Consequência: olheiras enormes, muitos bocejos durante o dia, cheguei no fim da aula, impertinência constante.
E já devia estar a dormir. Só que com família de visita cá por casa, não dá para dormir cedo.
Já me tinha notado um certo desequilíbrio, hoje descobri que já não consigo aguentar-me, suster-me, equilibrar-me num autocarro. Há uns três anos era pro, muitas das vezes nem precisava de me agarrar, existia um equilíbrio natural. Depois veio o carro. As deslocações-nada-amigas-do-ambiente ultrapassaram as públicas e o comodismo instalou-se. Mesmo assim ando de autocarro. De metro não por que não gosto da sensação de estar debaixo da terra e de não ver a paisagem. Não levo o carro para a Baixa, nem para o Chiado nem para o Bairro Alto. E hoje também não o levei para as Amoreiras em plenas seis da tarde. Cá em Lisboa, sempre morei na rota no autocarro 58. O 58 vai para todo o lado! - que saudades que tenho de ouvir esta frase. É o meu percurso de eleição. Já fiz o do eléctrico 28 e do 60 e muitos outros. E num destes feriados que se seguem vou voltar a ser turista em Lisboa, como fui no primeiro ano de faculdade. Com máquina ao pescoço e diário gráfico na mão. Mas desta vez, sem a obrigação de lá sairem 5 ou 6 desenhos rápidos.
O bom tempo tem de continuar, nem que para isso venha o frio.
30.11.06
voltar a ser turista
29.11.06
home by night
Quero dormir.
28.11.06
o que tem a menina das bolhinhas de sabão?
.
.
.
Sem grande tempo. Mais motivada. Com fome, ainda nem jantei. De roda de 3d's. Envolvida com photomerge's. Com mil e um programas aberto. Ainda com o computador em baixo (resta o portátil). Cercada de papel vegetal e algumas canetas. Perto do bule com broken leaf e da caneca nova. Ainda algumas revistas abertas e imagens seleccionadas.
Sem ideias. Com atrofio criativo. É sempre assim?
26.11.06
25.11.06
amador sem coisa amada
Resolvi andar na rua
com os olhos postos no chão.
Quem me quiser que me chame
ou que me toque com a mão.
Quando a angústia embaciar
de tédio os olhos vidrados,
olharei para os prédios altos,
para as telhas dos telhados.
Amador sem coisa amada,
aprendiz colegial.
Sou amador da existência,
não chego a profissional.
António Gedeão
24.11.06
eu compro...tu compras...
Amanhã comemora-se o dia sem compras - Buy Nothing Day. Aqui explica o conceito, apela a um consumo consciente e aponta os desperdícios que advêm do consumo desenfreado.
Não sei se me vou conseguir safar deste dia, porque terei de comer, logo terei de comprar alguma coisa. Mas irei fazer um consumo focado nas verdadeiras necessidades, como já há muito tento fazer, e muito orgânico.
Se tivesse visto a notícia antes, talvez me tivesse precavido e assim, amanhã, cumpriria a causa e aceitaria, por completo, a proposta para passar o dia.
-
A fotografia não é minha, é da Maria Castro. [via flickr]
no monte
Se actualmente trabalhasse, estaria de baixa para introspecção. Como não trabalho mas tenho muito trabalho, lá vou trabalhando.
-
Estamos quase no fim da semana bio. Fico contente por, cada vez mais, os hipermercados e pequenas mercearias conterem estes produtos. Falo, por exemplo, do Jumbo de Alfragide. Quando não consigo ir à feirinha contento-me com os produtos desde-há-muito-nas-prateleiras dos hipermercados. Desta vez foi diferente, agrada-me olhar para o frigorifíco e fruteira e ver tudo biológico. O preço? Nem noto se é realmente mais caro, a quantidade que compro nunca é muita e dura muito mais tempo até ficar pronta-para-ir-para-o-lixo. São muitas as vantagens de se comer biológico e eu já aderi por completo.
-
Gosto da arte nova, da arte deco e por isso ainda hei-de comprar este livro. Após um olhar mais atento, alguns desses livros entraram directamente para a minha wishlist. Ainda hei-de publicá-la ou torná-la pública e pode ser que apareça debaixo de alguma árvore.
21.11.06
sopa de castanhas
Aqui fica mais uma receita. É uma adaptação da receita que vem com o suplemento Gourmet, da revista Visão desta semana.
Ingredientes
300gr de castanhas
250g cenouras
2 alho-francês
2 batatas médias
0,5l de leite
Instruções
Cozer as castanhas durante 10/12 minutos. O suficiente para descascá-las mais facilmente. Também deve dar para usar castanhas congeladas. Pessoalmente, acho o sabor muito diferente, para pior, sempre que possível uso os ingredientes ao natural.
Colocar na panela de pressão as cenouras, o alho-francês, as batatas e as castanhas. Pôr água até tapar e cozer, com a tampa fechada, por 10/15 minutos.
Passar/ moer a sopa e acrescentar 1/2 litro de leite. Aqui ainda pensei juntar um pacote de natas em vez do leite, não o fiz porque não quis arriscar. Mas da próxima vez que fizer esta receita vou colocar natas.
Mexer muito bem e deixar ferver novamente. Desligar, acrescentar um fio de azeite (que por acaso esqueci-me) e mexer novamente. O azeite nunca deve ferver, para não alterar a sua composição, por isso acrescento sempre no fim, a não ser que faça, logo no início, um refogado.
Decorar com um raminho de coentros e está pronta a servir!
Bom apetite!
do fim-de-semana
No Domingo fomos até Alte, uma aldeia no meio da Serra do Caldeirão, a qual já não ia há muitos anos. Lembrava-me vagamente da zona das fontes mas da aldeia, nem tinha uma única recordação. Foi considerada a aldeia mais típica de Portugal. Considero-a a aldeia tipicamente algarvia e pitoresca, muito bem aproveitada turisticamente e agradável. Da pequena volta que demos, deu para reparar que tem havido um esforço para manter a linha original das casas e as suas chaminés, tão características por todo o Algarve. Infelizmente, chegamos lá tarde, as fotografias ficaram muito escuras e só tivemos na zona da Fonte Grande. Um conhecimento mais aprofundado fica para uma próxima vez. Aliás, não só desta aldeia, como de todo o concelho de Loulé, que fica logo ao lado do meu e que pouco conheço.
17.11.06
vai, vou e vamos
A relação flickr=blogger está complicada porque julgam que eu sou spam. E agora? Quando é que me des-spam-mitizam?
Sempre fui, com a Sofia, à União Zoófila entregar comida. Não fomos muito bem recebidas nem nos deixaram interagir com os animais porque agora não podemos atender o público, só à tarde! - Va lá que os animais são sempre simpáticos porque as pessoas têm disto.
Supreendentemente deu-me um ataque de consumismo - coisa rara!. E fui direitinha ao colombo por ser a catedral do consumismo mais próxima de casa. E comprei o almoço e o jantar e uma revista e outra revista e pão. E devia ter comprado a magnífica tarde de maçã do cinzento celeiro. Andei pela fnac e não me desequilibrei e também não comprei nada. Mas queria ter trazido outra revista, muitos e muitos livros da minha wishlist e, ainda, um cd e mais outro.
Vai, vou e vamos para casa. Falar com os amigos e matar saudades e apanhar menos frio.
fumar ainda é sedutor?
E como já tinha referido antes, o que importa mesmo é sermos felizes!
foi no outro dia
Esta fotografia foi tirada cá na rua. Não teve nenhum retoque photoshopeado. É tudo natural e as nuvens estavam laranjas.
Na realidade eu nem queria fazer este post. Estava numa de fazer mil e uma tentativas para colocar fotgrafias no blog a partir do Flickr. Pelos vistos funcionou mas ainda não está bom.
ao jantar
Foi assim o meu jantar, por chegar a casa tarde e cansada e por não existir ninguém aqui, menos fatigado que eu, com apetites de cozinhar. Mas uma vez não são vezes. Depois deito-me cedo e no dia a seguir, acordo esganada de fome. Descobri que não gosto do novo Nestum de Maçã e Canela. Mas a-d-o-r-o maçã e canela, é uma combinação deliciosa e um óptima sobremesa (maçã no forno com açúcar mascavado e canela). Mas em nestum, não; só o original! Também descobri que não gosto de pisar as bolas amarelas no chão, causam-me instabilidade psicológica e fico com aquela sensação que vou cair/ escorregar a qualquer momento.
15.11.06
Mais uma receita
Este foi o meu almoço de hoje. Supostamente, era para ser um sopa de lentilhas mas acabei por alterar a receita original. Bem queria ter usado lentilha beluga, mas nem sei onde encontrar cá, nem se existe. Usei a normal com casca. Ao refogado, acrescentei abóbora, porque ainda tinha um restinho no frigorífico insuficiente para sopa de abóbora. Coloquei cerca de duas chávenas (ou xícaras) de água e quase no fim da cozedura, deixei ferver sem tampa. Conclusão: lá se foi a sopa e surgiu um saborosíssimo acompanhamento, para um fino bife de tofú grelhado na chapa, temperado com pimenta, molho de soja e limão. Ainda fiz mais uma salada de tomate e pepino com muitos orégãos. Por fim, não resisti ao conselho e lá fiz umas torradas na frigideira regadas com um fio de azeite.
Passei a incluir esta receita na minha gaveta das receitas-rápidas-e-prontas-a-fazer-a-qualquer-momento. Aconselho a experimentar porque é deliciosa.
a lascar
continuo a não conseguir colocar fotografia
Chego à conclusão que ando estupidamente cansada. Nem sei porquê. Dou comigo a desejar que chegue o próximo fim-de-semana, logo na segunda-feira à tarde. Também não sei se será este próximo fim-de-semana que vou a Silves. Mas as saudades começam a apertar. Se calhar mais valia ir no outro depois, porque ele faz anos.
Tenho visto tantos blogs bonitos e cativantes... que inveja. Queria mesmo mudar o meu mas a minha ignorância informática não me deixa e esta inércia (que tanto critíco) é mais forte que eu. Decididamente, este mês não está a ser nada produtivo.
Ainda por cima, agora, assombram-me baluartes e reabilitações.
Flickr :(:(
11.11.06
em tom de desabafo
Este em tom de desabafo é só porque, este primeiro dia de fim-de-semana, não me correu da melhor forma. E quando acontece, ponho logo em causa a bendita e tão procurada f-e-l-i-c-i-d-a-d-e.
Em frente à janela do meu quarto, leio: a vida são só dois dias... e um é para acordar! E o outro?
9.11.06
é lixo,
mas gosto da composição. Nestes últimas dias tenho encontrado algum lixo que depois de fotografado fica bonito. Já tinha visto mais destas algures no Flickr. Ando aficionada com fotografia. Ainda hei-de tirar um curso. Hoje fiquei tentada e lá comprei mais uma revista de fotografia. Pena que estas revistas sejam pouco úteis. Têm acerca de 2 ou 3 artigos que tiro mesmo proveito. Livros, também já procurei, existem muitos e não sei avaliar se são bons ou não. Percebo pouco da teoria fotográfica mas encanta-me. E o resultado ainda mais. Enquanto não tiro nenhum curso/ formação vou treinando todos os dias, com situações do dia-à-dia ou com visitas, passeios. Se o tempo ajudar, este fim-de-semana, vamos até Setúbal (para não variar) atravessar o Sado no ferry boat, ver Setúbal da Península de Tróia, o estuário do Sado... E claro, se tivermos com vontade, caminhar ou caminhar.
Ou ainda ver e ouvir.
ps. a fotografia está péssima, não estou a conseguir publicar fotografias através do flickr :(
folhagem vermelha
Mesmo assim, lá se foi o outono.
mais flores
e desta vez, bem pirosinhas!
Mais uma fotografia, tirada no Bairro 11 de Março, mas desta vez durante o dia.
Acordar antes das oito da manhã não é para mim...
7.11.06
ao som de trovões
Oiço trovões brumbrruuu
Vou-me deitar e terminar o Passaporte para o Céu e a entrevista com o Chico. Para começar O Beijo. Temporariamente, parados estão Portugal, Hoje O Medo de Existir e How to Be Good, de Nick Hornby.
Depois de ver algumas destas sugestões, fiquei com uma vontade enorme de limpar o pó das placas de linóleo que tenho cá por casa. Pode ser que seja desta!
a olhar para cima 2
Esta é no Bairro 11 de Março. Estão aqui outras. Todas meio escuras mas é que a quase-noite não perdoa e a minha máquina também não.
cacau | fruto
Mais uma fotografia do Festival Internacional de Chocolate e mais outras por aqui. A fotografia é do fruto do cacaueiro - o cacau. Mais à frente estavam as sementes, que emanavam um cheiro intenso a chocolate amargo. Ele ainda mordeu a semente, eu nem tive coragem, mas trouxemos uma para casa.
Fui visitar um bairro em Alfornelos, na Amadora, o 11 de Março, para um próximo trabalho. Já deu para perceber que, apesar de o bairro ser considerado crítico, os habitantes gostam de lá morar. Têm uma série de vivências e apropriação do espaço público, que nos tempos que correm, são cada vez mais raros.
Agora que tenho o portátil operacional, falha-me o computador (PC). E sem computador-de-casa (como eu lhe chamo) fica muito chato fazer qualquer tipo de impressão e ter internet enquanto trabalho. Não sei do que se queixará, o computador. Nem sei quando o poderei levar à loja. E muito menos sei avaliar se será grave ou não.
Um mal nunca vem só!
5.11.06
3.11.06
a olhar para cima 1
Esta já é do outro dia mas retrata bem o dia de hoje, passado na faculdade, em frente ao portátil, a ler (porque sim, eu gosto de ler!) sobre a história de Setúbal. Sempre se aprende alguma coisa, para além disso, passa um dia e fico com a sensação que nada fiz.
Cheguei tarde a casa, tive que procurar umas fotografias/ imagens para completar as minhas leituras e acabei, entretida no Flickr, a colocar fotografias de hoje.
Preciso de descansar os olhos, estou cansada e as fotografias ficam para depois (espero que depois não seja tarde).
(a fotografia foi tirada ao tecto de um dos auditórios, da minha faculdade)
1.11.06
halloween
Foi ontem, mas aqui fica mais uma receita, desta vez de um acompanhamento com abóbora:
Instruções:
Cozer a abóbora, preferencialmente ao vapor e sem sal, cortada ás tiras. Esmigalhar 2 alhos, temperar com molho de soja, vinagre, azeite e salsa. Misturar tudo. Servir após 10 minutos, para que a abóbora absorva os temperos. Não sei medidas certas, faço tudo por olho. Nem sei de onde tirei esta receita. Mas é muito boa!