Este Natal as prendas, ofertas e presentes vieram todas a calhar (valha-me a famosa listinha!). Greece Style, da Taschen; O meu país inventado, da Isabel Allende; Na cozinha com Jamie Oliver, de Jamie Oliver; utensílios para a cozinha, desde colheres, escumadeiras, temporizador, mini ralador, espátulas...; um abafador para bules grandes e pequenos, que tinha pensado fazer em tricot mas alguém se antecipou (e ainda bem); cuecas e cachecóis e meias; algum dinheiro; dois bules, que vêm na melhor altura, depois de ter partido todos os que tinha. E ainda outro presente, para nós os dois, que já tinha mencionado por aqui, e que não estava a pensar recebe-loa para já... uma máquina de fazer pão. Ainda não experimentei mas está para breve. Avizinham-se uns quilinhos a mais com pão quente todas as manhãs.
27.12.06
todos comeram
Havia bacalhau e polvo. Algumas entradas com queijo. Mas seguimos, quase à risca, a receita, para que nada saísse mal e para que todos gostassem. Fui elogiada e todos comeram e adoraram. Ahh o que é isto? É pão? É o quê? À última da hora até pensei mudar de receita e fazer uma adaptação do famoso peru com chocolate. Fica para uma próxima vez. Mais uma vez aconselho esta receita. É óptima e prepara-se rápido, depois vai ao forno e fica-se com o resto do tempo para a doçaria. Fiquei contente por terem comido (inicialmente pensei que fosse só para mim e para a Rita), apesar de antes se terem enchido com o bacalhau. Mudar as tradições? Alterar o tipicamente português? Não peço tanto mas que foi um grande passo, lá isso foi!
25.12.06
é do natal
Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão
23.12.06
comidas, petiscos e doçarias
Procuro receitas vegetarianas para a consoada e para o dia de Natal. Trouxe seitan de Lisboa e talvez faça o assado, comprei ainda um enchido vegetariano e ando à procura de mais iguarias. Cá é mais complicado de encontrar estas esquisitices, safam-me as zonas naturais e viva-mais das grandes superfícies, abertas ao Sábado à tarde. Cá por casa, ainda deve haver, bacalhau com broa, cataplana de polvo, arroz doce, bolo inglês, os famosos sonhos entre muitas caixas de bombons, chocolates e chocolatinhos. Apanho um enjoo tão grande de doces e guloseimas que depois levo dez meses sem os puder olhar.
Gosto desta parte do Natal das escolhas de comidas, petiscos e doçarias.
21.12.06
porque é que embrulhamos os presentes?
O Natal também é sinónimo de convívio familiar e quase familiar. Os serões bem quentinhos a falar da vida e do resto da família. Também é bom. Ainda dentro do conceito de Natal ecológico aderi por completo aos novos papéis de embrulho, reutilizando folhas, revistas e jornais velhos. Aliás, já os usava transformados em envelopes. Agora vão servir para embrulhar. Ou melhor, para envolver e esconder o presente consciente. Talvez por este ano ter aulas até quase à véspera de Natal e por o Hélder não ligar minimamente a esta data, cada vez mais tenho pensado no seu significado, na euforia dos presentes e no consumo desmedido (usando o Natal, ou outras datas, como uma desculpa para estas compras excessivas), ainda mais para quem, como eu/ nós, não liga à religião. E na realidade, estas datas não passavam de datas religiosas, que nos são incutidas com uma naturalidade tal que quem as conteste é visto de lado. E por coincidência, hoje fui dar ao buy nothing christmas.
19.12.06
perdida ou esquecida?
Prendas conscientes e o mais úteis possíveis. Um mini mini tripé para ajudar quando há pouca luz. Mais um livro, outro livrinho, umas lãs e umas iguarias. Pelo meio A Cidade Genérica. Com o frio a apertar não largo as agulhas e as mantas. Quinta-feira vamos as duas para Silves e no Domingo o Hélder. Estamos desencontrados. Passagem de ano? Oh, nem sei nem quero saber. Ou melhor, logo se vê. Há sempre a alternativa do ano passado, por Lisboa em pleno Martim Moniz e a correr. Mas o que queria mesmo era ir até à vizinha Espanha uns dois ou três dias. Ideias nunca me faltam e a concretização das mesmas deve andar lá nos cinco porcento. Ideias... agora anda a vontade da animação, da costura e do diy (fico a pensar em moldes e modelitos). Máquina de fazer pão e de costura são bem-vindas.
18.12.06
mais chá
desta vez no Pavilhão Chinês. Recomendo nem que seja para conhecer e apreciar a magnífica decoração. O espaço é enorme com várias salas, cada qual com um ambiente diferente. Pessoalmente, não é um local para ir com muito regularidade. O preço médio é elevado, seleccionando muito a classe social que frequenta o local. No entanto, é um bar óptimo para se conversar, com música ambiente de qualidade e com um deslumbrante cardápio (com imagens excepcionais). Bebi o chá lung ching e desde já aconselho. O Pavilhão Chinês fica entre o Bairro Alto e o Príncipe Real, na Rua D. Pedro V nº89. Encontrei mais e melhor informação descritiva do local.
receita_9 seitan à alentejana
Já a fiz há tanto tempo que se não tivesse apontado a receita já a teria esquecido. E hoje fiz uma parecida só que com tofú. Sinceramente, prefiro com seitan, fica mais saboroso, com o tofú sente-se mais o sabor dos temperos. Aqui fica a receita, para quatro pessoas.
Ingredientes:
500g seitan
3 batatas médias
massa pimentão, colorau doce, pimenta preta q.b.
coentros
Procedimento:
Cortar o seitan aos cubos, parecidos com os típicos rojões, e temperar com a massa pimentão, colorau doce ou pimentão doce, pimenta preta e um fio de azeite. Como usei a massa pimentão com sal Dona Pimentinha - Produto natural dos Açores, não tive de acrescentar sal ao tempero. Deixar cerca de 20 minutos.
Entretanto, cortar as batatas também aos cubos e fritá-las.
Numa caçarola, acrescentar mais um fio de azeite (adoro esta expressão) e fritar o seitan. Mexer bem.
Após 15 minutos acrescentar um copo de água, mexer e levantar lume. Acrescentar uma boa dose de coentros e voltar a mexer.
Desligar após 10 minutos.
Numa travessa, misturar as batatas fritas com o seitan, envolver bem e servir.
Sugestões:
Acompanhar com azeitonas e migas ou arroz e muito muito pão (ai as calorias).
Boa apetite!
kitsch
Nada melhor do que uma passagem por feiras e feirinhas para sentir um pouco mais do espírito. E porque andar de transporte é bom, apanhámos o magnífico eléctrico 28 (ai que saudades!) e, entre fotografias e paragens, ficámos mesmo na Feira da Ladra Alternativa. De lá, pregadeiras e mais pregadeiras. A seguir, Anjos, Feira Laica. Daqui mais alguma coisa e a promessa de regressar. O dia terminou, como habitual, a subir pelo Bairro Alto. Sabe bem dias assim! E melhor ainda quando se termina uma iniciativa tricotada e começada à muito.
Depois de ler agora não vou puder ver o documentário sobre o compositor e musicólogo Fernando Lopes Graça, nem o concerto dos Depeche Mode, tudo na RTP1. Por que insistem em colocar os bons documentários e programas a horas tardias, quando no dia a seguir temos de acordar tão cedo?
Acerca da televisão, li sobre a ausência deste aparelho em casa, ouvi sobre a quantidade de horas que as crianças passam em frente ao televisor e sobre como a publicidade as pode influenciar tão facilmente. O livro, esse, entrou para a wishlist.
16.12.06
um clarão de luz
Oh fiz uma má escolha. Entre a indecisão, fiquei mesmo por cá. Hoje um dia t-o-t-a-l-m-e-n-t-e perdido. Se tivesse subido um pouco mais, teria feito algo de mais útil e possivelmente, neste momento, ainda estaria a ouvir Gilberto Gil. Agora é aproveitar o resto do fim-de-semana. Amanhã com a minha irmã e até ao fim da semana. O frio continua e já nem sinto os dedos.
Podia ter ouvir...
Não me iludo
Tudo permanecerá do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando todos os sentidos
Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva e pelo eterno vento
Água mole
Pedra dura
Tanto bate que não restará nem pensamento
Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei
Pensamento
Mesmo o fundamento singular do ser humano
De um momento
Para o outro
Poderá não mais fundar nem gregos nem baianos
Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas de repente ficam sujas
Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo pode estar por um segundo
Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei
(aqui com versos cantados e acordes tocados)
update: não consigo colocar o link para ouvir directamente a música. clicar em aqui e escolher a última, de três músicas que aparecem no fim na página: Gilberto Gil - Gil Luminoso - Voz e Violão - 05'58''
13.12.06
II pausa
Uma pausa por aqui, para uma corrida até ao final das aulas.
Talvez só até ao fim-de-semana. Sem direito a Gilberto Gil.
nem sabem a sorte que tenho ou o que deveria ser antes do anterior
Não se pode dar poder aos portugueses... para que não passem para a prática tudo aquilo que pensam. Já fala na opinião pública. Temos de deixar para trás a arrogância, não somos os donos do mundo. O amor domina tudo. Ahhhh.. egoismo? As mulheres nunca denunciam o que realmente gostam, é um facto.
Tu segue e o teu caminho e eu seguirei o teu. (não sei quem é o autor mas foi referido)
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Nem sabem a sorte que tenho! :)
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E sim, eu preciso do outro pé para andar. Dependência? Sim. Mas saudável e acima de tudo, controlável e nada exagerada. Também sei caminhar sozinha. Com um pouco mais de dificuldade, é certo, mas consigo. Mas se nunca tivesse tido o outro pé, nunca sentiria falta dele. Assim, já sei como é ter os dois pés, em perfeita sincronia e, à falta de um, o outro reclama. No entanto, com o passar do tempo, acredito que o pé solitário aprenda a andar sozinho. E a fazer grandes caminhadas. Para já os meus vão andando compassivamente. ♥♥
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E agora, Anything Else que não vou ver. Mas vou continuar com a língua estrangeira.
ohh
que confusão que deve andar no blogger. Nem consigo criar um post a não ser mesmo pelo Flickr. Menos mal. Assim tem direito obrigatoriamente a fotografia.
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Não vou publicar o post, para já, fica para quando o serviço voltar à normalidade. Porque não consigo colocar links, nem itálicos naquilo não escrevi e que ouvi, nem ajustes de tipo de letra, nem símbolos, nem blábláblá.
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Ahh, mas afinal vou tentar não ver o Anything Else.
12.12.06
sinónimos
Aproxima-se o Natal. É sinónimo de muito trabalho pela frente. Só dia 22 ou 23 vou puder respirar o ar natalício que já anda por aí e rumar ao sul. E, para preparar os próximos tempos, eram bem merecidos uns dias na Andaluzia. Depois vem a passagem de ano, que é sinónimo de retorno ao muito trabalho, até nem sei quando.
10.12.06
elevador
Mais umas pequenas voltinhas. Primeiro foi a troca da mala, para os lados da Estefânea. A normal ida à feirinha que desta vez foi presenteada por uma outra feirinha, de artesanato. Não resisti aos maravilhosos brincos da Margarida. Aliás, vi muitas coisas lindas, óptimas para esta época do dar e receber. Mais à tarde, numa volta pela ruas das retrosarias, trouxe umas agulhas pequenas e marcadores... de pontos? Não, de malhas. Que dia bem passado e que frio. Depois de um dia de um lado para o outro, ficamos por casa, com uma comidinha um pouco mais calórica (para suportar o frio), um bule de chá e umas mantas.
-
Lá se foi mais outro bule, este era novinho nas minhas mãos, estalou e agora verte chá. Bule com capacidade para mais de um litro - segunda entrada na minha lista de prendas de Natal.
9.12.06
pelas ruas
Mais uma de ontem. Fartei-me de fotografar as paredes do Campo de Ourique. E que bonitas...
8.12.06
com frio e sem presentes
Fomos ver o Borat e fomos para rir. As críticas dos críticos portugueses não correspondem à minha crítica. Ontem à noite o termómetro registava 15 graus e esta tarde 9. Já ando a pensar em gorros, nas mittens (que já comecei e não sei se o novelo chega) e em cachecóis. O chá passou a ser presença (ainda mais) constante cá por casa. As mantas já subiram para o sofá. E os casacos já sairam das caixas. Chegou o frio.
Passeámos pelas ruas do Campo de Ourique. Há quatro anos que não passava naquela zona, a última vez foi mesmo para estudar a homogeneidade e as características urbanas. Desta vez, após termos visto o guia das compras de Campo de Ourique, fomos passar lá a tarde. Espaço agradável, simpático, comercial e acolhedor com lojas muito específicas, criativas. Dá-me sempre um gosto enorme ver zonas comerciais diferentes e bastante originais. E as pastelarias... uma delícia, com um cheiro constante a bolos e a pão acabadinho de fazer! Gostei muito e devo lá voltar, talvez para dar o meu contributo ao consumismo natalício. Até porque ainda nem pensei em prendas e presentinhos nem sequer no Natal. Este ano também não vou montar árvore de Natal. Fi-lo há dois anos e foi um desastre. O Fígaro dormia em cima dos ramos, afiava as unhas no suposto tronco, brincava e partia as bolas e roia o fio das luzinhas pirosas a enfeitar a árvore.
Mas gosto do Natal, das reuniões familiares em volta da mesa, das iluminações (por falar nisso, agora tenho dormido com um presente luminoso em frente da janela) e de todo o espírito.
6.12.06
para não esquecer
Antes de chegar a casa, parei e fotografei. Às tantas já estava a inventar, a substituir cores. Foi-se o verde, dos trevos, e ficou o vermelho, do meu casaco.
Lembrei-me que esta cara ainda continua azul.
Lembrei-me que poderia usar uma destas fotografias, talvez.
Lembrei-me que devia passear mais.
Lembrei-me que há tanto sítio bonito próximo de casa e eu nunca lá fui.
Lembrei-me que aí vem mais outro fim-de-semana grande, que não me faz a mínima diferença.
5.12.06
receita: caril de curgetes e cogumelos
Aqui está a receita que falei um pouco mais abaixo. Foi pura invenção mas ficou bom.
Ingredientes
1/2 cebola
2 alhos
10 cogumelos
1/2 pimento verde
1 curgete pequena
2 tomates chucha
gengibre, pimenta preta, molho de soja, caril, salsa q.b.
Procedimento
Refogar no azeite, a cebola e os alhos picados.
Acrescentar os cogumelos laminados.
Acrescentar o pimento cortado às tiras
Acrescentar a curgete cortada longitudinalmente e depois às rodelas
Quando os cogumelos e a curgete tiverem aspecto de cozinhadas, acrescentar os tomates picados e os temperos.
Usei o que tinha à mão: gengibre ralado, pimenta preta moída, molho de soja. Mexer muito bem. Deixar cozinhar. Acrescentar o caril. Voltar a mexer.
Antes de apagar o fogão, acrescentar a salsa.
Continuei a invenção e coloquei o preparado num tabuleiro de ir ao forno, com queijo mozzarela ralado por cima. Deixei no forno, a gratinar, até o queijo derreter (uns 15 ou 20min).
Acompanhei com arroz branco.
Sobremesa: Castanhas cozidas e figos secos.
Bom apetite!
aprisionada
das ideias
das vontades
dos desejos
(devaneios)
(deve ter sido do programa)
update: (ou talvez do sono)
supérfluo vs. essencial
Vi um programa interessante na 2 sobre as grandes diferenças entre meninos e meninas. Não vi tudo; gostei; não vou comentar. Li uma reportagem sobre o YouTube. Também achei interessante. Também não vou comentar.
Esquecer o supérfluo e concentrar o essencial.
Preciso de ir cortar o cabelo. Supérfluo? Essencial?
Preciso desenvolver projectos, terminar traduções, continuar relatórios. Supérfluo? Essencial?
Esquecer o supérfluo e concentrar o essencial.
Esquecer o supérfluo e concentrar o essencial.
-
nota: devia imprimir uma faixa e colá-la no quarto, acho que estou sempre a esquecer isto...
3.12.06
mais chá
Por cada vez que me sinto assim lá vou eu direitinha para a cozinha. Invento, limpo, arrumo e do trabalho que devia nem lhe toco. Fiz um óptimo almoço fotografado. Vou colocar aqui a receita brevemente acompanhada de muitas fotografias.
Durante o vai-vem de lojas na Baixa-Chiado encontrei a FirstFlush, uma casa de chá com um magnífico atendimento. Dão a experimentar chá e ainda uma amostra. A mim calhou-me chá verde dia lindo. É muito suave e aromático. Espero que desta vez não me roube o sono. Fiquei encantada com a diversidade de bules e conjuntinhos de chá presentes na loja. Lindos, lindos, lindos. Há pouco tempo parti o meu bule de eleição, andei a chá dentro de panelas, agora foi-me dado este todo branco e levemente ornamentado. Há uns tempos fiz uma colecção de chás de um jornal (Diário de Notícias se não estou em erro). Adquiri um conjunto enorme de caixas e caixinhas que me têm sido muito úteis. Para além disso, uma enorme informação histórica e degustativa de alguns chás. As amostras da colecção é que não são uma maravilha. Dos que já provei, gostei só de uns dois ou três.
Nos dias frios sabe-me muito bem beber chá mas em menos de nada fica frio e deixa de aquecer as mãos. Andei a investigar e acho que vou acrescentar mais um knit-project à minha lista. Um tea cosy, em português deverá ser alguma coisa como abafador de bule.
2.12.06
na rua
Depois de tanta agitação voltei a ficar sozinha. No meio de um fim-de-semana simpático e apetitoso para um passeio daqueles, típicos de Outono. Percorri e minha enorme rua, parei para observar as movimentações, as actividades e as montras. Ainda procurei stitch markers, não encontrei. Vou começar sem os marcadores, vou fazer, urgentemente, umas mittens, ou luvas sem dedos, compridas e quentinhas, com um novelo que comprei ontem durante a voltinha. Também está para breve o fim da bolsa para a cintura. Agora sim, só me apetece tricotar, com o Fígaro no colo, que ele é um forno, melhor que manta de sofá.
.-o.-o.-o.-o
Uma voltinha pelo Chiado. Outra pela Baixa. E então nunca mais ligam? Ainda outra pelo Terreiro do Paço. Um regresso ao Chiado, com destino ao Princípe Real, não deixando de passar pelo Bairro Alto. O que será então?
Finalmente, depois de tanto dizer - este ano é que é! - lá fui fotografar os pontinhos, as bolinhas e os tracinhos. Que bonitos estão!
1.12.06
de limpezas
Fim-de-semana maior do que o normal mas que não me faz diferença nenhuma.
Aproveito na mesma para recarregar baterias, fazer umas limpezas, arejar ideias, adiantar trabalho, colocar os sonos em dia e, acima de tudo, descansar...