessoas. De Caminha às Berlengas? Montedor? Viana? Foz do Douro?
A ler, ainda estou na Póvoa do Varzim.
A ler, ainda estou na Póvoa do Varzim.
31.5.13
compras online
1- Coisas verdadeiramente inúteis que compro no ebay por tuta e meia.
Agora que tenho o cabelo comprido como nunca me lembro de o ter, por vezes alterno entre tranças e penteados dos anos noventa.
2- Depois do dia de trabalho doSEMENTE e do trabalho ikea, chego a casa e leio sobre marketing digital.
13.10.12
A tradição do pão em Portugal, de Mouette Barboff
Tem imensas fotografias. Texto interessante. É sobre o pão e tem selos.
Basicamente, tem tudo para não lhe ter resistido.
Primeiro vi-o no site dos CTT, depois namorei-o por várias semanas e agora, finalmente, consegui compra-lo. E ainda espero conseguir enviar encomendas doSEMENTE com os selos desta colecção.
(Tirei imensas fotografias, como não consegui escolher apenas duas ou três publiquei quase todas.)
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