30.10.08

rota da terra fria

[hoje, num momento de calmaria, decidi terminar os posts das férias. desta vez sobre a rota da terra fria.]

saímos do parque de campismo cedo (não tão cedo quanto desejável) e andámos, andámos, andámos. o primeiro destino foi moimenta e por fim, miranda do douro.


porta vermelha

desta rota (mais propriamente das pequenas aldeias), guardo na memória as senhoras quase sempre vestidas de preto, a caminharem com sacos à cabeça enquanto faziam meias, com as cinco agulhas, mais gastas que gastas. meias quase sempre brancas e azuis. com os novelos nos bolsos e lá iam elas. metemos conversa com uma mas não consegui fotografar (intimidei-me).


ahh está a fazer meia!?
sim menina, que isto no inverno é mesmo muito frio. meias para os filhos, para os netos e bisnetos. para aquecerem os pés.
[foi mais ou menos isto que ela me respondeu]

:D

este foi, sem dúvida, o dia dos souvenirs. desde do vinho (da cooperativa vinícola de sendim, do douro vinhateiro) ao azeite.
ao passar por sendim, fomos conhecer o atelier da artesã de pardo (ou burel) e surrobeco. explicou-nos as diferenças (que já não me recordo ao certo), que o pardo é muito quente (até pica), que actualmente se utilizam muito mais os (horríveis) sintéticos, etc etc. de lá trouxemos um surrão, um saco feito a partir de sacas para guardar cereais, muito grosso (parecido com este) e com aplicações de surrobeco (que à primeira vista, parece feltro). é/ era usado para transportar o almoço durante o inverno (porque conserva o calor) e que, cá em casa, guarda o meu actual trabalho em tricot. e um alforge, que era usado pelo homens [imagem aervilhacorderosa] ou pelos burros para transportar os utensílios do dia-a-dia. é sem dúvida um adereço masculino, no entanto, as mulheres também os usavam, nos burros, para ir até à cidade, transportando os filhos bebés em cada um dos compartimentos (explicado por uma senhora em bragança).

miranda do douro

este dia terminou com a notícia que no dia seguinte ao fim da tarde chegaria um temporal àquela zona, então começámos a arranjar alternativas (porque já temos experiência que chegue de acampar com chuva e ciclones).

mais fotografias :: rota da terra fria + férias set'08

[post não revisto. que vou ali encher-me de drogas e deitar-me]

...

ainda bem que ontem trouxe um monte de revistas e tralhas para ler. é que hoje praticamente ainda nem saí do sofá. e nem sei o que me deu para ir amassar pão no pique da febre. para além de tremer, alucinei por completo. e o pão ficou uma autêntica merda.

29.10.08

hoje

manhã: nada
antes do almoço: andar
almoço: açorda, num restaurante na rua castilho, com o meu pai e irmã
depois do almoço: percorrer a secção de revistas do el corte inglés atrás da wallpaper
tarde INTEIRA: no alfarrabista de conversa
resultado: catálogo de tapeçarias e cerâmicas contemporâneas belgas (por 0,50€) + muitos fascículos de uma colecção sobre azulejos portugueses. que não consegui saber o nome ao certo e nem está completa, com alguma pena minha (oferecido)

:: será que alguém desconfia de que colecção se trata? é que me parece muito interessante e, já agora, gostaria de a completar (ou pelo menos tentar). aqui em casa tenho onze fascículo (cada um com quinze páginas) e acho que devem existir muitos mais. as folhas já estão levemente amarelecidas e, à primeira vista parece-me que seja só sobre azulejos portugueses. e não sei rigorosamente mais nada acerca da colecção ::

:: :: (pequeníssimo índice do que tenho da colecção) evolução técnica e terminologia (p.29); alguns problemas de análise e interpretação (p.177); evolução geral da azulejaria portuguesa (p.185) :: ::

26.10.08

!!!

a minha vida também é feita de constantes falhanços.
e eu não consigo lidar bem com isso.

24.10.08

só para guardar

vista

e recordar uma fantástica noite acompanhada de um excelente reencontro, cheio de novas surpresas e constatações.
e ficar com a certeza que não se pode ficar tanto tempo sem conviver ou estar ou falar [ou simplesmente dizer um olá] com os (poucos) verdadeiros amigos.
e ficar ainda mais feliz e vir para casa com um sorriso permanente no rosto.

23.10.08

massa fresca (e seca) de espinafres

afinal não era esparregado mas não estava muito longe.
fiz massa fresca de espinafres e como me enganei nas medidas de farinha (porque os espinafres contêm muito água), a massa ficou mais mole. antes de a remediar deu para moldá-la à vontade e para a sessão de fotografias (do outro post) . depois foi seguir o processo normal. esticá-la e cortá-la em pappardelle e tagliatelle.
massa fresca de espinafres

e para experimentar o mais recente kitchen gadget [comprado na pollux, que tem uma série enorme de gadgets para usar com a máquina de esticar massa], deixámos a massa a secar durante a noite.
massa fresca de espinafres

nesse jantar, cozemos a massa fresca durante cinco minutos, juntámos os cogumelos refogados e misturados com ricotta e salpicámos tudo com parmigiano.
depois de cozida

no dia seguinte, foi só guardar a massa já seca num recipiente hermético, próprio para massa (e voltar às fotografias).
massa seca de espinafres

21.10.08

pão com geleia

o pão genuíno
com geleia
-

para o pão, seguimos tal e qual a receita. usámos uma panela de barro. ficou óptimo e acabou num instante.
a geleia deu-nos imenso trabalho mas compensou, ficou muito boa. afinal devemos fazê-la mais vezes (e teve mesmo de ser feita a quatro mãos, sozinha não teria conseguido espremer o pano).
para a geleia:
:: colocar todos os caroços e cascas dos marmelos no tacho. juntar a água da cozedura dos marmelos até cobri-los.
:: deixar ferver durante um hora.
:: filtrar a mistura por uma gaze (usei um pano de cozinha normalíssimo).
:: por cada litro de líquido obtido, juntar 750g de açúcar amarelo (só juntei 350g porque usei a água da cozedura dos marmelos para a marmelada, que já continha açúcar).
:: levar ao lume novamente até atingir o ponto desejado (mais ou menos espessa).



15.10.08

o que é?

homem verde sem dentes e indignado
é para comer.
e (hoje) não leva banana.

missão do dia:

acabar com o cacho de bananas que, de certeza, não dura muito mais do que um ou dois dias. é que os pais do h. têm uma bananeira (mais três filhotes-de-bananeira recém nascidos) plantada no quintal, repleta de bananas. uma das pernadas partiu-se com o peso do cacho. trouxemos algumas, que ainda não estavam bem maduras. e do dia para a noite, passaram de maduras-prontas-a-comer para demasiado-maduras-para-comer-à-dentada.

para os próximos dias: banoffee + bolo de banana + pão de banana

14.10.08

13.10.08

fazer meia

levei cerca de duas semanas a arrumar (e catalogar) pilhas de imagens, recortes, receitas, livros etc etc, que estavam amontoados cá por casa. infelizmente, na maior parte das imagens/ fotografias não apontei o autor/ fotógrafo, lembro-me somente dos artigos onde as fui encontrando. (quase) todas estas retratam o mesmo. umas vêem directamente dessa recolha e outras de alguns sites.

fazer meia
artigo recente sobre o conflito na geórgia (visão)

fazer meia
artigo sobre o papel das mulheres na sociedade

fazer meia
postal de 1904, bragança (portugal em postais antigos)

fazer meia
outra de bragança, mais actual (da microlito)

fazer meia
pedro almodóvar com a mãe (que não me parece que esteja a fazer meia). via montricot

fica a vontade (e inspiração) de querer muito ter tempo para avançar as minhas primeiras meias em tricot.

[as fotografias digitalizadas estão péssimas. precisamos mesmo de um scanner melhorzinho]

9.10.08

exposições

depois do percurso, voltámos à cidade de bragança para ver algumas exposições.
primeiro fomos até ao museu ibérico da máscara e do traje.

vestido de chita
os de podenceos de espanha

comprámos o catálogo da exposição (por ter sido o único registo que vimos à venda sobre as máscaras ibéricas) apesar da qualidade deixar muito a desejar. as fotografias têm uma péssima resolução e falta uma introdução óbvia ao contexto histórico-social desta tradição. depois descobri que é possível fazer o download do catálogo (com a qualidade de imagem ainda pior).

seguimos para o museu de arte contemporânea graça morais (inaugurado recentemente).
percorremos quase todo o edifício (o solar de sá vargas recuperado e a nova ampliação, da autoria do arquitecto souto moura). vimos as cores não dizem nada de gerardo burmester e pintura e desenho 1982 - 2005 de graça morais.

nós australopithecus
graça moraisgraça morais

desenho do h :: making of
mais fotografias :: exposições + férias set'08

8.10.08

percurso pedestre :: porto furado

no dia seguinte, fomos fazer um percurso pedestre pelo parque natural de montesinho. escolhemos o percurso três - porto furado.

posto 1 :: lameiros
posto 1 :: lameiros (que acompanha o curso da ribeira do vilar)

posto 2 :: falgueirão
posto 2 :: falgueirão (elevação granítica)

posto 3 :: barragem da serra serrada
posto 3 :: barragem da serra serrada (o topo do percurso)

posto 4 :: porto furado
posto 4 :: porto furado (sistema romano de armazenamento e condução de água)

upps :: erro
posto errado :: íamos tão distraídos que não vimos a placa com a informação de caminho errado. voltámos para trás, quando nos apercebemos que havia muito tempo que não víamos uma única placa.

posto 5 :: castro curisco
posto 5 :: no castro curisco (já na descida para a aldeia. presença de arte rupestre)

posto 6 :: montesinho (lá ao longe)
posto 6 :: aldeia de montesinho (ao longe)

download do percurso :: pdf (1178k) [o link ainda não está a funcionar em condições]
mais fotografias :: percurso pedestre porto furado + férias set'08

7.10.08

por incrível que pareça

tem-me faltado tempo para uma série de coisas.
tenho andado a (tentar) terminar uma lista enorme de to-do's. que antecedem os verdadeiros.
basicamente, ando-me a adiar.

4.10.08

coisas de hoje

:: fomos ao campera (eu nunca tinha ido). faz-me lembrar o algarveshopping. ir às compras de roupa está longe de ser o meu hobby predilecto, mas é sempre bom quando se consegue encontrar uma ou outra peça a menos de quatro euros e bastante actuais.
:: a não esquecer... evitar ir a centros comerciais durante o fim-de-semana.
:: as compotas começaram a escassear. comprei mais de um quilo de marmelos e já está no frigorífico a marmelada. com as cascas e caroços fizemos geleia (que não sei se voltarei a fazer, dá imenso trabalho).
:: finalmente fizemos (ou ainda está a fazer) o no-knead bread ou como eu lhe chamei, o pão genuíno. às 23h30 começou a levedar e só o iremos provar (se tudo correr bem) amanhã antes do jantar.
:: o meu telemóvel está a morrer. se tivesse dinheiro comprava um iphone.
:: queria ter ido ver le premier cri mas não deu para tudo (a não esquecer outra vez... evitar ir a centros comerciais durante o fim-de-semana).

2.10.08

beans

beans

mistura de feijões secos e de agora. hoje comi o primeiro dióspiro (algarvio e comprado aqui na rua). já chegaram as abóboras. hão-de vir as castanhas, os outros frutos secos e muitos mais.
na realidade, gosto mesmo do outono.
[outra volta?]

1.10.08

conhecer bragança

depois de chegar, de encontrar o posto de turismo, o centro de informação do parque natural de montesinho, o posto da região de turismo do nordeste transmontano e, finalmente, o parque de campismo, decidimos ir conhecer a cidade de bragança a pé. antes montámos o nosso arsenal todo e ainda tivemos tempo de chapinhar no rio sabor (mesmo em frente à nossa tenda).

cidadela
das muralhas

percorremos a cidadela pelas muralhas e depois pelas ruelas. seguimos para a outra parte, fora das muralhas. parámos na praça principal e acompanhámos o rio. admirámos bichos, árvores e fachadas. ao fim do dia, preparámos o dia seguinte.

praça
a outra parte da cidade

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