uma meia meia feita,outra meia por fazer;diga-me lá, ó menina,quantas meias vêm a ser?não é meia. é inteira mas só uma. tem tantos erros como as letras do meu nome. mas o fio não é grande coisa [foi só para experimentar, foi só para experimentar]. para não ficar sozinha vou fazer-lhe uma companheira. como o fio que não é grande coisa não é suficiente, junto-lhe um outro azul que também não é grande coisa [mas é só para experimentar, mas é só para experimentar]. a próxima ficará melhor e a seguinte melhor ainda.
agora vou fazer as malas. bom fim-de-semana. volto na terça.
"quando um objecto nos diz alguma coisa, ele passa a ter vida e história. quando há um conhecimento profundo, passa a ter outra dimensão e essa ideia é transmitida nas imagens. a minha chávena de café tem uma vida. há um amigo meu que disse que é o meu auto-retrato porque me vê ao lado da chávena cada vez que vai a minha casa. "rita barros, na pente 10 (excerto desta entrevista).ontem na arte lisboa já vi algumas fotografias. agora quero ir ver as restantes.
uma das coisas que mais gosto nesta época é da gastronomia (ou doçaria). venham filhós, coscorões, pastéis de batata doce, bolo rei, sonhos, azevias e tudo.pelo que a minha mãe conta, a minha avó fazia filhós como ninguém. não sei se alguma vez as provei e actualmente ela já não as faz, com alguma pena minha. também nunca as fiz cá em casa (calculo que deva dar alguma trabalho e não me ajeito muito bem com frituras). esta veio mesmo da pastelaria aqui ao lado. é de abóbora e é óptima!
entretanto surgiu aqui uma dúvida: uma filhó - duas filhós ou duas filhoses? já recorremos a dicionários, ao priberam e google e até agora nada foi conclusivo. eu sempre disse filhós e o h. filhoses, para o plural de filhó.
há uns meses procurei, na incerteza se existiria ou não, algo que não deixasse as malhas saírem das agulhas. é que estava a tricotar um gorro com as cinco agulhas e a usar um fio desadequado. ora, enquanto tricotava numa agulha as malhas saltavam da outra. não encontrei na baixa e acabei por remediar o caso com plasticina nas pontas. depois aqui numa das retrosaria da minha rua fui encontrar estes stitch stoppers. numa quase embalagem coberta de pó, muito antiga e com o preço ainda em centavos. após algumas tentativas de fazer a conversão, a senhora acabou por me pedir apenas cinquenta cêntimos.
são parentes destes muito mais modernos.
na noite de são martinho fiz uma tarde de abóbora e tofu, acompanhada de castanhas cozidas e um copo de vinho para cada um.
a tarte foi uma adaptação de uma receita não vegetariana. na realidade as receitas adaptadas (como lhes chamo) são as que maior prazer me dão. de um modo geral, os livros vegetarianos são todos iguais, pouco muda. há sempre um tofu qualquer com natas, um guisado de seitan, um estufado de soja etc etc. cá em casa, abundam mais os livros de culinária dita normal do que os outros. vejo-os vezes sem conta, marco receitas e depois adapto-as. como é óbvio, nem todas as receitas são adaptáveis mas quando vejo que há uma possibilidade ponho-lhe logo um sticker.a receita original desta tarte veio do chucrute com salsicha e em vez do tofu leva frango. pareceu-me a ideal para a noite de são martinho e para gastar a abóbora-cajado que tinha cá em casa.para a massa (que é muito simples e rápida de se fazer):2 chávenas de farinha de trigo170 gr de margarina culinária (usei a vaqueiro e como foi a olhómetro acho que pus muito menos)1/2 colher de chá de sal1/2 chávena de água gelada1 colher de sopa de manjericãopus todos os ingredientes (menos a água) numa vasilha e misturei tudo com a batedeira, com as pás próprias para massa. aos poucos e poucos que fui juntando a água. no fim, acabei por amassá-la à mão e separei a massa em duas porções iguais. estiquei uma porção com o rolo e cobri uma forma (daquelas que sai o fundo). a outra parte da massa é para a cobertura.para o recheio:assei a abóbora no forno e reduzi a puré.refoguei uma cebola e o alho francês [na receita original é usado aipo, como não tinha foi mesmo alho francês] picada no azeite. depois juntei 400g de tofu cortado aos cubinhos e o puré de abóbora. mexi bem e temperei com sal, pimenta preta e branca.recheei a tarte e cobri com a outra parte da massa já esticada. foi ao forno a 200ºc até a massa parecer estaladiça/ dourada.
:: da próxima vez que quiser ir até ao arena lounge [ia fazer um link mas nem me vou dar ao trabalho] ver seja lá o que for, mais vale ficar em casa e não perder o último episódio do weeds.
o que praticamente não vi e ouvi muito mal :: hollywood, mon amour

para ver se retomo uma das coisas que mais gosto de fazer.
ando empenhada em terminar o portfolio. não está fácil. o portátil precisa urgentemente de uma formatação. a falta de espaço é o menos. pior é a falta de memória (voltei a pedir emprestada a do portátil do h.). então passo os dias sem internet, para puder desligar o antivírus e uma série de programas que estão sempre abertos. antes contornava essa situação dividindo os projectos por vários ficheiros. agora tenho de os compilar num só ficheiro para os resumir num a3. por vezes faço copy and paste e vou até aos indianos comprar fruta e quando volto ainda está tudo bloqueado. então vou para a cozinha até tudo ficar bem. também tenho sempre uma revista ao lado para ler nos entretantos. é incrível como o tamanho dos ficheiros foi aumentando de ano para ano. mas o que lixa tudo são os projectos de urbanismo, que são brutalmente pesados.nota1: hoje termino isto. tenho uma série de posts em linha de espera, não sei quantos emails por responder, feeds para ler, actualizações para fazer.nota2: para a próxima semana o portátil vai ser mesmo formatado. guardar o que interessa. lixo com o que não interessa. passar muita coisa para o disco externo e outras para o computador de casa (desktop). só não sei o que fazer com as milhares de fotografias que tenho. ocupam imenso espaço mas não consigo apagá-las. acho que vão sobreviver ao lado da música. tudo o resto sai. e talvez voltem os joguinhos [ai que saudades do gta!], que no terceiro ano tive de apagar por ocuparem muito espaço.
aqui guardado, ficou o post do fim-de-semana. fiz upload das não-sei-quantas fotografias para o flickr, estava a alterar nomes, tags, permissões etc etc e de repente deixei de conseguir aceder.assim que o flickr desemburrar o post aparece e (pelos vistos) as outras fotografias todas deste blog (já que estão todas alojadas no flickr).
depois dos dedos doridos de tanto descascar castanhas assadas, chego à conclusão que amanhã tenho ir à feira só para comprar castanhas com sabor a castanhas. é que as castanhas do minipreço, as mais baratas do que quaisquer outras aqui na rua, sabem rigorosamente a NADA. nem o sal nem a erva doce as salvaram.
estou sempre a mudar de wallpaper. quase nunca uso fotografias minhas. muitas delas costumam vir do flickr. e prefiro sempre as mais coloridas (ao contrário do h.).
assim vou deixar aqui um wallpaper (com duas resoluções), feito a partir de uma fotografia minha, de uns azulejos (claro!) em torre de moncorvo. actualmente é este que estou a utilizar.
para monitores 4:3 (resolução 1600x1200)
para monitores 16:9 (resolução 1600x900)
nouvelle vague daqui a pouco no campo pequeno.
já a terminar os posts das férias, [finalmente! quase dois meses depois] falta somente relatar o último dia naquela região.
então, assim que soubemos do tal temporal, reformulámos todo o percurso a fazer. arrumámos as tralhas do camping, decidimos ir passear com tudo atrás e ir dormir à (já nossa conhecida) pousada da juventude de vila nova de foz côa.como não existe ainda uma rota definida da terra quente, agarrámos no mapa e elaborámos um percurso não muito pensado. fomos primeiro a podence e à casa do careto (aliás, esta foi a principal razão da viagem). seguimos para a albufeira do azibo, uma praia fluvial de paisagem protegida.
aqui apeteceu-nos estender a capulana, deitar e ficar a ouvir os (poucos) pássaros. em vez disso, atirámos pedrinhas. passámos por macedo de cavaleiros e só parámos para almoçar em mirandela. depois fomos devagar, subindo e descendo os montes, parando e admirando a paisagem até torre de moncorvo.
durante a distância temporal entre estas duas fotografias muito se passou.quisemos ir conhecer a aldeia de cilhades (abandonada desde do séc. xix) e que após a construção da barragem do rio sabor (o mesmo que nos acompanhou quase todas as noites) irá ficar submersa (como aconteceu em vilarinho das furnas). fomos até felgar e a partir daí pedimos informações para ir até cilhades. seguimos, seguimos, seguimos, sempre a estranhar o caminho, entre oliveiras, numa descida vertiginosa. deixámos de achar qualquer piada ao caminho e quisemos voltar para trás. só que não conseguimos, ou melhor, o carro não conseguiu. patinava nas pedras e nem sequer arrancava. tirámos toda a bagagem, na esperança de ficar mais leve, conseguimos fazer inversão de marcha, mas subir era quase impossível. estávamos perdidos, desorientados, sem ter a mínima noção de onde nos encontrávamos e com o sol a baixar rapidamente. eu tremia por todos os lados. ligámos para os bombeiros de torre de moncorvo a pedir auxílio, como não conseguimos explicar onde estávamos de pouco adiantou [o nosso gps conseguiu avariar, sem arranjo, uns dias antes de sairmos de lisboa]. então, já desesperados e com a bagagem toda espalhada pelo chão, fizemo-nos à estrada a pé até felgar. agarrei num bloco de apontamentos e numa caneta e fui apontando TUDINHO para não nos perdermos (ainda mais) no regresso. pelo caminho, apanhámos boleia de um agricultor que nos deixou em felgar. esperámos pelos bombeiros e voltámos todos para onde tínhamos deixado o carro. conseguiram puxá-lo. eu ainda tremia (nunca me lembro de ter tremido tanto). sem querermos ver mais nada, fomos para a pousada descansar. o carro ficou a cheirar a pneu e a embraiagem durante dias.e no dia seguinte, mal abri as janelas foi esta a imagem que tive do temporal (que teve direito a alerta na televisão e tudo).
mais fotografias :: rota da terra quente + férias set'08 [set agora já completo]
está a ser penoso, rever os últimos seis anos da minha vida. pior ainda, seleccioná-los.pronto, deixei de adiar o inadiável. deixei de (me) dar desculpas.estive doente... estive a ler um livro... estive a ver se chovia... agora é o doclisboa, não dá... estive a arrumar... agora é para fazer o jantar...o que eu (penso que) queria mesmo, (acho que) não passa por aí. mas vou-me limitar a fazer como-deve-ser. depois logo se vê. mas se não tivesse que pensar em dinheiro, sei o que faria (ou o que não faria).[como diz a nazaré, só não quero é andar frustrada e depois obrigar os filhos a fazerem aquilo que não consegui!]e depois, até pode ser que não seja assim. ou que a coisa demore e tudo (aparentemente) se resolva.
antecipei-me e já a comprei, para não acontecer o mesmo que nos outros anos. a de 2008, só em fevereiro é que (re)apareceu. até lá, fui esboçando o que seria uma agenda ideal para mim. teria um mês em duas páginas, seguindo de uma semana em quatro. seria assim um misto de agenda e listografia mensal e semanal. idealizei quase página por página. e teria também etiquetas, muitas, símbolos autocolantes e muitos espaços para preencher. como não domino o mercado das agendas, apenas pensei em algo tendo em conta os meus gostos (e não o que existe). este fim-de-semana comprei uma agenda moleskine red, só pela cor. é uma agenda semanal com um bloco de apontamentos e um outro pautado, muito ao estilo das minhas listas (com labels e tudo). para além disso, traz ainda etiquetas autocolantes com símbolos e espaços extra (tabbed pages insert). sinceramente, não conhecia esta agenda mas achei-a tão parecida com aquilo que esbocei que fiquei impressionadíssima.fiquei com vontade de voltar a olhar melhor para os rabiscos que fiz e talvez a minha próxima agenda seja ainda mais minha.
mais deste fim-de-semana :: bilhetes + doces, compotas e conservas + muitos pastéis de batata doce + coscorões