levei o dia todo de pijama [e que bem que sabe!], sentada no sofá, com as janelas todas abertas e com o sol a entrar pela casa adentro. vi muitas imagens. passei grande parte do dia a tricotar meias. parei para improvisar um almoço para dois e um jantar para três. voltei ao sofá para ler e voltei a tricotar até me cansar.
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26.1.10
22.1.10
agulhas
hoje decidi dar uma arrumação ao cesto das lãs. separei os novelos as que vou usar brevemente dos outros (a maior parte deles, restos). dobrei e empacotei alguns tecidos. organizei os meus projectos a tricotar nos próximos tempos. entretanto descobri que ainda me falta terminar uma meia que comecei quase no verão do ano passado. e em relação às agulhas ainda não sei muito bem como nem onde as guardar para que fiquem seguras e bem longe dos dentões dos gatos (!).
deste majestoso conjunto (que aqui não está completo) apenas as agulhas circulares e as de duas pontas são minhas. a maior parte são (eram?) da minha mãe e outras da mãe do hélder.
deste majestoso conjunto (que aqui não está completo) apenas as agulhas circulares e as de duas pontas são minhas. a maior parte são (eram?) da minha mãe e outras da mãe do hélder.
1.10.09
tecelagem
empreita
A D.Odete a fazer empreita na Fatacil (uma feira anual de artesanato em Lagoa, que este ano comemorou os trinta anos e que faz parte dos meus rituais de visita no final do mês de Agosto).
Estivemos mais de uma hora de conversa, trocámos contactos e prometi-lhe uma visita à sua oficina em Boliqueime (Loulé) durante o Inverno, que é quando tem mais tempo disponível.
Pelo meio fiquei a saber que ela é a artesã de empreita que participa no projecto cultura intensiva dos designforfuture, que eu tinha ido ver nessa mesma manhã a Olhão. Esse projecto pode agora ser visto durante a experimenta design cá em Lisboa (a Rosa já viu).
Estivemos mais de uma hora de conversa, trocámos contactos e prometi-lhe uma visita à sua oficina em Boliqueime (Loulé) durante o Inverno, que é quando tem mais tempo disponível.
Pelo meio fiquei a saber que ela é a artesã de empreita que participa no projecto cultura intensiva dos designforfuture, que eu tinha ido ver nessa mesma manhã a Olhão. Esse projecto pode agora ser visto durante a experimenta design cá em Lisboa (a Rosa já viu).
17.9.09
outras mudanças
durante os meses de verão usei uma divisão da casa como local de trabalho. agora que o ano lectivo vai começar, tive que limpar esse espaço e abandoná-lo. o portátil voltou para a sala, a máquina de costura para o chão, os livros 'para ter sempre à mão' para uma prateleira no quarto, o cesto das lãs para um canto da sala e as caixas e caixinhas para onde couberem. tentei aproveitar até ao último minuto mesmo assim ainda fiquei com alguns projectos pendentes. nunca me custou tanto esta mudança.
7.9.09
empreita iii
empreita ii
com um atraso de mais de um mês, aqui estão as fotografias que acompanham este post.


as plantas. em cima: palma. em baixo: esparto.

muito concentrados

a tomar forma

as agulhas de cobre e a baracinha (que se usa para coser apesar de termos usado agulha de tapeçaria e fio branco)

resultado final (muito imperfeito apesar disso está a uso cá em casa, em cima da secretária com cabos usb, pens, carimbos e post-its)
[todas as fotografias, com excepção da última, são da autoria da marta santos, que organizou os passeios e as respectivas oficinas. obrigada!]
as plantas. em cima: palma. em baixo: esparto.
muito concentrados
a tomar forma
as agulhas de cobre e a baracinha (que se usa para coser apesar de termos usado agulha de tapeçaria e fio branco)
resultado final (muito imperfeito apesar disso está a uso cá em casa, em cima da secretária com cabos usb, pens, carimbos e post-its)
[todas as fotografias, com excepção da última, são da autoria da marta santos, que organizou os passeios e as respectivas oficinas. obrigada!]
4.9.09
não esquecer
: a colocar na lista de compras uma tesoura como deve ser, daquelas que cortam qualquer tecido até com uma mão esquerda e outra mais pequena.
: a comprar linhas (o branco e preto nem sempre são solução para tudo) e uma série de outras pequenas coisas que sempre pensei que tivesse.
: a ir cortar o cabelo.
[obrigada por todos os comentários. o fígaro está melhor!]
: a comprar linhas (o branco e preto nem sempre são solução para tudo) e uma série de outras pequenas coisas que sempre pensei que tivesse.
: a ir cortar o cabelo.
[obrigada por todos os comentários. o fígaro está melhor!]
21.8.09
museu do oriente
desde que abriu que ainda não tinha tido oportunidade de ir visitar o museu do oriente. tive que esperar por uma quinta à noite (iniciativa do instituto dos museus) para depois do jantar ir até lá. o museu esteve aberto até à meia-noite e sempre com muita gente [gente a mais para meu gosto até, mas não faz mal, é preferível assim].
vi primeiro a exposição temporária de fausto sampaio - viagens no oriente. segui para as exposições permamentes, presença portuguesa na ásia - o coleccionismo de arte do extremo oriente e deuses na ásia.
influenciada pela leitura e pesquisa dos últimos dias acabei por reparar e registar algumas fases do processo de fabrico da seda e alguns produtos finais. reparei também nos objectos (de ritual religioso?) feitos a partir de técnicas de cestaria (e nem sempre cestos) mas não consegui fotografá-los decentemente, por o ambiente ser muito escuro tal como a margarida referiu. no entanto percebo que não há melhor forma de fazer sobressair todas as cores tão características destes países, ao longo de toda a exposição.
estas duas últimas pinturas são uma espécie de postais ilustrados que retratam as fases do processo de fabrico da seda na china, um dos principais produtos exportados para o ocidente.
12.8.09
improvisar
já tinha reparado nelas mas foi a partir dos sempre tão interessantes posts da mary que passei a associar-lhes a um nome, rodilhas. depois com um olhar mais atento fui encontrando algumas também, nas galerias da amazónia (museu etnologia), no festival de ranchos folclóricos e outras tantas que não fotografei.
durante o workshop, no cenário de ir-à-fonte, uma das senhoras improvisou uma rodilha para conseguir equilibrar mais facilmente a bilha cheia de água sobre a cabeça. (clicar na fotografia seguinte para ver maior)
workshop de rodilha pela mary: material, parte 1, parte 2, parte 3
a rosa também lhes dedica alguns posts: rodilhas, para que vos quero
3.8.09
empreita
no sábado fui até tavira para um workshop de empreita de palma (que de esparto tem mais que se lhe diga). tal como o tricot, para mim fazer o entrançado é muito tranquilizante e vicia muito muito. a intenção era fazer um pequeno cesto. então depois de um metro de empreita foi necessário coser. e aí a coisa não me correu tão bem. é preciso algum jeito para ir moldando a empreita e costurando as ramas (que no tricot são as ourelas) para que a linha não fique visível. em vez de linha, para coser deve-se usar fio de palma torcido, a baracinha, numa agulha de cobre bem grande e pesada. mas usámos simplesmente linha grossa numa agulha de tapeçaria.
trouxe um baggu cheio de palma já seca e pronta a usar. durante esta semana vou aproveitar que ainda tenho os ensinamentos bem frescos na memória e vou treinar. o h. conseguiu fazer um pequeno cesto que já está a uso cá em casa. mas ele aprendeu a fazer empreita na escola primária e ajudou a avó quando era mais novo. [ainda se ensinam estas coisas na escola primária?! na minha já só se ensinava ponto cruz e bilros.]
tirei poucas fotografias e ainda estão na máquina. assim que surgir oportunidade coloco aqui as fotografias do workshop.
vim com uma série de bibliografia apontada sobre o assunto em questão, que espero conseguir encontrar e ler nos próximos tempos.
no primeiro fim-de-semana de setembro, irá haver outro workshop desta vez sobre o pão, no qual já me inscrevi. (inscrições no palácio da galeria em tavira)
trouxe um baggu cheio de palma já seca e pronta a usar. durante esta semana vou aproveitar que ainda tenho os ensinamentos bem frescos na memória e vou treinar. o h. conseguiu fazer um pequeno cesto que já está a uso cá em casa. mas ele aprendeu a fazer empreita na escola primária e ajudou a avó quando era mais novo. [ainda se ensinam estas coisas na escola primária?! na minha já só se ensinava ponto cruz e bilros.]
tirei poucas fotografias e ainda estão na máquina. assim que surgir oportunidade coloco aqui as fotografias do workshop.
vim com uma série de bibliografia apontada sobre o assunto em questão, que espero conseguir encontrar e ler nos próximos tempos.
no primeiro fim-de-semana de setembro, irá haver outro workshop desta vez sobre o pão, no qual já me inscrevi. (inscrições no palácio da galeria em tavira)
27.3.09
do coberto vegetal, à tecelagem e aos artefactos
no domingo passado fui passear até mealha e cachopo, no interior do concelho de tavira. já tinha ido a cachopo guiada pelas placas invulgares mas desconhecia tudo o que vi. o passeio foi muito bem organizado pelo palácio da galeria/ câmara de tavira (já referido aqui).
o tema deste primeiro passeio foi o coberto vegetal, a tecelagem e os artefactos, no qual foi possível interpretar o território através dos ciclos de apanha, tratamento e transformação sugeridos pelo ciclo anual da paisagem humanizada serrana*.


a visita começou pela mealha. percorremos grande parte da aldeia, olhámos as construções e algumas das suas particularidades, os fornos, o interior das habitações já não habitadas, a paisagem e a vegetação. falámos com os aldeões, vimos e entrámos nos palheiros.


o passeio seguiu para o atelier da d. beatriz que nos mostrou o seu tear. ensinou ainda a urdir, a encher a canela, que depois encaixa na lançadeira e é esta que vai ser passada pelos fios da urdidura [nota: os fios da urdidura são os fios ao longo do tear e os fios da trama são os conduzidos pela lançadeira] e a tecer, pelo abaixamento e levantamento alternado de cada série de fios*.

seguimos para a loja-atelier da d.conceição que também faz meias com cinco agulhas e que nos mostrou o seu trabalho e outros teares.


voltámos para cachopo para almoçar e para ver o museu vivo com visita guiada. a d.otília explicou e exemplificou quando possível as voltas que o linho dá até ao produto final.
a linhaça é semeada e colhida. depois o colmo e a espiga amarelecem e são sacudidos ou mastovados. a linhaça é depois curtida ou alagada e demolhada durante uma semana. depois secada e pisada a malho. depois é tasquinhada com paleta de madeira, separando as fibras mais longas dando origem ao fio de linho e as mais curtas à estopa. as fibras são fiadas com fuso e roda de fiar* ou como se fazia antigamente quando havia tempo com a roca.
mas pelos vistos todo este processo ainda se mantêm [ou vão-se mantendo!].
a d.otília mantém para além do museu vivo, o quiosque o moinho que promove os produtos e costumes da zona de cachopo [e dá formação em tecelagem manual?]. para além disso, disse-nos que teve formação no tratamento e processamento do linho e em tinturaria natural e que por isso ainda cultiva algumas plantas para esse fim.
o passeio terminou com uma visita ao núcleo museológico de cachopo, onde estão retratadas as actividades (com alguns dos respectivos utensílios) e os costumes serranos que ainda se mantêm [a muito custo?].
:: todas as fotografias do passeio aqui.
[agradeço à marta santos que tão bem nos orientou durante o passeio e que disponibilizou alguma informação acerca das três artesãs.]
* retirado e/ou adaptado do panfleto informativo do passeio.
o tema deste primeiro passeio foi o coberto vegetal, a tecelagem e os artefactos, no qual foi possível interpretar o território através dos ciclos de apanha, tratamento e transformação sugeridos pelo ciclo anual da paisagem humanizada serrana*.
a visita começou pela mealha. percorremos grande parte da aldeia, olhámos as construções e algumas das suas particularidades, os fornos, o interior das habitações já não habitadas, a paisagem e a vegetação. falámos com os aldeões, vimos e entrámos nos palheiros.
o passeio seguiu para o atelier da d. beatriz que nos mostrou o seu tear. ensinou ainda a urdir, a encher a canela, que depois encaixa na lançadeira e é esta que vai ser passada pelos fios da urdidura [nota: os fios da urdidura são os fios ao longo do tear e os fios da trama são os conduzidos pela lançadeira] e a tecer, pelo abaixamento e levantamento alternado de cada série de fios*.
seguimos para a loja-atelier da d.conceição que também faz meias com cinco agulhas e que nos mostrou o seu trabalho e outros teares.
voltámos para cachopo para almoçar e para ver o museu vivo com visita guiada. a d.otília explicou e exemplificou quando possível as voltas que o linho dá até ao produto final.
a linhaça é semeada e colhida. depois o colmo e a espiga amarelecem e são sacudidos ou mastovados. a linhaça é depois curtida ou alagada e demolhada durante uma semana. depois secada e pisada a malho. depois é tasquinhada com paleta de madeira, separando as fibras mais longas dando origem ao fio de linho e as mais curtas à estopa. as fibras são fiadas com fuso e roda de fiar* ou como se fazia antigamente quando havia tempo com a roca.
mas pelos vistos todo este processo ainda se mantêm [ou vão-se mantendo!].
a d.otília mantém para além do museu vivo, o quiosque o moinho que promove os produtos e costumes da zona de cachopo [e dá formação em tecelagem manual?]. para além disso, disse-nos que teve formação no tratamento e processamento do linho e em tinturaria natural e que por isso ainda cultiva algumas plantas para esse fim.
o passeio terminou com uma visita ao núcleo museológico de cachopo, onde estão retratadas as actividades (com alguns dos respectivos utensílios) e os costumes serranos que ainda se mantêm [a muito custo?].
:: todas as fotografias do passeio aqui.
[agradeço à marta santos que tão bem nos orientou durante o passeio e que disponibilizou alguma informação acerca das três artesãs.]
* retirado e/ou adaptado do panfleto informativo do passeio.
11.3.09
mantas alentejanas
no outro dia vi estas bonitas mantas e lembrei-me que devia mesmo comprar uma ou outra.
fábrica alentejana de lanifícios, que (re)encontrei depois de ter ouvido a catarina portas a falar (de forma bastante inspiradora) sobre produtos tradicionais.
18.12.08
meias meias meias
por cá, a moda das meias pegou definitivamente e corre o risco de se tornar num vício.
até as de experiência estão em uso. o helder adoptou-as como meias de dormir.
tivesse eu mais tempo (ou pensado melhor e com maior antecedência) e este natal iam todos corridos a meias tricotadas por mim. assim, amanhã calhou-me uma tarde em busca de alguns presentes (coisas simbólicas ou até comestíveis) para os mais próximos.
a lã é uma trekking xxl 315, comprada na retrosaria.
16.12.08
hoje fui procurar lãs
não sei se é por ver tanta lã bonita pela internet mas fico sempre com a sensação que não há lãs diferentes à venda.
consegui comprar uma meada bem quentinha em tons de amarelo-verde e quis comprar uma para um cachecol para o helder (só este ano é que reparei que ele não tem nenhum cachecol de jeito!). procurei por uma mais escura e em vários tons. mas também não quero aqueles matizados horríveis, que me tentaram impingir e que me prometeram que fazem uns cachecóis muito fashion (?).
vou procurá-las aqui ou aqui.
consegui comprar uma meada bem quentinha em tons de amarelo-verde e quis comprar uma para um cachecol para o helder (só este ano é que reparei que ele não tem nenhum cachecol de jeito!). procurei por uma mais escura e em vários tons. mas também não quero aqueles matizados horríveis, que me tentaram impingir e que me prometeram que fazem uns cachecóis muito fashion (?).
vou procurá-las aqui ou aqui.
28.11.08
meia meia
uma meia meia feita,
outra meia por fazer;
diga-me lá, ó menina,
quantas meias vêm a ser?
não é meia. é inteira mas só uma. tem tantos erros como as letras do meu nome. mas o fio não é grande coisa [foi só para experimentar, foi só para experimentar]. para não ficar sozinha vou fazer-lhe uma companheira. como o fio que não é grande coisa não é suficiente, junto-lhe um outro azul que também não é grande coisa [mas é só para experimentar, mas é só para experimentar]. a próxima ficará melhor e a seguinte melhor ainda.
agora vou fazer as malas. bom fim-de-semana. volto na terça.
20.11.08
stitch stoppers
há uns meses procurei, na incerteza se existiria ou não, algo que não deixasse as malhas saírem das agulhas. é que estava a tricotar um gorro com as cinco agulhas e a usar um fio desadequado. ora, enquanto tricotava numa agulha as malhas saltavam da outra. não encontrei na baixa e acabei por remediar o caso com plasticina nas pontas. depois aqui numa das retrosaria da minha rua fui encontrar estes stitch stoppers. numa quase embalagem coberta de pó, muito antiga e com o preço ainda em centavos. após algumas tentativas de fazer a conversão, a senhora acabou por me pedir apenas cinquenta cêntimos.
são parentes destes muito mais modernos.

são parentes destes muito mais modernos.
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