31.5.07

fake flowers

fake flowers i
fake flowers iii
fake flowers ii

entre um almoço lá fora e um estudo cá dentro, aproveito e registo o que não falta cá na rua.
gosto delas em vasos, cheirosas, bonitas, vivas e bem verdadeiras.

30.5.07

away

... para trabalho.
... para estudo.

a registar:

: a maratona da água & cidade
: steph parke + links
: gosto do volta
-
e hoje tudo como esperado. e amanhã volto à rua com a máquina.

o sentimento da solidão e da saudade

Só! - Ao eremita sozinho na montanha
Visita-o Deus e dá-lhe confiança:
No mar, o nauta, que o tufão balança,
Espera um sopro amigo que o céu tenha...

Só! - Mas quem se assentou em riba estranha,
Longe dos seus, lá tem inda a lembrança;
E Deus deixa-lhe ao menos a esperança
Ao que à noite soluça em erma penha...

Só! - Não o é quem na dor, quem nos cansaços,
Tem um laço que o prenda a este fadário,
Uma crença, um desejo... e inda um cuidado...

Mas cruzar, com desdém, inertes braços,
Mas passar, entre turbas, solitário,
Isto é ser só, é ser abandonado!

antero de quental
(sonetos completos, colecção clássicos)

29.5.07

história



e quase que ilustra o que vou fazer nos próximos dias... olhá-la.
com os dias quase elaborados: para que não sobre tempo a mais. para que o pensamento não levante voo. e acima de tudo, para desfazer, voltar a fazer e recomeçar ideias perdidas.
entre a leitura e a leitura, arrumei o cesto das lãs e vi que me falta realmente uma bolsa para as guardar todas as agulhas (protegendo-as dos dentes caninos do felino). vou ali ao lado buscar um tecido qualquer e improvisar...

28.5.07

hoje

cores: os laranjas estiveram mais bonitos e os azuis mal apareceram.
-
constatação: descobri um bom refugio para quem não se quer encontrar.

27.5.07

brodeuses

brodeuses
o vestido

ainda vi o filme brodeuses. sobre uma jovem rapariga bordadeira e grávida que decide entregar o bebé para adopção. consegue encontrar trabalho, a bordar e... termina, quando fica a saber que vai ter uma menina. não é um filme espectacular mas ainda consegui retirar-lhe algumas passagens/ cenas interessantes. e este último bordado, o vestido, que minucioso.

meia lua

meia lua café

troquei o acelerador pelo travão e toquei na esquerda quando era a direita que pedia. mais as voltas habituais e as horas voaram.
por isso e por muito mais encontrei outro restaurante vegetariano cá nas redondezas.
é o meia lua café (olá senhor fernando!), com bom atendimento, óptima comida, preço muito em conta e espaço agradável. irei mais vezes, decerto.

meia lua café contacto

25.5.07

para estes dias

a feira da ladra e também a alternativa (das dez horas às dezanove)
a feira do jardim da estrela (no domingo das nove e meia às dezanove horas) [via rita]
o encontro alternativo em sintra
não espero ir a todo o lado mas, a juntar à rotina, mais uma feira fica bem.
e o indio nacional amanhã e depois, la rabbia, no grande auditório.
-
senti-me plagiada mesmo sem ter inventado nada. eu talvez tenha plagiado. sinto que plagiaram o meu plágio.
-
quando a obra é reconhecida, o artista deve sentir-se lisonjeado.
a fotografia não tem direitos, mas tem autora.
por enquanto só reconhecida no silencio do instante, no barulho do click...
beijos

*joão

street installations



várias instalações urbanas de mark jenkins algumas com direito a vídeo e tudo. [via posto de escuta]

!!



a
pensar
no
fim de semana
!!

23.5.07

...

a trabalhar

aproxima-se o final de semana acompanhado do final aulas e tudo com muito projecto para ser feito e pensado. é sempre assim.
-
o fim de semana era para ser diferente mas vai ser igual.
-
há quase um ano descobri o conceito de permacultura (o conceito, um vídeo, um workshop) e hoje alguém a explicou e no fim-de-semana vai dar um workshop em sintra.
-
exotic asia market
às portas de lisboa. tenho de lá ir.

22.5.07

a sonhar

sonhei que lia uma receita. lombo de tofu no forno. e na preparação dizia para se colocar um naco de tofu dentro de uma enorme cavaca. e para levar ao forno. mas este não tinha cheiro nem sabor.

[ando a sonhar muito...]

21.5.07

fígaro

continuo a ler contra o fanatismo e recomenda-se. leitura fácil. pontos de vista que alteram a realidade que assumimos como certa. deste livro destaco muitas frases mas isso fica para quando o terminar. e por este, o seguinte deverá ser a fé em guerra, que aguarda desde agosto uma leitura mais intensa e politicamente esclarecedora acerca do mundo muçulmano.
-
de hoje mais nada (até surgirem mais fotografias).
para amanhã, trabalho.
de ontem, gatos, o meu e os da rua nas paredes:



na minha rua


existem gatos

música: marisa monte com o negro gato ou gaiteiros de lisboa com o aqui há gato...quem me tramou?

18.5.07

o estado do meu mundo

estes dias tenho visto alguns sites, que me inspiram e me motivam. quando tiver outra tarde como esta (passada a caminhar, a ler e a fotografar) logo os ponho por aqui, para não esquece-los nem para desaparecerem.
-
estou a programar um regresso ao muito anunciado colete. desta tem mesmo de ser. vou repensar no modelo e nas cores. quero usá-lo ainda este verão.
-
desert dream? se o estado do meu mundo me ajudar, lá estarei.
-
os blogs são autoritários, incentivam a passividade, pouco selectivos e irregulares.
podemos dizer tudo a um diário, mas dificilmente diremos tudo a um blog.
penso tantas vezes nisto, fará algum sentido? seremos voyeurs? meros observadores e curiosos da vida alheia. com ou sem sentido, gosto disto!

o que temos em comum?




o que têm em comum robert indiana (em cima) e joel-peter witkin (em baixo)?
ambos nasceram a treze de setembro, o primeiro em 1928 e o segundo em 1939.
e eu nasci no mesmo dia mas em 1984.

[artists' birthday calendar]

quem te viu, quem te vê

este homem é lindo

17.5.07

esta semana

esta semana não começou da melhor forma: manhã perdida, pão que não cresceu (vá-se lá saber o porquê), era só uma colher de shoyo e foram quatro ou cinco (puro acidente), outra manhã a dormir e mais outra, lasanha esquecida no forno e dedo queimado, pouca leitura e os dias que passam sem nada feito.
resta-me fazer com que termine melhor.
(que indisciplina)

16.5.07

sonho

ando tonta.
-
sonhei com sabor e cheiro e era tão real que podia jurar, quando acordei, que tinha uma travessa cheia de batatas a murro (da minha mãe) ao lado da cama. só voltei a recordar o sonho quando me apercebi que podia acompanhar o almoço com batatas. mas não o fiz.

15.5.07

a crítica



na sexta-feira fiz uma pequena maratona para terminar de ler o meu país inventado de isabel allende. no verão passado li, da mesma autora, paula. muito comovente mas agradou-me, com o relato paralelo do caso dramático da filha e da história do chile/ infância da escritora.
quando gosto de um livro (pelas mais diversas razões) encarrego-me de pesquisar e comprar outros livros desse mesmo autor. fico com vontade de conhecer a obra literária e de saber se (quase) todos os outros livros são-me tão aprazíveis. foi por isso que comprei o meu país inventado e a cidade dos deuses selvagens.
este que li, muito sinceramente, não gostei. começa num tom lamechas, um apontar o dedo aos chilenos (serão os portugueses muito diferentes do descrito? seremos todos iguais?). em todo o livro não houve um momento culminante que me prendesse à estória/ história.
isabel allende, neste livro, descreve a sua vida e a sua história do chile (segundo o seu olhar). os últimos quatro capítulos, que relatam a história do chile entre o salvador allende e o augusto pinochet, conseguiram-me (quase que) prender e terminar o livro.
não considero a história espectacular, estimulante e particularmente interessante. nada que já não me tivesse sido mostrado em paula. a única parte que é, realmente nova é a descrição do povo chileno. mas mesmo assim, de uma forma repetitiva e pouco persuasiva.
a cidade dos deuses selvagens passa directamente para último lugar na minha pilha de livros na mesa de cabeceira.
agora leio contra o fanatismo de amos oz, oferta do público. para já, vou nas primeiras páginas, parece-me muito interessante e consegue pôr-nos a reflectir sobre alguns conceitos: fanatismo, traidor...

.

estou de volta. após um fim de semana muito curto que, mais uma vez, não deu para estar com todos nem para fazer tudo o que estava planeado. as alergias ainda me assolam. valem-me os antiestamínicos que me põem a dormir mais do que o devido.

10.5.07

olá (desde há um ano)

vou mesmo trocar tudo o que tinha para fazer por não fazer nada. ou quase nada. ou melhor, vou ler até dormir. o que não deve demorar muito. falta-me apetite mas tenho muita dor de cabeça. prefiro estar deitada a estar sentada. quero o silêncio em vez do ruído do computador. as alergias de primavera chegaram...

buena vista social club



a dez de julho? parece que sim. quero saber mais...

(é mesmo o moretti que aparece a meio do filme, numa mota?)

um, com atraso

.

9.5.07

eventuais

[site inspirador a explorar] http://www.aforest-design.com
[a não perder] maio lindo maio
[lindos desenhos e painel] dela e atelier infantil
-
ligo a televisão para ver: o retrato social (que já terminou), conta-me como foi (série portuguesa que retrata a sociedade na década de sessenta) e os gato. liguei-a hoje para ver o telejornal e achei tudo demasiado dramático. desliguei. voltei a ligar, apanhei o malato. desliguei. liguei e só passavam novelas. desliguei. passei para o rádio ao som de smooth jazz. ontem ouvi, por acaso, uma peça (novela?) radiofónica. gostei e hoje ainda tentei descobri-la. acho que foi na antena2 à noite.

8.5.07

ensopado


é inevitável... o trabalho começa a ocupar-me a cabeça e aqui surgem as receitas. como já o disse várias vezes, é o meu momento zen, despreocupado, a altura em que não penso em mais nada para além da elaboração do prato.
esta receita fui buscá-la ao centrovegetariano.org. segui-a à risca (o que é raro) e não aldrabei nada. quando voltar a fazê-la vou deixar cozer sem tampa e colocar menos água. é ensopado mas mesmo assim prefiro-o com menos líquido. quanto ao resto é muito boa e tem um óptimo sabor a oregãos.
acompanhei com um pouco de arroz (o que me pareceu hidratos de carbono a mais), brócolos cozidos e uma salada de alface e couve roxa.
foi uma boa maneira de usar as favas biológicas da feira. há mais de um ano que frequento a feira (acompanhada de uma caminhada pela baixa) com a certeza e confiança de uns saborosos jantares ao longo da semana.

moamba vegetariana



esta não devia ser eu a escrever. é uma adaptação da deliciosa moamba de galinha da mãe do hélder. moamba é um dos mais conhecidos e apreciados pratos tradicionais de angola e, a receita original, é feita com galinha.

ingredientes:
2 beringelas
2 curgetes
2 tomates grandes
2 cebolas pequenas
óleo de palma
abóbora
300 gr de seitan
farinha de milho
quiabos
jindungo
(estes dois últimos não usámos porque não tínhamos e fez grande diferença)

procedimento:
- cortar o seitan aos cubos e temperar com sal, alho e jindungo
- descascar as beringelas e as curgetes, cortá-las aos cubos e colocar na panela
- juntar o tomate, a cebola e os quiabos cortados e acrescentar cerca de quatro/ cinco colheres de sopa de óleo de palma
- entretanto, à parte cozer a abóbora. quando cozida, desfazê-la com um garfo e guardar a água
- tapar a panela e quando os legumes estiverem cozidos, acrescentar a abóbora e o seitan
- se não tiver muito líquido acrescentar, ainda, a água da cozedura da abóbora
- tapar, baixar o lume e deixar cerca de uma hora ou até os legumes se desfazerem

para o pirão:
- colocar água, numa panela pequena, com sal e um fio de azeite
- quando a água estiver a ferver, acrescentar a farinha de milho e mexer sempre até ganhar uma consistência pegajosa
- desligar, passar para um prato e está pronto a servir

se não me engano, estas quantidades devem dar para seis pessoas.
esta receita demora algum tempo (cerca de uma hora e meia) até ficar pronta mas vale o esforço, fica mesmo deliciosa. em vez do pirão pode-se, simplesmente, fazer arroz branco.
bom apetite!

6.5.07

com sorriso



já com mais de uma semana, esta fotografia vem da tremoçada.

5.5.07

acontecimento insólito

estava nos provadores, de uma daquelas lojas de shopping só que no chiado, com a minha irmã, descontraídas a experimentar calças. até que num acto de loucura ou insensatez, a rapariga-que-está-à-porta-dos-provadores abre a cortina, desata aos gritos enquanto pragueja que não podemos ter tanta roupa, que temos de ter a chapa com número de peças (e tínhamos!)
e que mais isto e mais aquilo (nem percebemos ao certo). e eu a tentar tapar-me com o que ia alcançando e ela a tirar-me a roupa e eu não muito vestida e a escolher outra peça qualquer para me tapar e a cortina totalmente aberta e ela a voltar a tirar a peça de roupa das minhas mãos. não percebemos o motivo da rapariga. talvez não se lembrasse que nos tinha dado a chapa, só que nada justifica aquela atitude. de uma grande má educação e desrespeito. na altura fiquei parva a vê-la tirar-me a roupa, não reagi. no fim amontei-a e despedi-me com um que má educação. arrependo-me: devia ter pedido o livro de reclamações. não o fiz por que o meu estado de surpresa era mais que muito. ainda tentei fazer uma reclamação via internet, mas para que e-mail?
não sou nada simpatizante destas lojas (quase todas com roupa made in países duvidosos), onde não há humanização entre o cliente e quem nos atende. elas estão lá só para ganhar o delas, muitas das vezes mal encaradas e com pouca vontade. só lá estão porque querem, nós (clientes) não temos nada a ver com isso nem temos de arcar com a incompetência alheia. arrependo-me vivamente de não ter usado, pela primeira vez, o livro de reclamações, ele existe e é mesmo para resolver anomalias funcionais.
a loja em questão é a pull and bear. nunca fui cliente assídua (nem nada que se pareça) mas agora irei pensar muito antes de entrar noutra.

4.5.07

closed



e hoje teve de ser. com os dois pés em lisboa. com um trabalho feito e pronto a imprimir. cansada da viagem...
-
fotografia: de um portão em setúbal, aquando da visita à nova área de estudo.

1.5.07

em brasília



espero que não mas não fiz a distância que devia.
-
desta vez fica-me a vontade de conhecer brasília, de perceber como funciona todo o traçado com os enormes espaços públicos, de admirar a moderna catedral e de vislumbrar os vitrais. o plano, projectado à escala vinte e cinco mil para um concurso, é do lúcio costa, os edifícios do niemeyer e os painéis de athos bulcão.

a ir

ainda a quase trezentos quilómetros e a três horas de caminho...
com as malas feitas e a um passo de ir e a outro de ficar.