28.2.07
o que fazer
quando se vê um filme e apetece ver outro e mais outro e mais outro?
quando se dorme e ainda se fica com sono?
quando se lê e ainda se fica com vontade de ler mais?
quando se passeia e quer-se passear ainda mais?
quando se trabalha e a vontade não passa?
quando se escreve e ainda ficam por escrever algumas palavras?
quando se quer muito alguma coisa e essa coisa nem sequer existe?
27.2.07
devaneios
algo diferente. uma ideia. uma vontade ----- ter vontade e ideia de algo diferente!
E hoje cozinhei como se fugisse de alguém. E sinto-me estranha.
Passei a ferro duas horas seguidas.
Distraí-me, caí em mim e voltei a distrair-me, saltei saltei saltei.
E continuei assim.
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e de hoje, nada para referir.
(talvez devesse criar um marcador com os devaneios, olhando pelos arquivos sobressaem alguns)
esta já é antiga
mas é para ver se isto está tudo operacional.
Fotografia tirada numa visita ao bairro do Castelo, em Lisboa, num edifício em requalificação.
Flickr
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Lá teve de ser, era inevitável. Este blog já está na nova versão, com categorias/ marcadores mas sem acesso directo pela barra do lado. Não sei me apetece andar às voltas com o template, como já o referi, preciso de ajuda nisso, de tempo e acima de tudo, de paciência. No entanto, já enjoei (há muito) deste visual azulado.
um link
25.2.07
no chão
O Carnaval não passou por aqui!
A folia já foi maior, continuo a achar que é mais outra data amiga do gastar-sem-pensar. Mesmo assim, já me mascarei e diverti muito nesta altura, quando o Carnaval era mais um motivo para ir passar três/ cinco dias fora de casa. Agora entretenho-me a ver o desfile quando por lá anda alguém conhecido. Mas na terça-feira de Carnaval fugimos para a serra de Monchique, bem longe de qualquer máscara. Estava frio, era tarde e não ficou nenhuma fotografia de registo mas sim, a promessa de voltar.
chá + laranja
Comprei estes pratinhos em forma de bule, para colocar o coador ou as saquetas com chá.
A minha rua tem alguns alfarrabistas e antiquários. Rendi-me e no outro dia entrei nos mais próximos. Num vi duas canecas lindas, noutro um conjunto de chávena + pires numa loiça inglesa bem gira e noutro, ainda, uma saladeira adorável. Não tinha dinheiro comigo, foi o que me valeu senão não teria resistido. Tenho cá em casa loiça suficiente para duas ou três pessoas ou até mesmo quatro (se lavarmos sempre a loiça), só que algumas peças não gosto, acho-as feias e nem as uso. Estão guardadas na prateleira mais alta e estou a pensar fazer uma troca, dou as canecas à-pele-de-leopardo e recebo a loiça inglesa. Parece-me bem. Não me assusta o facto de saber que alguém já as usou e que num determinado momento deixou de gostar. Têm uma estória, não vão para o lixo, cabe a alguém dar a tal continuidade. Se algum dia deixar de gostar, dou-as também. É o ciclo da reciclagem e da re-utilização.
Quando vim morar para aqui comprei num antiquário, por uma pechincha, quatro cadeiras para a sala. A casa é pequena, a sala é pequena, vou dar duas das quatro cadeiras. E não trago nada... less is more!
é tempo de comer laranjas
E estas são do Algarve, compradas cá em Lisboa. No rótulo dizia: laranja de Silves. Daqui a um mês chega a primavera, altura em que deixo-me ir abaixo, são as gramíneas, os pólens e os desabrochar das lindas flores que enfraquecem o meu sistema imunitário. Nada melhor do que um extra de vitamina c, o mais natural possível e saboroso (viva ao wikipédia, tem tudo).
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Há certos cheiros que o Fígaro não suporta. Citrinos e banana, é vê-lo recuar para depois fugir.
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Mal parei, com tanta coisa por fazer. Acabo o dia bem cansada, com a sensação que consegui tirar bom proveito e com a certeza que irei dormir bem.
24.2.07
coisas
lista de coisas-a-fazer
...roupa, mantas, ementas, comida, limpezas, projecto, gorro, blusa e comida, blog, novo visual...
23.2.07
back
16.2.07
...só comida!
Escabeche de seitan, tirado da revista Cozinha Saudável e Vegetariana deste mês.
Minha nossa, isto está mesmo virando um food blog. Antes demais, é o meu diário pessoal online e nestes dias só penso em comida. Acabo de comer e vou espreitar receitas, delicio-me e fico a imaginar o sabor que terão depois de confeccionadas. E depois é o pão. Agora ando numa de patés bem veggies. Há algum tempo fiz um de cogumelos, tenho de procurar e repeti-lo.
Depois do termo para líquidos (que me tem acompanhado) procuro outro (de preferência bom, bonito e barato... será possível?) para comida sólida. Para quê? Nem sei, mas deve dar jeito ter um em casa, nem que seja para os pic-nics, que tanto gosto de fazer e que poucas vezes os faço.
... só comida!
... só comida!
15.2.07
é o que
a primavera faz com as cerejeiras, para que no verão surjam os frutos.
(esta fotografia também não é minha, estava no flickr)
14.2.07
mais comidinha
Não tivemos nenhum jantar romântico, eu por Lisboa e ele por Aveiro, como já vem sendo hábito. Também não ligo/ ligamos muito a estas datas mas por coincidência ou não, o namoro oficial surgiu entre estes dias, há cinco anos atrás.
Tinha comida feita mas apeteceu-me ficar na cozinha. Repeti o pão com cebola porque não leveda e é rápido, cerca de uma hora e meia e recorri à gaveta das leguminosas-um-pouco-cozidas-e-congeladas. A receita já não é nova mas desta vez ainda pus menos água e devo ter inventado algo mais. Sobrou e amanhã devo levar uma sandes um pouco mais recheadinha para a faculdade. O sumo vem das laranjas do Algarve.
Quero que chegue rápido o fim-de-semana, para passear, para ver e voltar a passear (leia-se, para namorar e estar com quem mais gosto).
♥
Brincas todos os dias com a luz do Universo.
Sutil visitadora, chegas na flor e na água.
És mais do que a pequena cabeça branca que aperto
como um cacho entre as mão todos os dias.
Com ninguém te pareces desde que eu te amo.
Deixa-me estender-te entre grinaldas amarelas.
Quem escreve o teu nome com letras de fumo entre as estrelas do sul?
Ah, deixa-me lembrar como eras então, quando ainda não existias.
Subitamente o vento uiva e bate à minha janela fechada.
O céu é uma rede coalhada de peixes sombrios.
Aqui vêm soprar todos os ventos, todos.
Aqui despe-se a chuva.
Passam fugindo os pássaros.
O vento. O vento.
Eu só posso lutar contra a força dos homens.
O temporal amontoa folhas escuras
e solta todos os barcos que esta noite amarraram ao céu.
Tu estás aqui. Ah tu não foges.
Tu responder-me-às até ao último grito.
Enrola-te a meu lado como se tivesses medo.
Porém mais que uma vez correu uma sombra estranha pelos teus olhos.
Agora, agora também pequena, trazes-me madressilva,
e tens até os seios perfumados.
Enquanto o vento triste galopa matando borboletas
eu amo-te, e a minha alegria morde a tua boca de ameixa.
O que te haverá doído acostumares-te a mim,
à minha alma selvagem e só, ao meu nome que todos escorraçam.
Vimos arder tantas vezes a estrela d'alva beijando-nos os olhos
e sobre as nossas cabeças destorcem-se os crepúsculos em leques
rodopiantes.
As minhas palavras choveram sobre ti acariciando-te.
Amei desde há que tempo o teu corpo de nácar moreno.
Creio-te mesmo dona do Universo.
Vou trazer-te das montanhas flores alegres, copihues,
avelãs escuras, e cestos silvestres de beijos.
Quero fazer contigo
o que a primavera faz com as cerejeiras.
Pablo Neruda
(lembraste desta frase...?)
13.2.07
em casa
Por vezes é bom ficar em casa. Só faltou mesmo o tricot para completar a listinha-do-dia. Está a ser tão complicado acordar cedo e amanhã começa um novo semestre sem o anterior terminado. Ai...
Nos momentos de pausa, diverti-me, como já vem sendo hábito, a fotografar o que me apareceu pela frente e a dar continuidade aos onze segundos filmados.
Das curgetes (ou courgettes) com cerca de quarenta centímetros, surgiu-me uma receita simples e totalmente inventada. Foi só raspar o interior, refogá-lo com cebola, alho francês, pimento vermelho, chouriço de soja e temperar com sumo de limão, pimenta preta e salsa. Acrescentar queijo mozzarela e deixar no forno. Acompanhei com a abóbora. (Num assalto momentâneo ao frigorífico devoro arroz doce). O meu apetite anda imparável.
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Já vi sobre o do Álvaro Cunhal e agora já passa o do Salazar. Possivelmente o meu voto não irá para nenhum dos dois, inclino-me para um grande poeta desassossegado para ser o grande português.
a dobar
Depois de um resultado que me alegrou, apesar da elevadíssima abstenção, surgiu-me uma dor de dentes horrível. Fiquei em casa a recuperar e não senti nada de tremores, tal era o estado de dopagem.
Fiz ementas - curgetes recheadas, seitan de cebolada, sopa, muito pão e sopa especial de lentilhas. É pequena porque já na sexta vamos dar-meia-volta-e-descer e mostrar o palhaço que há em nós.
Entretanto, o tal gorro terminou e terá de esperar por alguém mais pequeno. E como não paro (e pelos vistos aceito encomendas), dentro em breve surgirá outro gorro, ao gosto dele e às riscas amarelas e azuis.
Gosto de não arrumar logo o que devia (sem irritar) e gosto de perder um dia com arrumações. E amanhã fico em casa, porque o horário assim o permite.
12.2.07
8.2.07
S-I-M
está escrito
Tudo o que de bem ou de mal nos acontece "cá em baixo", está escrito "lá em cima".
Não conhecia. Estou a ver e a gostar.
[30/03/2016 sem querer vim dar a este post. A imagem original desapareceu. Como não me consigo recordar qual era, coloquei aqui o cartaz. Não me lembro deste filme.]
7.2.07
a tricotar
Lembro-me de ver a minha mãe a tricotar e lembro-me de usar blusas iguais às das revistas. Só recentemente é que agarrei nas agulhas e com o acréscimo de ver tudo trocado. Ensinaram-me o básico num sábado e no domingo já estava em Lisboa, sem ajuda de ninguém e a trocar os pontos e a passar a lã por onde não devia passar e a irritar-me. Mais tarde comprei livros mas o que me ajudou mesmo foram os vários sites. Deixo-os aqui, para que sejam úteis e resolvam muitas dúvidas:
The Yarn Co.
Learn To Knit
Knitting Help
Dicionário (que me ajudou muito, mesmo)
Calculadora (que ainda não usei mas é sempre bom estar nos favoritos)
6.2.07
illness
Ainda bem que, por estas bandas, o serviço de atendimento permanente não fechou. Se piorar, não terei de abrir o mapa para descobrir qual o centro de saúde mais próximo. Apesar de tudo, fico um pouco mais tranquila.
5.2.07
parque
Fomos passear pelo concelho de Aveiro. Parámos para lanchar, no Parque do Ribeirinho em Giesta.
3.2.07
in progress
Isto foi a meio da tarde, agora já estou nos mates (decrease). Quando começo nem me apetece parar até por que as mãos ficam bem quentes. E já penso no próximo gorro, desta vez para o Helder. Amanhã vamos ver o que há de lãs cá por Aveiro.
No Natal fiz umas luvas sem dedos, com os restos de uma lã usada numa blusa minha, quando era pequena. Para o próximo gorro, que talvez fique às riscas, vou inventar os moldes, se ficar alguma coisa de jeito, ainda o publico por cá.
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Adicionei dois novos links. Dados insignificantes. Blog do desassossego. O meu umbigo. Os dois primeiros são de amigas, o outro, vejo-o também regularmente e gosto muito.
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Procuro mochila (outra) e livro de receitas italianas vegetarianas. E agora tenho um livro de receitas de pão para se usar com a máquina. Ainda não fiz nenhuma mas quando regressar a Lisboa, o pão com chocolate e o pão com tomate seco serão dos primeiros.
1.2.07
mais
Continuo a chá quente e a aproveitar os serões para o tricot. Ando com os humores trocados e tudo me irrita, continuo a achar que a culpa é do frio. Tentei recomeçar o gorro, as malhas fugiram-me, tornaram-se irrecuperáveis, a lã começou a desfiar e os marcadores a saltarem. Irritei-me, praguejei e adeus gorro, adeus tardes a tricotar (a ver prison break). Agora sem tentar adaptar, recomeço uma receita/ modelo (pattern, como se diz em português?) nova e aprendo (mais uma vez) que no tricot não vale de nada inventar à toa, na esperança que tudo dê certo.
Irritei-me. Pois.
Gosto da lã e acho que esta não aguenta mais outra desfeita. Desta vez tem de surgir gorro.
Estou a dramatizar mas tenho a desculpa de ter o humor trocado.
Devia era fazer esse padrão, dos azulejos, no gorro em tons de verde e rosa, azul e laranja. Tudo com muitos pelinhos, sem estarem desfiados, como estes.
